janeiro 2012 - Daniel Alves Pena

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As Igrejas em Obra de Restauração no Brasil precisam ter uma visão sinóptica para poderem avançar

Postado por instrutordanielpena em segunda-feira, 30 de janeiro de 2012 | 07:02

"Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação."
1 Coríntios 14:26

Pr. Elmir Guimarães Maia e Daniel Alves Pena
Este versículo me foi citado em São Paulo pelo Pastor Elmir Guimarães Maia em 29 de janeiro (2012).


Ternos uma visão sinóptica
     Evangelhos Sinópticos devido a conterem uma grande quantidade de histórias em comum, na mesma sequência, e algumas vezes, utilizando exatamente a mesma estrutura de palavras. Tal grau de paralelismo relativo ao conteúdo, narrativa, linguagem e estruturas das frases, somente pode ocorrer em uma literatura interdependente. Muitos estudiosos acreditam que esses evangelhos compartilham o mesmo ponto de vista e são claramente ligados entre si.

     Temos de convir que somente existe uma verdade e nenhum de nós está apto para ser o avalista da verdade quando se trata de pontos como visão doutrinaria, pois julgamos em causa própria, cada um defende sua convicção e não a verdade bíblica.
O que nos falta e ternos uma visão sinótica para sermos capazes de entender o que cada diferença representa para podermos caminharmos adiante rumo a Restauração que é um processo e não uma denominação.  Se existe um tronco ele precisa ser Yeshua (Jesus).

     Precisamos admitir, logo de início, que ninguém tem a palavra final sobre as datas mais importantes na história das Igrejas em Obra de Restauração no Brasil. Na verdade, a lista de Deus provavelmente, é bastante diferente de qualquer lista que possamos elaborar.
 
     Para mim, que tenho pouco tempo de militância posso afirmar que o maior acontecimento ainda esta por vir e já tem data marcada 02 de novembro de 2012, data em que será realizado o Jubileu da Obra em Restauração.
 
     Vou narrar alguns acontecimentos e logo estaremos com o mesmo pensamento diante de um fato tão glorioso.
Existem hoje na Obra em Restauração no Brasil quatro associação distintas que nunca estiveram juntas em nenhuma outra ocasião, mas a proposta do Jubileu será unir em um só lugar todos que fazem parte desta grande Obra.
Daniel Alves Pena, Pastores, Ademir e Paulo Roberto da AGIORB e Pr. Elielberth Falcão APOIORT


     O passo mais importante já foi dado, em reunião realizada em Indaiatuba, São Paulo no dia 28 de janeiro (2012) foi marcada a data do Jubileu para dia 02 de novembro de 2012 e tomada as decisões principais para assegurar a todos que será o maior evento na história da Obra em Restauração.
Tive a oportunidade de estar presente nesta reunião onde vi com meus olhos a AGIORB e a APOIORT unirem-se neste propósito glorioso.
 
     Não tenho a intenção de me colocar como juiz autorizado a decidir o que foi realmente importante na história da Obra em Restauração. Em vez disso, vou apresentar alguns fatos.
A Obra de Restauração no Brasil começa com a AGIORB e isso é fato inegável em nosso meio, logo após surgiu a APIMOBRART, a CIOR hoje CIMOR e a APOIORT.
Associações que vivem separadas mesmo sendo da Obra em Restauração.

     A separação se deu por divergências em pontos de visão doutrinárias e com isso ramificou uma obra que hoje se estivesse unida teria mais de 500 igrejas só no Brasil.
Se existe um momento crucial da Obra não poderá ser outro a não ser a aproximação de muitos a uma essência única.

     A Obra hoje tem muitos presidentes e acho eu que devemos devolver a Obra ao Espírito Santo de Deus e deixar que Cristo seja o nosso único e verdadeiro presidente.
Temos a bíblia como rega de fé e prática e por isso ela deve ser nosso manual e tudo que está na Obra e não tem raiz bíblica aos poucos será arrancado.
“Ele, porém, respondendo, disse: Toda a planta, que meu Pai celestial não plantou, será arrancada.”
Mateus 15:13

     Para Deus, sua Obra não tem associações, tem apenas um povo forte e lindo que por convicções pessoais separaram-se, mas por pouco tempo.
Eu ainda acredito na Restauração e em nosso meio ela também precisa existir.
Vejo Deus fazendo alguns acertos nesta Obra e sei que no final o que ele tem preparado vai acontecer.

Deixo uma pergunta para todos pensarem:
Se nos relacionamos bem com outros ministérios porque somos tão intransigentes para nos relacionarmos com membros da mesma Obra? Todas de Bonsucesso, todas de véu, todas tem lava-pés.

“Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: "Todo reino dividido contra si mesmo será arruinado, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá.”  Mateus 12:25

Em Espírito.
Daniel Alves Pena

Pr. Elmir Guimarães Maia e Daniel Alves Pena, um encontro inenarrável

Postado por instrutordanielpena em domingo, 29 de janeiro de 2012 | 08:08

Pr. Elmir Guimarães Maia e Daniel Alves Pena
     Elmir Guimarães Maia foi um político brasileiro do estado de Minas Gerais. Atuou como deputado estadual em Minas Gerais na 3ª legislatura (1955-1959), como suplente e foi eleito para o mandato de 1959 a 1963 (4ª legislatura) na Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais, pelo PR.
Precursor da Obra em Restauração no Brasil.

     Tive o prazer de estar com ele e entrevista-lo por razão do Jubileu das Igrejas em Obra de Restauração no Brasil.
Homem inteligente e conhecedor das Escrituras Sagradas.
Fui a sua casa no dia 29 de janeiro de 2012, na cidade de Monte Claro em São Paulo.

Conhecer o Pr. Frauches, primeiro missionário da Obra em Restauração foi muito importante

Postado por instrutordanielpena em sábado, 28 de janeiro de 2012 | 08:02

Pr. Sebastião Batista Frauches e Daniel Alves Pena

No dia 28 de janeiro em visita a igreja que está em Indaiatuba - São Paulo (AGIORB) presidida pelo cantor e pastor Paulo Frassinetti, tive o privilégio de poder conversar algumas horas com esse homem de Elohim (Deus) que me contou das dificuldades para se fazer missões no período de inicio da Obra de Restauração no Brasil.
O pastor Sebastião Batista Frauches foi muito amável e me surpreendeu ao tocar um hino em uma Gaita, mesmo sendo portador do mal de Parkinson.
Ao retornar ao Rio de Janeiro, cidade onde moro fiquei surpreso ao notar que pouco se fala sobre a história que este homem construiu na Obra, mas encontrei um vídeo do amado pastor e sua gaita, deixo para a apreciação dos amados leitores.
Me senti alegre e pequeno diante do exemplo de vida e simpatia daquele homem.

Por Daniel Alves Pena



Seria correto biblicamente o homem usar chapéu no culto ?

Postado por instrutordanielpena em terça-feira, 24 de janeiro de 2012 | 09:01

"O varão pois não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus" (1 Coríntios 11,v. 7.)


"O varão pois não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do varão. Porque o varão não provém da mulher, mas a mulher do varão. Porque também o varão não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do varão. Portanto, a mulher deve ter sobre a cabeça sinal de poderio, por causa dos anjos. Todavia, nem o varão é sem a mulher, nem a mulher sem o varão, no Senhor. Porque, como a mulher provém do varão, assim também o varão provém da mulher, mas tudo vem de Deus.

Como poderia a expressão "não deve cobrir" significar que ele não deve deixar o cabelo crescer como o de uma mulher quando estiver orando? As palavras deste versículo expressam ação ou ausência de ação no momento da oração. Trata-se de algo que ele não deve fazer quando estiver orando. Ele pode cobrir a sua cabeça em outras ocasiões, mas estas instruções referem-se ao momento em que ele "ora ou profetiza".

Como poderia alguém pensar diferente? No caso do homem o seu cabelo não é a cobertura a que o texto se refere; ele não deve colocar um chapéu ou outra cobertura sobre sua cabeça nesse momento específico.
Repare outra vez no sexto versículo: fazer do cabelo da mulher a sua cobertura, ao invés de um véu, chapéu ou outro objeto, seria algo estranho. Tal raciocínio faria aquele versículo significar que se uma mulher não tivesse nenhum cabelo sobre sua cabeça, então seu cabelo deveria ser cortado - uma impossibilidade óbvia! A tentar buscar provar que o cabelo da mulher é sua cobertura deveria ficar evidente. No versículo 15 lemos "em lugar de véu". Seu cabelo longo simplesmente marcou, na natureza, um lugar mais recatado, um lugar de sujeição.

O versículo 16 dá força às instruções divinas. O que era válido para a assembléia em Corinto valia também para todas as assembléias; não era para ser deixado aberto às opiniões individuais, nem tampouco às decisões locais. E não havia espaço para ninguém contender - simplesmente não havia permissão para nenhum outro costume ou prática. O assunto estava encerrado, e não aberto à discussão.

1 Coríntios 11
1 Sede meus imitadores, como também eu de Cristo.
2 E louvo-vos, irmãos, porque em tudo vos lembrais de mim, e retendes os preceitos como vo-los entreguei.
3 Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo.
4 Todo o homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça.
No versículo um Paulo pede para ser imitado, logo ele teria que estar fazendo o que pediu aos moradores de Corinto na Grécia, Atena.

No versículo 2 Paulo elogia e diz que deixou um ensinamento e que alguns estavam fazendo como ele deixou para ser cumprido.

No versículo 3 Paulo diz que Cristo é a cabeça do Homem e que Deus é a cabeça de Cristo, referindo se a ser cabeça como superioridade.
Deus é a cabeça(Superior) de Cristo, Cristo e a cabeça (Superior) do homem.
Logo quem desonra a Deus desonra a Cristo

O versículo 4 é tão claro que não precisaria nem de comentário.
4 Todo o homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça (Cristo, Deus).
Todo homem inclui, Bispos, Apóstolos, e por ai vai.
Lembre-se que Paulo pede para ser imitado.

