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SEGUNDO PASSO (Visão Terapêutica)

Postado por Daniel Pena em segunda-feira, 2 de janeiro de 2012 | 19:16

O Segundo Passo diz: “Viemos a acreditar que um poder superior a nós mesmos poderia devolver-nos à sanidade”.

A chave para o Segundo Passo está na consistência com que é sentida a oração “Viemos a acreditar”. Essas palavras significam, antes de qualquer relação mística ou religiosa, a descoberta da humildade. E ser humilde, nesse caso quer dizer ter consciência de suas limitações, consciência de sua doença e, em função disso, admitir o fundamento essencial da necessidade de ser ajudado para vencer.

Em Alcoólicos Anônimos costuma-se dizer, em relação à recuperação, que só o alcoolista pode, mas jamais o poderá sozinho. Essa é a essência do Segundo Passo, a consciência plena da necessidade de ajuda para superar resistências endógenas e exógenas.

A dificuldade em vivenciar um Segundo Passo pleno varia na medida exata da plenitude em que foi vivenciado o Primeiro Passo. É lógico que quão maior for a consciência da impotência e mais profundo o contato com seu próprio descontrole, mais evidente a necessidade de ajuda para superá-los. Saber-se e admitir-se derrotado significa assumir suas deficiências e pode representar o início de um processo de busca. Nesse processo de maior contato com valores e conceitos