Por Daniel Alves Pena

Amish e seus costumes conservadores

Postado por instrutordanielpena em segunda-feira, 16 de janeiro de 2012 | 20:11

Os primeiros Amish começaram a emigrar para os Estados Unidos no século XVIII, para evitar perseguições e o serviço militar obrigatório. Os primeiros emigrantes foram para o condado de Berks, Pensilvânia.

Amish é um grupo religioso cristão anabatista baseado nos Estados Unidos e Canadá. São conhecidos por seus costumes conservadores, como o uso restrito de equipamentos eletrônicos, inclusive telefones e automóveis.

Origem

Como os Mennonitas, os Amish são descendentes dos grupos suíços de anabatistas chamados de Reforma radical. O Anabatistas suíços ou "os irmãos suíços" tiveram suas origens com Felix Manz (ca. 1498-1527) e Conrad Grebel (ca.1498-1526). O nome "Mennonita" foi aplicado mais tarde e veio de Menno Simons (1496-1561). Simons era um padre católico holandês que se converteu ao Anabatismo em 1536. O movimento Amish começou com Jacob Amman (c. 1656 - c. 1730), um líder suíço dos Mennonitas que acreditava que estes estavam se afastando dos ensinos de Simons.

A Sociedade Amish

Estimativas do início da década de 2000 apontavam a existência de 198 mil membros da comunidade amish no mundo, sendo 47 mil apenas na Pensilvânia. Esses grupos são compostos por descendentes de algumas centenas de alemães e suíços que migraram para os Estados Unidos e o Canadá.

Os amish preferem viver afastados do restante da sociedade. Eles não prestam serviços militares, não pagam a Segurança Social e não aceitam qualquer forma de assistência do governo. Muitos evitam até mesmo fazer seguro de vida.

A maioria fala um dialeto alemão conhecido como "Alemão da Pensilvânia" (em inglês: Pennsylvania Dutch ou Pennsylvania German). Eles dividem-se em irmandades, que por sua vez se divide em distritos e congregações. Cada distrito é independente e tem suas próprias regras de convivência.

O filme "A Testemunha", com o actor Harrison Ford, mostra o modo de vida dos amish nos Estados Unidos. Homens usando ternos e chapéus pretos e mulheres com a cabeça coberta por um capuz branco e com um vestido preto. A comunidade Amish considerou muito liberal a imagem que se fez deles.

Os amish não gostam de ser fotografados. Interpretam que, de acordo com a Bíblia, um cristão não deve manter sua própria imagem gravada.

Crenças

Os princípios enfatizados pelos Amish são:
  • A Bíblia, principalmente a ética do Novo Testamento, devem ser obedecidas como a vontade de Deus, embora não sistematizando sua teologia, mas aplicando-as no dia-a-dia. A interpretação da Bíblia é realizada nos cultos e reuniões da igreja. Essa posição de evitar querelas teológicas evitou divisões de carácter doutrinário nas denominações anabatistas.
  • Credos e confissões são somente documentos para demonstrar aquilo que se crê, mas requerem a adesão ou crença a eles. Aceitam, portanto, em essência os Credos históricos do Cristianismo, mas não o professam.
  • A Igreja é uma comunidade voluntária formada de pessoas renascidas. A Igreja não é subordinada à nenhuma autoridade humana, seja ela o Estado, ou hierarquia religiosa. Assim evitam participar das atividades governamentais, jurar lealdade a nação, participar de guerras.
  • A Igreja não é uma instituição espiritual e invisível, mas uma coletividade humana e real, marcada pela separação do mundo e do pecado e uma posição afirmativa em seguir os mandamentos de Cristo.
  • A Igreja celebra o Batismo adulto por aspersão como simbolo de reconhecimento e obediencia a Cristo, e a Santa Ceia em memória da missão de Jesus Cristo.
  • A Igreja tem autoridade de disciplinar seus membros e até mesmo sua expulsão, a fim de manter a pureza do indivíduo e da igreja.
  • Como pode ser notado, a teologia anabatista é massivamente eclesiológica, baseada na vida comunitária e Igreja.
  • Quanto a salvação, os Amish crêem no livre-arbítrio, o ser humano tem a capacidade de se arrepender de seus pecados e Deus regenera e ajuda-o a andar em uma vida de regeneração.
  • Os Amish não creem que a conversão para Cristo seja uma experiência emocional de um momento, mas um processo que leva a vida inteira;
  • O que único na Teologia Anabatista, principalmente depois de Menno Simons, é a visão sobre a natureza de Cristo, possui uma doutrina semi-nestoriana, crendo que Jesus Cristo foi concebido miraculosamente pelo Espirito Santo no ventre de Maria, mas não herdou nenhuma parte física dela. Maria, seria portanto um instrumento usado por Deus, para cumprir o Seu plano.
  • A essência do cristianismo consiste em uma adesão prática aos ensinamentos de Cristo.
  • A ética do amor rege todas as relações humanas.
  • Pacifismo: Cristianismo e violência são incompatíveis.

Culto


O culto Amish é praticado da mesma maneira desde a incepção do Anabatismo na época da Reforma. O Culto é voltado a Deus e não tem o carácter evangelizador, portanto práticas como "chamada ao altar" ou "aceitar Jesus" não existem. Não constroem igreja, assim reúnem-se em casas privadas ou em salas de escolas. As mulheres sentam-se separadas dos homens e cobrem a cabeça com um véu.
O culto inicia com uma invocação de algum dos anciãos, seguem-se hinos, cantado do hinário Ausbund, que é o mesmo texto desde o século XVI e não contém notação musical. Então há uma oração, onde todos se ajoelham silenciosamente até que algum membro masculino ore pela igreja. A leitura e pregação da Bíblia é feita extemporaneamente, sem sermões preparados, e muitos elterns (anciãos) abrem as Escrituras aleatoriamente. Seguem uma oração do ministro e uma bênção final. A congregação se despede com um ósculo.

Controvérsias

Os Amish são muitas vezes confundidos com comunidades igualmente reservadas, mas de tradições e raízes completamente distintas. Algumas vezes até com os mórmons, com os quais mantêm poucas semelhanças.

Uma das maiores comunidades Amish no mundo fica na Pensilvânia (EUA). Em outubro de 2006, uma chacina dentro de uma escola Amish resultou na morte de cinco crianças entre 6 e 13 anos, além do atirador de 32 anos, que se suicidou.

O atirador era um motorista de caminhão de leite que atendia a comunidade. Fez reféns 10 meninas. No mesmo dia, membros da comunidade visitaram a família de Roberts (o motorista) para dizer que o perdoavam. No enterro das meninas, o avô de uma das vítimas disse às outras crianças: "não devemos odiar aquele homem" O fato inspirou o filme Amish Grace (Graça e Perdão no Brasil).


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Que espécie de árvore é você?

Postado por instrutordanielpena em quarta-feira, 11 de janeiro de 2012 | 07:34


1 - Que espécie de árvore é você?
2 - A semente (a palavra) está em você?
"E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente está nela sobre a terra; e assim foi."
Gênesis 1:11

Que fruto você tem dado meu irmão minha irmã? O que você tem gerado?
Estamos no inicio do ano de 2012 e eu te pergunto que espécie de árvore é você?

Seria uma árvore onde as pessoas poderiam repousar a sobra ou um espinheiro que ninguém quer chegar perto?
É momento de refletir e ter a certeza de que se esta caminhando na direção certa.

Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos.
Lucas 6:44

Pastores ou gerentes de empresas?

Postado por instrutordanielpena em segunda-feira, 9 de janeiro de 2012 | 20:41

Imagem meramente ilustrativa

9 Agora, pois, ouve à sua voz, porém protesta-lhes solenemente, e declara-lhes qual será o costume do rei que houver de reinar sobre eles.
10 E falou Samuel todas as palavras do SENHOR ao povo, que lhe pedia um rei.
11 E disse: Este será o costume do rei que houver de reinar sobre vós; ele tomará os vossos filhos, e os empregará nos seus carros, e como seus cavaleiros, para que corram adiante dos seus carros.
12 E os porá por chefes de mil, e de cinqüenta; e para que lavrem a sua lavoura, e façam a sua sega, e fabriquem as suas armas de guerra e os petrechos de seus carros.
13 E tomará as vossas filhas para perfumistas, cozinheiras e padeiras.
14 E tomará o melhor das vossas terras, e das vossas vinhas, e dos vossos olivais, e os dará aos seus servos.
15 E as vossas sementes, e as vossas vinhas dizimará, para dar aos seus oficiais, e aos seus servos.
16 Também os vossos servos, e as vossas servas, e os vossos melhores moços, e os vossos jumentos tomará, e os empregará no seu trabalho.
17 Dizimará o vosso rebanho, e vós lhe servireis de servos.
18 Então naquele dia clamareis por causa do vosso rei, que vós houverdes escolhido; mas o SENHOR não vos ouvirá naquele dia.
1 Samuel 8:9-18
Meu amado assim como no passado Elohim (Deus) " o SENHOR não vos ouvirá ", porque tens escolhido para guiar a igreja pessoas que parecem ser o que não são.
Cada dia que passa alguns pastores mais parecem gerentes de empresas do que pastores de igrejas.
Toda vez que precisam levantar fundos para suas empresas eles criam uma campanha, semelhante as empresas de hoje que trabalham com campanhas publicitárias.

Campanha publicitária — conjunto de ações cujo objetivo é anunciar e promover produtos, eventos ou ideias.

Vejam o que aprendi sobre as campanhas feitas em algumas empresas, eu disse empresas e não igrejas:


Normalmente, busca-se através dos programas de  incentivos incrementar vendas, antecipar receitas, reduzir estoques, lançar novos produtos, aumentar o nível de satisfação de clientes,  recuperar cobranças atrasadas, aumentar satisfação funcional, diminuir custos, aumentar produtividade, manter clientes, aperfeiçoar a assistência técnica e o desenvolvimento de produtos, entre outros tantos.
Uma campanha de incentivos pode ser apresentada com a seguinte composição: em primeiro lugar, é necessário 
(01) fazer um Briefing visando coletar informações junto a clientes e funcionários, dados importantes e capazes de dar subsídios à definição do instrumento de incentivo; a seguir, 
(02) deve-se investigar a fundo os dados obtidos com o intuito de identificar os “problemas” a serem resolvidos ou “contornados”; a seguir, deve-se 
(03) determinar clara e objetivamente as metas a serem atingidas, delineando quais problemas deverão ser “atacados”; outra etapa importante é a de 
(04) identificar o público-alvo da campanha, bem como suas características, motivações, gostos e desejos; também é preciso 
(05) definir a “temática”, pois toda campanha de incentivo tem como eixo principal a motivação, merecendo especial cuidado em sua escolha, pois o erro pode levar ao fracasso; na etapa seguinte vem a 
(06) fundamentação da campanha, na qual se deve apresentar de forma clara e transparente as regras da competição e, também, esclarecer totalmente qualquer dúvida ou questionamento; como não poderia deixar de ser, a campanha de incentivo também deve 
(07) ter um período pré-estabelecido; e é imprescindível que 
(08) seja desenvolvida de maneira a assegurar a manutenção do clima motivacional, que será a tônica do desempenho de suas ações; e, por fim, a justa e merecida 
(09) premiação.

Observaram que é exatamente isso que está sendo feito por alguns gerentes (Pastores) de empresas (Igrejas) para obterem fundos para a estabilidade financeira.



Mateus 21:13
E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; mas vós a tendes convertido em covil de ladrões.

Ezequiel 34: 2 a 4
“Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza e dize aos pastores: Assim diz o Senhor JEOVÁ: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as ovelhas?
Comeis a gordura, e vos vestis da lã, e degolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas.
A fraca não fortalecestes, e a doente não curastes, e a quebrada não ligastes, e a desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza”.



Elohim (Deus) tenha misericórdia de nossas almas.
Por Daniel Alves Pena

Transtorno de Ansiedade Social (fobia social)

Postado por instrutordanielpena em quinta-feira, 5 de janeiro de 2012 | 19:03

Transtorno de Ansiedade Social (fobia social) é o terceiro maior problema de saúde mental no mundo.

Dados mais recentes do governo epidemiológicos mostram ansiedade social atinge mais de 7% da população em um dado momento. A taxa de prevalência (isto é, as chances de desenvolver transtorno de ansiedade social a qualquer momento durante o ciclo de vida) é de acima de 13%.

Definição: A ansiedade social é o medo de situações sociais que envolvem a interação com outras pessoas. Dito de outra forma, a ansiedade social é o medo ea ansiedade de ser julgado e avaliado por outras pessoas. Se uma pessoa geralmente se torna ansiosa em situações sociais, mas parece muito bem quando estão sozinhos, depois em "ansiedade social" pode ser o problema.

Percepções: As pessoas com ansiedade social são muitas vezes vistos pelos outros como sendo tímido, quieto, para trás, retirado, inibido, pouco amigáveis, nervoso, distantes e desinteressados. As pessoas com ansiedade social quer ser "normal" socialmente, eles querem fazer amigos e eles querem ser envolvidos e engajados em interações sociais.
 
Tendo ansiedade social impede as pessoas de serem capazes de fazer as coisas que quero fazer. As pessoas com ansiedade social quer ser amigável, aberta e sociável. É o medo (ansiedade) que prende-los de volta de participar.
Ansiedade social é uma condição totalmente tratável e pode ser superada com trabalho e paciência.

Provocando Sintomas: Pessoas com ansiedade social em geral experiência sofrimento significativo nas seguintes situações:
Ser apresentado a outras pessoas
Ser provocado ou criticado
Ser o centro das atenções
Sendo vigiados ou observados ao fazer algo
Ter que dizer algo em uma situação formal, pública
Conhecer pessoas com autoridade ("importante que as pessoas / figuras de autoridade")
Sentindo-se inseguro e fora de lugar em situações sociais ("Eu não sei o que dizer.")
Embaraçoso facilmente (por exemplo, corando, agitação)
Reunião olhos de outras pessoas
Engolir, escrever, falar, fazer chamadas de telefone se em público

 
Esta lista não é uma lista completa dos sintomas - outros sintomas podem estar associados com a ansiedade social também.
 
Sintomas emocionais: Os sentimentos que acompanham a ansiedade social incluem ansiedade, medo intenso, nervosismo, automático ciclos de pensamento negativo, coração acelerado, corar, transpiração excessiva, garganta e boca seca, tremores, e contrações musculares.
Ansiedade constante, intenso (medo) é a característica mais comum.

Insight: As pessoas com ansiedade social sabe que sua ansiedade é irracional e não faz sentido lógico. No entanto, pensamentos e sentimentos de ansiedade persistem e não mostram sinais de ir embora, sem tratamento adequado.

Terapia: terapia cognitivo-comportamental para a ansiedade social tem sido marcadamente sucesso. Milhares de pesquisas agora indicam que, após a CBT, as pessoas com transtorno de ansiedade social relatório uma vida transformada - que não é mais controlado pelo medo e pela ansiedade. O tratamento adequado é marcadamente sucesso em mudar os pensamentos das pessoas, crenças, sentimentos e comportamento.
National Institutes of Mental Health-financiado estudos relatam uma taxa de sucesso muito alta usando terapia cognitiva com um grupo de terapia comportamental. Ambos são essenciais para aliviar sintomas de ansiedade associados com transtorno de ansiedade social.
 
Medicamentos: o medicamento de ansiedade social é útil para muitos, mas não todas, as pessoas com transtorno de ansiedade social. Psicólogos e terapeutas devem trabalhar com o médico as pessoas 'médicos e / ou psiquiatra, se possível. Para casos de ansiedade social generalizada, a pesquisa indica o uso dos agentes anti-ansiedade, e certos antidepressivos em conjunto com a TCC tem se mostrado mais benéfica. Quanto aos antidepressivos, os inibidores da MAO têm a maior taxa de sucesso quando combinada com a CBT. Medicação sem o uso de terapia cognitivo-comportamental tem provado ser apenas temporariamente útil.
Em particular, o tratamento com antidepressivos ISRS usando tem se mostrado inútil.
 
Prognóstico: muito bom. Que concluem o relatório CBT formação de um índice de sucesso elevado. Nos estudos NIMH longitudinal, as pessoas continuaram a relatório de progresso após a CBT terapia de grupo comportamental acabou. Descobrimos que a repetição é a chave para superar desordem de ansiedade social. Terapia não é difícil. O que importa é o compromisso contínuo de uma pessoa para ficar melhor.
 
Especialidades tratamento: ansiedade social, bem como a outros transtornos de ansiedade, podem ser tratados com sucesso hoje. Em busca de ajuda para este problema, recomendamos procurar um especialista - alguém que entende bem esse problema e sabe como tratá-la.
Tratamento de ansiedade social deve incluir um grupo de terapia comportamental ativa, onde os membros podem trabalhar em seu "medo" hierarquias no grupo, e mais tarde, em situações da vida real.
Diagnóstico Diferencial e Comorbidade: transtorno de ansiedade social é um dos cinco maiores transtornos de ansiedade conforme listado no DSM-IV.
 
Ansiedade social é muitas vezes confundida com transtorno do pânico.

As pessoas com ansiedade social não experimentam ataques de pânico, em que o medo principal é de ter um problema médico (por exemplo, ataque cardíaco). As pessoas com ansiedade social perceber que é ansiedade e medo de que eles estão enfrentando. Eles podem dizer coisas como "Foi horrível e eu entrei em pânico!", Mas, quando questionados, eles estão falando sobre o sentimento altamente ansiosas. Eles não estão falando sobre o medo de ter um problema médico. As pessoas com ansiedade social tendem a não ir ao pronto-socorro do hospital após um problema de ansiedade. Pessoas com transtorno de pânico vezes muitos vão às salas de emergência do hospital, porque eles sentem que há algo clinicamente e fisicamente errado com eles.
Altas taxas de alcoolismo e abuso de outras substâncias, dificuldades familiares e problemas, a falta de relações pessoais, e dificuldade na obtenção e continuar com o emprego estão entre os problemas do cotidiano vividas por muitas pessoas com transtorno de ansiedade social.
 
Falta de terapeutas profissionais e conhecedores é o problema maior e mais relevante para superar a ansiedade social. Enquanto sabemos que pode ser feito, e uma vasta quantidade de evidência clínica e pesquisa apóia essa, superar a ansiedade social é difícil devido à escassez de opções de tratamento para as pessoas com este transtorno de ansiedade persistente.
- Dr. Thomas A. Richards

 Texto original em Inglês http://www.socialphobia.org/fact.html
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Adições feitas por Daniel Alves Pena:

Biblicamente falando.


Gideão
-- Ah, Senhor, -- respondeu Gideão -- como posso libertar Israel? Meu clã é o menos importante de Manassés, e eu sou o menor da minha família.
(Juízes 6.2,3,11-15)

O caso de Saul que se esconde.

Convocou, pois, Samuel o povo ao SENHOR, em Mizpá.
E disse aos filhos de Israel: Assim disse o SENHOR Deus de Israel: Eu fiz subir a Israel do Egito, e livrei-vos da mão dos egípcios e da mão de todos os reinos que vos oprimiam.
Mas vós tendes rejeitado hoje a vosso Deus, que vos livrou de todos os vossos males e trabalhos, e lhe tendes falado: Põe um rei sobre nós. Agora, pois, ponde-vos perante o SENHOR, pelas vossas tribos e segundo os vossos milhares.
Tendo, pois, Samuel feito chegar todas as tribos, tomou-se a tribo de Benjamim.
E, fazendo chegar a tribo de Benjamim pelas suas famílias, tomou-se a família de Matri; e dela se tomou Saul, filho de Quis; e o buscaram, porém não se achou.
Então tornaram a perguntar ao SENHOR se aquele homem ainda viria ali. E disse o SENHOR: Eis que se escondeu entre a bagagem.1 Samuel 10:17-22


 A desculpa de Jeremias -
Eu não sei falar

Jeremias 1.4-6
A palavra do Senhor veio a mim, dizendo:
-- Antes de formá-lo no ventre eu o escolhi; antes de você nascer, eu o separei e o designei profeta às nações.
Mas eu disse:
-- Ah, Soberano Senhor! Eu não sei falar, pois ainda sou muito jovem.
(Jeremias 1.4-6)

 

POR QUE NÃO MUDARMOS?

Postado por instrutordanielpena em segunda-feira, 2 de janeiro de 2012 | 19:27

De um modo geral, todo mundo acredita estar evoluindo, melhorando. Mas a triste realidade é que, entra dia e sai dia, somos sempre os mesmos. São sempre os mesmos comportamentos, os mesmos dizeres, as mesmas brincadeiras, as mesmas reclamações, os mesmos hábitos.

Nossos pensamentos e crenças são a causa de tudo o que nos acontece, são os agentes desencadeadores de toda a realidade que nos cerca. Devemos mudar o paradigma de sermos vítimas para o de sermos responsáveis por tudo o que acontece.
 
O processo do autoconhecimento é lento. As barreiras que nos separam da verdade vão sendo derrubadas gradualmente, e só então podemos perceber diretamente a responsabilidade que temos sobre nós mesmos. Não é um caminho fácil.
Compreender as dificuldades da vida como lições a serem aprendidas é um enfoque diferente, é uma mudança de paradigma.

Não mudamos porque buscamos em livros, palestras, doutrinas, seminários ou cultos apenas a confirmação de nossas crenças. Não nos abrimos ao novo, ao que, na realidade, a vida tenta nos passar, mostrar, ensinar. Nossas crenças nos levaram até onde estamos. Para seguirmos adiante precisamos quebrar os paradigmas atuais.
Precisamos questionar a realidade, questionar se os fatos devem ser realmente assim como se apresentam aos nossos olhos, assim como os pensamos. Obviamente, enquanto continuarmos a repetir as mesmas ações, nossos resultados serão sempre os mesmos, não há como ser diferente.
Não mudamos porque gostamos de ser como somos, porque estamos identificados com nossa personalidade, porque estamos apaixonados por nós mesmos. Somos fascinados com o personagem que construímos ao longo de toda uma vida. Temos um medo profundo de enxergarmos a realidade do que somos.
Nossa forma de ser, nosso comportamento, nossos pensamentos, estão tomados por mecanismos de defesa, adquiridos por meio de experiências, sofrimentos e dores vivenciados ao longo de nossa existência. Fomos nos construindo, nos moldando, para evitar as sensações de dor e estimular as sensações de prazer.

Não mudamos porque nos falta vontade, força, honestidade, sinceridade, capacidade de renúncia. Uma mudança, uma transformação, significaria deixarmos de ser quem somos. E, como somos apegados a nós mesmos, ao que somos ou ao que achamos ser, reagimos negativamente. Tememos nos transformar em algo que não vamos gostar, em algo que os outros não vão gostar. Tememos perder o pouco que temos ou achamos ter. Tememos ser rejeitados, perder a popularidade, a fama, o status, a consideração, os prazeres. Tememos deixar de existir, nossos egos temem deixar de existir.

Estamos satisfeitos com nossa realidade.

Os dias se sucedem e permanecemos os mesmos, sempre os mesmos, não mudamos em nada. Cometemos os mesmos erros, erros que nem sabemos quais são, rimos das mesmas piadas sem graça, reclamamos das mesmas coisas, humilhamo-nos sempre em situações que se repetem. Sentimos medo e vergonha das mesmas coisas, nas mesmas circunstâncias ou em circunstâncias parecidas. Irritamo-nos, ficamos nervosos, irados, indignados, brigamos e somos agressivos com as mesmas pessoas, nas mesmas ocasiões.

Demonstramos vaidade, arrogância e orgulho nas mesmas situações. Reagimos sempre da mesma forma a insultos, críticas, ofensas ou elogios. Passamos desapercebidos pelas mesmas coisas, pelos mesmos locais, como se estivéssemos adormecidos, sonhando.

Projetamos sempre as mesmas ideias, fantasiamos sempre as mesmas histórias, sofremos com as mesmas expectativas, ficamos ansiosos pelas mesmas bobagens. Agimos sempre da mesma forma egoísta e mesquinha, desrespeitamos sempre as mesmas regras, as mesmas pessoas, não cuidamos do que dizemos e nem de como dizemos, repetimos por inúmeras vezes. É um quadro lamentável, e muitos que assim vivem ainda se consideram realizados, o que é um enorme autoengano. Este quadro, por si só, já reproduz a terrível imagem do sofrimento.

Muitos dizem que a vida é uma escola, que devemos aprender com ela, com as situações e com os sofrimentos que ela nos impõe. Mas as situações se sucedem e nenhuma transformação ocorre.
Todas as propostas de mudança ficam apenas no imaginário, não existe ação efetiva, não existe transformação verdadeira. Alguns, equivocadamente, se deixam convencer e se confortam com a ideia de que estão mudando, de que estão evoluindo, de que a vida muito lhes tem ensinado, quando, na realidade, só estão se tornando cada vez mais travados, cada vez mais embotados, mais infelizes. Não percebem que estão criando mais e mais dispositivos de defesa, de travas mentais.
Geralmente, acreditamos que, por frequentarmos uma irmandade, uma religião, por conhecermos e seguirmos certas teorias, doutrinas, conceitos morais e éticos, estamos mudando, evoluindo. Mas, na verdade, o que estamos fazendo é apenas nos aprisionarmos em gaiolas mais bonitas.
Não mudamos porque nos auto-definimos, não mudamos por atribuirmos rótulos atraentes a nós mesmos, por nos fascinarmos com esses rótulos, que nos levam a auto-adoração, o que nos impede de enxergar a realidade e de nos transformarmos verdadeiramente.

Por exemplo, se nos definimos, antecipadamente, como pessoas calmas, pacientes, tolerantes, serenas, tranquilos, estamos dificultando a nossa observação, o exercício do autoconhecimento, que nos permitiria detectar a nossa intranquilidade, a nossa falta de serenidade, nossas irritações, medos, ansiedade, expectativas e esperanças. Sem esta percepção, passamos a arrumar uma série de justificativas, desculpas, explicações para as nossas faltas. E com um agravante: além das faltas anteriores, agora nos falta também aceitação, honestidade, sinceridade.

Somos enganados pela auto-imagem, pelo amor próprio. Ficamos facilmente fascinados com nossos personagens. Caímos no auto-engano. Quando uma situação se apresenta, ao invés de estarmos presentes e nos auto-observarmos, partimos logo para a ação, tentando expressar serenidade. Agimos falsamente, e sentimos prazer por termos conseguido transmitir a imagem de alguém sereno; chegamos mesmo a nos surpreender com o fato de termos mudado tanto, evoluído tanto; nos admiramos do quanto somos calmos e serenos e de termos conseguido nos manter assim durante toda a situação. Acreditamos piamente que nos saímos bem. Com isso, projetamos nossas ilusões, nossas fantasias, para os outros. Achamos que todos estão admirados de sermos assim tão serenos, que nos tomam como exemplos, que nos apreciam. E então somos tomados por confortáveis sensações às quais nos apegamos, e acreditamos ser esta a nossa realidade.
Mas tudo não passa de projeções mentais, nós é que nos admiramos, nós é que nos auto-adoramos, que nos envaidecemos e nos enchemos de orgulho. Para piorar, se depois de tudo, alguém ainda nos elogia, o embotamento aumenta. É como assinassem embaixo de nossas ilusões, de nossas projeções mentais. 
Precisamos renunciar a tais sensações, projeções, ilusões.
Na verdade, o que temos é excesso de amor próprio. Tal qual artistas no palco, queremos aplausos. Não percebemos que estes aplausos são caras, bocas, tapinhas nas costas, elogios, bajulações.

Precisamos expandir esses exemplos, precisamos explorá-los e compreendê-los, precisamos meditar muito, rogar ao nosso Poder Superior que nos livre do auto-engano, da ilusão, e nos mostre a verdade.
Não mudamos apenas quando só uma parte de nós quer mudar e as outras continuam a fazer as mesmas coisas, a se comportar do mesmo jeito. Se assim acontece, é porque não estamos plenamente decididos a mudar, não estamos aptos a renunciar a nós mesmos, a nossos desejos, a nossas ilusões e prazeres fugazes. 
Se assim acontece, não nos entregamos, não nos empenhamos em buscar de uma mudança, de uma transformação, pois certamente não estaremos dispostos a abrir mão de assistir nossos filmes, novelas, futebol, jogos; não estaremos dispostos a abrir mão das diversões, dos passatempos habituais, em nome dessas novas práticas.

Se quisermos operar em nós mesmos alguma mudança real, precisamos de práticas diárias. Ao final de cada dia, devemos analisar e refletir sobre o que se passou, sobre gestos, palavras, situações, cenas e cenários (10º passo). E precisamos ser extremamente sincero e honesto conosco mesmo. Precisamos meditar sobre as cenas de ira, luxúria, orgulho, inveja, gula ou de outras situações faltosas, sem alegorias ou escapes.
Não mudamos porque inventamos desculpas para não mudarmos, para justificar nossa incapacidade de mudar, nossa fraqueza, nossa falta de coragem de olhar para dentro de nós mesmos. O demônio (ignorância) da má vontade atua em nós de forma muito astuta. Algumas linhas religiosas ou filosóficas retratam o homem como um ser essencialmente bom, outras como um ser essencialmente mau. Se o homem é essencialmente bom ou mau, não vem ao caso agora. 

Seja ele bom ou mau, o fato não nos impede de olharmos para dentro de nós e enxergarmos à vergonha, o medo, a violência, a ignorância, a falsidade, a fraqueza, a maldade, a ira, a inveja, a avareza, a gula atuando em nosso ser. Conceituar a essência do homem como boa ou má é só uma ideia, uma ideia que nos limita muito, como qualquer outra ideia, conceito, preconceito, definição ou auto-definição. O medo, o sofrimento, a vergonha, o orgulho, a ira, a ansiedade, a gula, a inveja são os mesmos, seja para que acreditem que o homem é essencialmente ruim ou para os que acreditam que o homem é essencialmente bom, seja para os cristãos, budistas, maometanos, hinduístas, seja para os brancos, pretos, morenos, amarelos, vermelhos. O objeto desses sentimentos indesejáveis pode mudar, mas isso não muda nada.

Apontamos erros e defeitos naqueles que nos cercam e não nos damos conta da lei da atração, não nos damos conta das projeções. Aquilo que poderia ser uma ótima oportunidade de auto-conhecimento passa a servir apenas para alimentar ainda mais a nossa vaidade, nossa auto-adoração, nosso amor-próprio.
Não mudamos porque lemos e ouvimos falar sobre erros, sobre maus comportamentos, sobre comportamentos equivocados, mas, como nos auto-adoramos, nada vemos de errado em nós mesmos. Voltamos os olhar crítico somente para os outros, e com esse olhar julgamos e censuramos os que vivem ao nosso redor.

A FAMÍLIA É IMPORTANTE PARA O TRATAMENTO

A família é fundamental para o sucesso do tratamento da dependência química. Pensar que tudo se resolverá a partir de uma internação ou após algumas consultas médicas é uma armadilha que não polpa a mais sincera tentativa de tratamento.
A dependência é um problema que se estruturou aos poucos na vida da pessoa. Muitas vezes, levou anos para aparecer. Muitas coisas foram afetadas: o desempenho escolar, a eficiência no trabalho, a qualidade dos relacionamentos, o apoio da família, a confiança do patrão, o respeito dos empregados. Como esperar, então algo presente na vida de alguém há tempo e que lhe trouxe tantos comprometimentos desapareça de repente? Quem decide começar um tratamento se depara com os sintomas de desconforto da falta da droga e, além disso, com um futuro prejudicado pela falta de suporte, que o indivíduo perdeu ou deixou de adquirir ao longo da sua história de dependência.

Todos podem ajudar: o patrão, os amigos, os vizinhos, mas o suporte maior deve vir da família. As chances de sucesso do tratamento pioram muito quando a família não está por perto.
Veja porque a família é tão importante:

1.    O dependente muitas vezes não tem a noção completa da gravidade do seu estado. Por mais que deseje o tratamento, acha que as coisas serão mais fáceis do que imagina. Por conta disso, se expõe a situações de risco que podem leva-lo de volta ao consumo.

2.    O dependente sente a necessidade de “se testar”, expondo-se a situações de risco para ver o seu esforço está valendo a pena. A família deve ajuda-lo estabelecendo com o dependente regras que ajudem a afasta-lo da recaída. Todo o tratamento começa com um mapeamento dos fatores e locais de risco de recaída. A família deve ajudar o dependente a evitar esses locais. Isso não deve ser feito de modo policial. Não se trata de fiscalizar. Trata-se, sim, de chamá-lo à reflexão e a responsabilidade sempre que esse, sem perceber ou se testar se expuser ao risco da recaída.

3.    O dependente sente dificuldades em organizar novas rotinas para sua vida sem as drogas. O dependente de drogas precisa de apoio para superar as dificuldades e estabelecer um novo modo de vida sem drogas. Vários fatores interferem nessa tarefa. A pessoa pode estar fora do mercado de trabalho há muitos anos, desatualizada e sem contatos que lhe proporcionem voltar em curto prazo. Pode ter saído da escola muito jovem e agora está pouco qualificado para um bom emprego. Há dificuldade em se relacionar com as pessoas, aguentar as frustrações, saber esperar a hora certa para tomar a melhor atitude. A autocrítica do dependente por vezes é dura consigo mesmo. Deixa um clima depressivo e de fracasso no ar. Isso pode fazer com que os planos para o tratamento sejam deixados de lado.

4.    A família no tratamento mostra que o diálogo ainda existe. A rotina da dependência química traz ressentimentos para todos. Muita roupa suja vai ser lavada. No entanto, é preciso entender que se trata de uma doença. Em um primeiro momento a motivação do dependente para a mudança e do apoio da família para mantê-lo motivado são importantíssimos. Isso demonstra que a família ainda é capaz de se unir, conversar e resolver seus problemas.

Quando o momento de ir para o tanque chegar, todos estarão fortalecidos e o assunto será tratado com mais ponderação e menos emoção.

COMO SABER SE VOCÊ É UM DEPENDENTE DO ALCOÓL

Se me perguntassem qual é o sinal mais frequente do alcoolismo, eu responderia que não é a sensação, por parte do alcoólatra, de já ter perdido o controle sobre o álcool. Digo isso porque quase todo alcoólatra, mesmo que esteja bebendo sem parar, tem a firme convicção de que controla o álcool. Pode até reconhecer que anda se excedendo um pouco, mas quase sempre achará que isso não passa de uma fase. Com essa “teoria da fase”, ele explica tudo e se convence de que parará de beber quando resolver. Não quer se violentar agora, anda tenso, sobrecarregado, mas, logo, logo, passará a “fase” e aí tudo voltará ao normal...
O que caracteriza o alcoolismo não é a sensação de ter perdido o controle; é, isso sim, o fato de estar bebendo frequentemente e em doses crescentes. A curva da bebida é para cima. Só a da bebida...
Tudo começa a se tornar motivo de comemoração. Para vencer a timidez, por que não umas dosezinhas? 

Até para fazer sexo ou namorar há que tomar uns drinques. O alcoólatra bebe porque está triste – para afogar as mágoas - , mas bebe porque está alegre – para comemorar. Bebe porque está nervoso, para acalmar, ou porque anda calmo demais, para dar um realce, um brilho na vida.
De início, bebia apenas nos fins de semana, e somente à noite. Se visita um amigo, logo pergunta pela bebida, tendo sempre a última piada de biriteiro na ponta da língua para justificar o pedido. Mais dia, menos dia, começa a beber à tardinha – é a happy hour – para serenar as tensões do cotidiano. Depois, já de manhã; misturando, é claro, no suco de tomate ou de laranja. Finalmente, engole até álcool puro ou água de colônia para sair da cama...

Se existe algo que caracteriza o alcoólatra é uma ligação com copos, garrafas, e garçons. Sua mente está ligada no álcool. Parece que há um campo magnético que o atrai em direção a ele.
 
O não-alcoólatra pode, eventualmente, exagerar a dose; mas naturalmente e sem esforço retorna à sua moderação. Nele o álcool sacia, não “vicia”. Se bebe demais, empanturra-se e não quer beber de novo. Já o alcoólatra, quanto mais bebe, mais sente vontade de beber.

Em muita gente o alcoolismo é evidente. São os frequentadores assíduos de bares e botequins, que vivem cambaleando, dando vexame, sendo inconvenientes ou falando de língua enrolada. Mesmo nesses casos, porém, em que o alcoolismo fica patente para quem vê esses personagens, para eles, não é bem assim. E, como convivem com outros alcoólatras, igualmente interessados em negar sua condição, cada qual reforça a negação do outro e louva a própria “excentricidade”, algo “poética”. São notívagos, almas boêmias, seres das madrugadas, amantes da noite. Boêmio, sim. Alcoólatra, não. E tome pileque...

O DEPENDENTE DO ALCOÓL COMEÇA A BEBER COMO TODO MUNDO

O futuro alcoólatra, até manifestar sua compulsão, bebe como as outras pessoas. Começou nas festinhas juvenis, só para curtir, para se sentir igual à gente grande. Durante toda a infância, viu os adultos bebendo sem poder fazer o mesmo. Agora que pode, não vai experimentar?

Muitos dos bêbados de hoje começaram inclusive sem gostar muito do álcool. Chegaram até a forçar o gosto para não se sentirem deslocados ou caretas. Às vezes, anos se passaram sem que eles se ligassem em bebida: só bebiam em datas especiais e, contudo, foram tomando gosto. Já não achavam a bebida desagradável... Quando deram por si, eram bebedores inveterados.

Claro, alguns dos alcoólatras começaram já a todo vapor. Logo, logo se destacavam dos demais: eram os últimos a sair das festas, e tudo era motivo para brindes e comemoração.
Outros beberam a vida inteira, sem perder sua natural moderação. Mas, aos 50 anos, sem mais nem porquê, passaram a beber de modo desenfreado. Por outro lado, existem – e não são poucas – crianças de sete, oito anos já fissuradas em álcool.

Padres e pais-de santo, às vezes, deflagram sua compulsão etílica por força do próprio ofício, que recorre, nos seu ritos e liturgias, a bebidas alcoólicas.
Antigamente, alcoolismo dava muito mais em homem, numa proporção de 12 para um. A razão é fácil de entender: a mulher era tão reprimida que não tinha direito nem de se tornar alcoólatra... Atualmente, porém, um número crescente de mulheres se escraviza ao copo, e, em cada cinco bêbados, um é do sexo feminino.
É comum o processo iniciar-se em senhoras entre 50 e 60 anos: já criaram os filhos e, para preencher as tardes de solidão, tomam uns drinques escondido, de uma garrafa guardada debaixo da pia, atrás dos livros ou no fundo do armário. A cada ano que passa mais garrafas são consumidas...

ÁLCOOL E DROGAS. O QUE FAZER?

Hoje, em todo o mundo, é preocupante o crescente consumo de drogas. O problema alcançou tamanha proporção, que ações e repressão ao narcotráfico são pequenos paliativos que, executados isoladamente, não atingem o objetivo desejado.
Sabemos que a questão do uso de drogas não passa apenas pelo indivíduo dependente, nem tampouco pelo traficante somente, pois estes são os dois extremos de uma questão a esmagadora maioria é composta por usuários, quer esporádicos ou frequentes e todo o grupo social que os cerca. Senão vejamos.

Sabe-se que o consumo de álcool/drogas traz no seu bojo um percentual de aproximadamente 10 a 15% de usuários que em algum momento irão estar quimicamente dependentes e apresentarão problemas oriundos deste consumo. Restam portanto 85 a 90 % de consumidores que podem até ter problemas ocasionais derivados de seu uso dos químicos, mas que justamente quando surgirem estes problemas, irão identificar o prejuízo que vêm tendo e optarão por interrompê-lo ou simplesmente passarão a consumir com moderação, evitando maiores dissabores.

Estes, todavia, serão justamente os aconselhadores mais perigosos, pois terão a experiência do controle de si mesmos e estarão sempre prontos a convencer aos outros de que é possível consumir álcool/drogas e ter controle desse uso. Haja visto seu próprio exemplo. Desta forma, teremos aí, o espelho onde o dependente busca encontrar apoio para justificar sua recusa em reconhecer a falência diante dos químicos e aceitar que é portador de uma doença de NEGAÇÃO.

Para se começar qualquer movimento no sentido de tratar a questão: alcoolismo/toxicopedendentes, suas implicações diretas e indiretas a sua afetação na sociedade como um todo, é preciso antes de qualquer coisa, que nos livremos de todo e qualquer preconceito para então ter condições de avaliar uma outra informação com a mente aberta. Portanto, contando com essa boa vontade dos leitores, vou apresentar alguns fatos para questionarmos juntos.

Sensível e desconfiado por natureza, o dependente químico está sempre exagerando na dose, e que dose! E, uma vez tendo começado a usar (beber, cheirar, fumar) parece querer acabar com toda a droga existente (álcool é droga) no mundo. Sua sensibilidade lhe diz que alguma coisa está errado, mas ele desconfia de qualquer tentativa de aproximação, e se isola no seu conflito, querendo resolver seu quebra-cabeças sozinho, fingindo ignorar a tragédia que se aproxima, agarrando-se desesperadamente à convicção de que desta vez será diferente. Ele vai conseguir controlar e provar para todo mundo e para si mesmo que não é um “viciado”. Apenas se descontrolou algumas vezes, é lógico, tinha bons motivos para isso, por exemplo: Se sua mulher o compreendesse e parasse de encher a paciência, ele ficaria mais em casa e não usava tanto. Se não fosse tão baixo o meu salário e as coisas tão caras e esses políticos corruptos ricos e ele ali, submetido aos seus caprichos; só mesmo tomando uma para esquecer.

Bom, já deu prá notar as desculpas tão nossa conhecidas, não é? Descontrole, perda da família, de empregos, dos amigos, uma profunda insatisfação diante da vida, sentimentos de solidão e constante estado de eminência de morte são comuns ao dependente químico.
E temos dependentes nos diversos segmentos da sociedade, expondo a todos, aos riscos advindos do seu comportamento angustiado e irresponsável. Aviadores, motoristas, mecânicos, médicos, carteiros, professores, policiais, políticos, cozinheiros, marinheiros, controladores de vôo, donas-de-casa, babás, atores, mestres de artes marciais e tantos em outras profissões.

Destes, temos brancos, negros, mulatos, etc... E ainda poderão ser ricos, classe média alta, média, média baixa, pobres, muito pobres, paupérrimos e mendigos.
Poderão ser homens, mulheres, homossexuais, bissexuais, sem escolha definida ou assumida, não importa.
A todos, a dependência química poderá atingir, independentemente de quaisquer dos fatores citados ou outros que não tinham sido.

A propósito, a dependência química sintomatizada pelo uso abusivo de álcool/drogas, é uma doença reconhecida pela O.M.S. – Organização Mundial de Saúde no mundo inteiro. É doença nos Estados Unidos, no Japão, na Inglaterra, no Brasil, no Rio de Janeiro e São Paulo. Essa doença que mata, mas desmoraliza antes, é progressiva – ninguém começa tomando uma caixa de cerveja, fumando vinte cigarros de maconha por dia, nem cheirando dez gramas de cocaína numa noite. 
O uso progride.

E, além disso, é incurável. Mas, o fato de não ter cura, não significa que é impossível tratá-la. É possível sim. O tratamento existe e a recuperação também. Pode-se interromper o processo de progressão a partir da total abstinência, acrescida de uma terapêutica própria, específica para o dependente químico, cujo objetivo principal é fortalecer o desejo de parar de usar e se manter assim, sendo estimulada uma proposta de mudanças que certamente poderão melhorar sua qualidade de vida.
Convém sabermos ainda, que esta doença afeta aqueles que convivem com um dependente de forma muitas vezes tão intensa que os leva a desenvolver um comportamento semelhante, e por isso, o familiar deve e precisa de tratamento similar.

Como podemos perceber, apenas toquei na ponta deste imenso iceberg e muito, mas muito mesmo, há para ser exposto. Essa patologia, é tão ampla e complexa que não tive, não tenho e jamais terei a pretensão de conseguir esgotar o assunto. De alguma forma, espero ter acrescentado informações úteis e ofereço o que disponho para tratar, esclarecer e orientar aqueles que quiserem ou tiverem a necessidade dessa ajuda.
Nesta oportunidade, como sempre faço, agradeço a Deus e àqueles que propiciaram este nosso primeiro encontro, comprometendo minha equipe a continuar esse trabalho, enquanto Ele assim o permitir.

A DOR É INEVITÁVEL, O SOFRIMENTO É OPCIONAL

Esta frase pode nos ensinar muita coisa se pararmos um pouco para meditar sobre ela.
A espiritualidade nos ensina que é através da dor que aprendemos, pois é a dor que purifica e remove as cascas de negatividade que envolvem nossa Luz Interior. Essas cascas são verdadeiras barreiras entre nós e a Luz Superior. É importante compreender que o sofrimento é uma resistência à dor. Normalmente, em nossa vida diária, tentamos “evitar a dor a qualquer preço”, e quando a experimentamos, imediatamente olhamos para outro lado para nos anestesiar. A resistência à dor cria mais e mais problemas para nós no futuro.

A dor é transitória, mas o sofrimento gruda em nós e nos mantém empacados, estacionados, impedindo nossa evolução. O processo de cura de uma doença é doloroso, mas necessário. Já passamos por isso, todos nós, várias vezes, e não é preciso descrever a sensação aqui. E quando a cura chega, finalmente, o alívio nos faz rapidamente esquecer o sofrimento.

As mães sabem muito bem do que está sendo dito. O parto, por mais doloroso que seja, oferece o presente da vida, e no final, quando a dor passa, a alegria do nascimento do novo bebê, faz esquecer a dor. Assim deveria ser todo processo de dor. Mas nem sempre o que nos é oferecido é tão visível, tão palpável, é necessário desenvolver a percepção, estar vigilante a qualquer emoção ou sentimento negativo. Se não desenvolvemos este estado de alerta, continuamos a nos agarrar à dor, causando mais e mais sofrimento. É importante então que não sejamos prisioneiros de nosso passado, não remoamos remorsos, saudades, traumas anteriores, pois eles só acrescentariam sofrimento à nossa vida, colocando cascas grossas entre nossa Luz Interior e a Luz Superior e impedindo a sintonia.

Quando aceitamos a dor, estamos iniciando nossa recuperação. A luz irá fluir a partir daí e com ela uma nova energia renovadora virá se instalar. É como quando temos uma conta a pagar e, ao invés de procurar o dinheiro necessário para saldar a dívida, continuamos a empurrar o problema com a barriga, nos queixando que não temos dinheiro. E assim, acumulamos mais e mais dívidas. Melhor seria se procurássemos ganhar dinheiro, mesmo que pouco, mesmo que num trabalho temporário. Aos poucos, tudo voltaria a fluir e conseguiríamos nos equilibrar novamente. É assim com a dor. O sofrimento é um eterno “empurrar com a barriga” permitindo que nossa dor se torne cada vez maior, cada vez pior. Ela acabará nos encurralando num escudo de negatividade de onde não conseguimos mais sair, desde então começamos o processo todo novamente, e cada vez com mais sofrimento.

A ÁGUIA E A RENOVAÇÃO

A águia é ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver 70 anos.
Mas, para chegar a essa idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma série e difícil decisão.
Aos 40 anos está com as unhas compridas e flexíveis não consegue mais agarrar as suas presas das quais se alimenta, o bico alongado e pontiagudo se curva. Apontando contra o peito estão as asas, envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas, e voar já é tão difícil.
Então, a águia só tem duas alternativas; morrer... ou... enfrentar um dolorido processo de renovação, que irá durar 150 dias.
Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho próximo a um paredão onde ela não necessite voar.
Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico em uma parede até conseguir arrancá-lo, sem contar a dor que irá ter que suportar.
Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai depois arrancar as suas velhas unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas.
E só após cinco meses sai para o famoso voo de renovação e para viver então mais 30 anos.
Em nossa vida, muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação. Para que continuemos a voar um voo de vitória, devemos nos desprender de lembranças, costumes e, outras tradições que causam dor.
Somente livres do passado, poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz.

PENSE NISSO!!!

Tudo tem seu tempo determinado e há tempo para todo propósito debaixo do céu; a tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de abraçar e tempo de afastar-se, tempo de amar e tempo de aborrecer, tempo de guerra e tempo de paz.

TRABALHAR PERDAS E FRUSTRAÇÕES

Trabalhar as perdas e frustrações é superar as dores da existência e usá-las para amadurecermos e não para nos destruirmos. É repensar nossas dificuldades. Ver por outro ângulo nossas decepções. É poder esculpir a personalidade, mesmo não sendo um grande artesão. É ter coragem para vencer, mas humildade para viver.
É ter consciência de que a vida é uma grande escola, mas pouco ensina para quem não sabe ser aluno... É ser um eterno aprendiz. Sem trabalhar perdas e frustrações, a vida alterna-se entre momentos felizes e períodos de profundo sofrimento.

Ao longo dos anos atuando como Conselheiro e Terapeuta tive uma convicção: todo ser humano, seja ele adicto ou alcoólatra, intelectual ou iletrado, atravessa momentos angustiantes. Somos tão “criativos” que, se não tivermos problemas nós o “fabricamos”.
Basta sentir que precisa de alguém que você sofrerá frustrações. Basta amar e ter amigos que as incompreensões virão. Mas isso não depõe contra a vida, faz dela uma poesia. Para muitos a dor é um problema, para os sábios é a sua escola.
Devemos ter consciência de que há perdas e frustrações inevitáveis. Aliás, as maiores decepções são geradas pelas pessoas que mais amamos. Por isso, se você quiser uma família perfeita, amigos que não o frustrem e colegas de trabalho super agradáveis, é melhor você morar na lua.

Se por estar frustrado consigo mesmo e com as pessoas, você se isolar socialmente, sua solidão será insuportável. Traga sempre à memória que os fortes são tolerantes; os fracos, rígidos. Os fortes compreendem, os fracos julgam.

O PRIMEIRO PASSO (Visão Terapêutica)

O Primeiro Passo diz: “Admitimos que éramos impotentes perante o vício – que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas”.

Sem dúvida, é esse o mais importante dos Doze Passos, o inicial para qualquer tentativa de progressão aos subsequentes, e, evidentemente, o  mais    complexo e difícil de todos.
Pode ser até que seja simples a um alcoólatra, diante de tantos e inegáveis fatos que evidenciem e comprove sua ingestão descontrolada de bebida alcoólica, vivenciar um processo de exaustão e mesmo de admissão momentânea de que deve parar e reavaliar seu padrão de consumo. Mas é claro, também, que isso não é nem nunca será suficiente para alguém se dispor a reavaliar todo um padrão de vida, de comportamento, toda uma escala de valores e conceitos. É preciso uma admissão muito mais ampla que envolva não somente o uso do álcool, mas que abranja todos os aspectos de sua vida, uma verdadeira e plena aceitação de fracasso. Humilhação? Talvez.
Esta torna-se ainda mais complexa quando verificamos que a motivação para os passos subsequentes originar-se-á apenas dessa consciência e que, portanto, dependerá da consistência e durabilidade de tal aceitação. Vivenciar um mero esgotamento passageiro de recursos é muito diferente de assumir a condição de impotência e real desistência – rendição.

Beber pode não ser mais o objetivo imediato de um alcoolista em processo de dor aguda, mas abrir mão de elementos arraigados por anos e anos de comportamento patológico e elaboração distorcida da realidade significa, sempre, dor maior e mais profunda.
Para o profissional que se disponha a ajudar o alcoolista neste momento, deve ficar claro que este poderá e deverá utilizar mecanismos fortíssimos de defesa para proteger-se dessa perda iminente, ou seja, da perda de um paliativo que foi, se não atualmente, bastante eficaz para alívio de sentimentos desconfortáveis. É constante, portanto, o risco de sabotagem ao tratamento ou a qualquer forma de ajuda, desde que representem ameaça ao sistema estabelecido de imediatismo sintomático.

Portanto, o único auxílio realmente efetivo nessa etapa é proporcionar uma real, objetiva e concreta visão de mundo ao alcoolista, para que este possa elaborar, solidamente, uma consciência estritamente individual da necessidade em progredir no processo de tratamento. Ajudá-lo a enxergar perdas, danos e consequências do uso descontrolado do álcool, tentando sempre ampliar o ângulo de visão dessa realidade aos diferentes aspectos de sua vida, é a melhor maneira de fortalecer sua vontade e desenvolver elementos intrínsecos de mobilização para um trabalho a longo prazo.

Alcoólicos Anônimos o faz através das experiências pessoais e é inegável que o exemplo é o melhor conselho e a forma mais objetiva de confrontar. Mas é também inegável que a teoria e a realidade científicas auxiliam bastante nesse trabalho de conscientização.
Pode ser necessário, para isso, o auxílio de outras pessoas que hajam participado diretamente do processo progressivo do alcoolismo e é muito útil a inclusão de familiares, amigos, colegas de trabalho e/ou outros significantes em atividades confrontativas e intervencionistas.

Evidentemente, o fundamento básico do Primeiro Passo é a consciência plena da necessidade de mudar e é muito importante que fique claro que essa mudança não consiste, apenas, em interromper o uso do álcool. É dever do profissional evidenciar, na vida do alcoolista, sequelas multiespectrais da doença em todos os seus aspectos, sejam eles físicos, psíquicos, sociais, emocionais, comportamentais ou morais. Uma profunda reavaliação do ser humano é a única forma eficaz conhecida para reverter uma relação tão íntima quanto a relação de dependência. É por esse motivo que o processo de conscientização deve ser ininterrupto, renovado a cada momento do tratamento, pois dele depende a mobilização do paciente para este.

SEGUNDO PASSO (Visão Terapêutica)

O Segundo Passo diz: “Viemos a acreditar que um poder superior a nós mesmos poderia devolver-nos à sanidade”.

A chave para o Segundo Passo está na consistência com que é sentida a oração “Viemos a acreditar”. Essas palavras significam, antes de qualquer relação mística ou religiosa, a descoberta da humildade. E ser humilde, nesse caso quer dizer ter consciência de suas limitações, consciência de sua doença e, em função disso, admitir o fundamento essencial da necessidade de ser ajudado para vencer.

Em Alcoólicos Anônimos costuma-se dizer, em relação à recuperação, que só o alcoolista pode, mas jamais o poderá sozinho. Essa é a essência do Segundo Passo, a consciência plena da necessidade de ajuda para superar resistências endógenas e exógenas.

A dificuldade em vivenciar um Segundo Passo pleno varia na medida exata da plenitude em que foi vivenciado o Primeiro Passo. É lógico que quão maior for a consciência da impotência e mais profundo o contato com seu próprio descontrole, mais evidente a necessidade de ajuda para superá-los. Saber-se e admitir-se derrotado significa assumir suas deficiências e pode representar o início de um processo de busca. Nesse processo de maior contato com valores e conceitos; nessa avaliação global da realidade individual, estão embutidas as perspectivas de auxílio objetivo. Apresentá-las de forma concreta e organizada representa uma medida extremamente útil. Que recursos estão disponíveis, no momento, para ajudar essa pessoa? De que forma concretizar-se-á essa ajuda? O profissional deverá neste momento ter a medida exata de oportunismo e envolvimento necessários a um aconselhamento objetivo e prático.

É claro que essa ajuda deverá sempre adaptar-se ao tipo de alcoolista, ou melhor, às características do indivíduo em questão. Encaminhar um materialista a grupos místicos é desperdiçar oportunidades, talvez irresgatáveis. Ao profissional interessa estar a par de todos os recursos disponíveis de tratamento, além de que tipo de tratamento indicar-se-á para cada caso.

O tratamento do alcoolista consiste, em termos genéricos, em fornecer suporte psicossocial á abstinência, ou seja, oferecer a essa pessoa, além de tratamento médico, espaço para sentir, sofrer e crescer sem que para isso seja necessário beber. Compreensão e identidade são fundamentais, objetividade e envolvimento são importantes. Qualquer ação terapêutica que ofereça esses elementos pode ser utilizada paralelamente ao programa dos doze passos. Grupos religiosos, grupos sociais, grupos psicoterapêuticos ou grupos de ajuda mútua incluem-se como recursos cabíveis e úteis.

Conhecer a realidade do paciente: seus medos; suas angústias; suas dúvidas; seus anseios e suas crenças é uma maneira segura de evidenciar características do caso para um encaminhamento objetivo do tratamento.

Para que tudo isso tenha um mínimo de efetividade, uma coisa deve estar totalmente clara para o alcoolista: a impossibilidade absoluta de progresso sem que alguma forma de auxílio lhe seja prestada. Portanto, em qualquer ação profissional relacionada ao Segundo Passo de Alcoólicos Anônimos devem estar sempre evidentes os motivos de tal afirmativa, ou seja, é impossível ajudá-lo no Segundo Passo sem que o primeiro tenha sido vivenciado de forma satisfatória.

TERCEIRO PASSO (Visão Terapêutica)

O Terceiro Passo diz: “Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma em que O concebíamos”.


Agir. Estamos diante de uma dificuldade concreta no processo de tratamento. Até agora, o alcoolista conseguiu vivenciar um sentimento de derrota, um aliviante sentimento de leveza e liberdade, antes que tardia e ainda que fugaz, mas que serviu para apresentá-lo humilde, disposto a ser ajudado. O Terceiro Passo trata de como fazê-lo.

É necessário confiar, acreditar que a ajuda oferecida é suficiente e capaz de reverter o mecanismo de destruição. Medo, dúvidas e ceticismo são naturais e deverão ser enfrentados com paciência e compreensão. A confiança é a mola-mestra para um Terceiro Passo eficaz, é o combustível que moverá o mecanismo terapêutico – apesar do risco constante de retrocessos a cada dificuldade, diante dos quais deve-se, sempre, retornar aos passos anteriores e reforçar a consciência da necessidade do tratamento e da possibilidade de sucesso.

O alcoolista estará, neste momento, diante de características importantes de sua doença: o imediatismo; a compulsividade; a imaturidade; a insegurança e o ceticismo. O álcool trouxe alívio sintomático para seus conflitos mas trouxe-lhe, também, a incapacidade de encará-los sem beber, tolhendo-lhe, cronicamente, as possibilidades de crescimento. Abstêmio, ele estará novamente diante de tais conflitos, desconfortável e sem opções imediatas de alívio. A tendência natural será sempre, até que todo esse processo seja revertido, a recidiva. Sua (de todos) única segurança é a certeza (consciência) de que não há mais alívio, e sim dor cada vez mais intensa, contido no hábito de beber.

O Terceiro Passo é um passo de ação – costuma-se ouvir em grupos de Alcoólicos Anônimos. Chegou o momento, é preciso começar e a única forma para começar a reverter a dependência alcoólica é acreditando que alguma outra forma de ajuda será suficiente para fornecer alívio e conforto. Pessoas, grupos, planos de vida, Deus, algo há de funcionar, o importante é confiar, dar-se a chance de experimentar.

A atitude do profissional, neste momento, é muito importante. Para o alcoólico, submeter-se a um processo de tratamento, onde conceitos e valores definidos e concretizados patologicamente durante tanto tempo devem ser renunciados e reavaliados é, antes de tudo, doloroso. Dor, medo, angústias e pavor são imobilizantes. É diferente saber-se doente e admitir a possibilidade de tratamento, de integrar-se e fazer parte, efetivamente, de um grupo terapêutico. A mobilização do paciente, neste momento, depende, fundamentalmente, de confiança e respeito mútuos. A identificação recíproca como fonte de conforto e alívio da solidão e insegurança tem sido largamente utilizada por Alcoólicos Anônimos.

Visivelmente, a consciência do passado é a mola propulsora desse processo e a entrega, nome dado à verdadeira participação no tratamento, depende, basicamente, de quão necessário esse processo é percebido pelo paciente. Confiar, de uma hora para outra, em pessoas que lhe propõem abstinência do único recurso paliativo a seus conflitos depende de muita resignação e humildade.

A tarefa do profissional consiste, em primeiro lugar, em reforçar sempre a certeza de que o tratamento indicado é extremamente necessário e tão eficaz quanto mais ampla for a participação do paciente. A partir de então, esse profissional poderá ajudá-lo a adquirir confiança no grupo terapêutico, em função da confiança adquirida em si próprio. É comumente notado que o alcoolista passa a acreditar no tratamento a partir do momento em que toma contato com os benefícios que o mesmo vem-lhe trazendo. Incentivo, apoio e envolvimento são, aí, fundamentais.

É importante esclarecer que para um programa propulsionado por motivação intrínseca para mudanças concretas de comportamento e valores, é fundamental que o ciclo de retroalimentação dessa motivação esteja fluindo naturalmente. Disso dependem todos os outros passos e de tais passos depende a segurança e a efetividade do tratamento. Cada progresso é um vínculo a mais com o próprio processo e cada vínculo adquirido é a própria motivação para novos progressos.

Confiança se transmite confiando, fé só se transmite acreditando.

QUARTO PASSO (Visão Terapêutica)

O Quarto Passo diz: “Fizemos minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos”.

A satisfação dos instintos naturais é fonte, também natural, de prazer. O alcoolista é aquele indivíduo que não consegue obter naturalmente prazer através da satisfação de seus instintos e segue, portanto, dois caminhos diferentes: um que leva à exacerbação de seus instintos ou a uma necessidade vital de permanente satisfação destes para obtenção de um prazer básico; e outro que leva ao uso do álcool para a obtenção do mesmo prazer básico a partir da satisfação natural de seus instintos. Enfim, ou o alcoolista exagera na satisfação de seus próprios instintos ou inclui o álcool em seu ritual de prazer, ou mesmo, ao final do processo, ambas as coisas, quando nem uma nem outra forma são suficientes para gerar aquele prazer básico.

A tendência é sempre esse indivíduo optar, de acordo com a sua personalidade, por um, ou pouco mais de um, instinto natural a ser satisfeito, geralmente aquele que mais se relaciona com sua formação, moral e cultural, e estilo de vida.

Assim, com ou sem álcool, inicia-se o processo psicopatológico do alcoolismo. Valores, conceitos e, por conseguinte, comportamento e relações sociais destinam-se exclusivamente à obtenção de prazer (por que não dizer alívio?) e sofrem, progressivamente, graves deturpações. Com a inclusão do álcool (utilizado, aí, com finalidade patológica) e de todas as contingências físicas, psíquicas, sociais e morais de seu abuso, é perfeitamente previsível a deterioração global dos elementos pessoais e interpessoais do indivíduo.

A partir da abstinência, é comum que o processo se reinstale ou se perpetue já que a fonte suplementar de prazer, o álcool, não mais está presente. Alcoolistas em recuperação são geralmente compulsivos por algo como trabalho, sexo, religião, dinheiro, comida, relacionamentos ou outras fontes de prazer. E é evidente que todos esses exageros levam sempre a relações distorcidas com o objetivo de prazer. Caráter e comportamentos patologicamente construídos sob o estigma da necessidade compulsiva de satisfação pessoal (ou alívio), são características do alcoolista.

A única maneira de reverter esse quadro, após a interrupção do uso do álcool, é através de profunda reformulação. Parar de beber significa, apenas, remover da cena principal um objeto importante na caracterização do quadro mas, para modificar-se o enredo, deve-se reavaliar todos os papéis e cenários.

É muito comum que, em função daquela necessidade básica de prazer, o alcoolista tenha desenvolvido artifícios psicopatológicos como desonestidade, egocentrismo, megalomania e outros, assim como protegido sua própria fragilidade atrás de mecanismos racionais ou inconscientes de defesa. É muito mais comum ainda que, retirado o álcool, permaneçam todas essas características, até que algo seja feito para modificá-las. Travar contato com todas elas é, pois, fundamental para a concretização de uma proposta efetiva de abstinência alcoólica.

Deve-se ter em mente também que é imperiosa a necessidade de uma nova fonte de prazer, sem a qual o desconforto, ocasionado pela abstinência alcoólica, pela perda do recurso mágico de alívio e pelos conflitos pessoais e sociais, tornar-se-á insuportável e a recidiva inevitável.

A proposta do Quarto Passo é, justamente, além de iniciar efetivamente a reformulação através da auto-avaliação, fornecer, por meio do movimento psíquico (mobilização), uma fonte alternativa de prazer (pelo simples fato de estar tentando iniciar um processo de mudança e busca de melhor qualidade de vida). A fonte espiritual ou psicossocial de prazer inicia seu fornecimento a partir da eclosão desse ciclo: tentar mudar para poder crescer, assim como crescer para continuar tentando. O prazer, aí, é endógeno e retroinjetável.

O Quarto Passo é, portanto, uma proposta prática de ação. Após adquirida, consistentemente, uma consciência da necessidade de mudar; após ter vislumbrado perspectivas objetivas de ajuda nesse sentido; após ter arriscado acreditar na eficácia dessa ajuda, eis que é apresentada, ao alcoolista, uma maneira concreta e prática de iniciar o processo de mudança.

Como já foi dito, um programa de teor comportamentalista depende muito de motivação (submissão e aceitação, derrota e humildade) e a cada passo que se avança, aumenta a necessidade de aprofundamento nos anteriores. Isso torna-se óbvio pelo consequente e inevitável afastamento da fonte inicial de motivação (o sofrimento agudo) que se torna, consciente e inconscientemente, obscurecida pelo tempo, pela memória e pelos mecanismos psíquicos de defesa. A fonte básica de motivação está sempre na realidade, passada e presente, que cerca o alcoolista, ou seja, na desestruturação de suas relações pessoais e interpessoais. Caracterizá-las objetivamente é objeto e motivo do Quarto Passo, para que haja, concretamente, razão e possibilidade de modificá-las.

Alcoólicos Anônimos fala em meticulosidade e perenidade e estas são palavras-chave para um Quarto Passo eficaz. Quanto maior a motivação básica, mais meticulosa e profunda será a auto-avaliação e, evidentemente, melhores serão os resultados e benefícios desta, que o são, por si, progressivamente utilizáveis como fontes auxiliares de motivação para a continuidade do processo.

O papel do profissional, nessa etapa do tratamento, é fornecer ao paciente meios concretos para desenvolvimento desse inventário. Apresentar roteiros objetivos, questionários, identificar características morais e atitudinais a serem avaliadas, reforçar a reativar motivações, incentivar a participação em atividades terapêuticas grupais para que novos elementos sejam reconhecidos e estar disponível, fazem parte de uma atitude facilitadora e compreensiva (nunca protecionista e permissiva), bastante útil em um momento tão ansiogênico e doloroso.

O apoio de um grupo terapêutico homogêneo e integrado é, também, fundamental para promover alívio e conforto, além de incentivo.

O restante depende, exclusivamente, do próprio alcoolista. Não custa salientar, mais uma vez, que a cada interrupção do processo terapêutico por recidiva deve-se, sempre, retornar ao início do mesmo.

Histórico da Obra

Histórico das Igrejas em Obra de Restauração no Brasil


O material contido neste histórico foi coletado em sites e através de pesquisas que duraram um ano e cinco meses, e está sendo disponibilizado gratuitamente para os que ainda não conhecem nosso histórico.

Primeiro Livro

O colapso das “Igrejas Evangélicas”


A obra apresenta dezesseis artigos relacionados à vida e à identificação de algumas igrejas evangélicas que passam, segundo o próprio autor, que é evangélico, por um colapso da apostasia.

Segundo Livro

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Você perdoa facilmente? Ama intensamente? Briga com facilidade? Tem muitos amigos? Confia em muitas pessoas? Sabe dizer quando está certa ou errada? Prefere morrer por quem ama, ou viver sem a pessoa amada? Considera-se uma pessoa controlada?

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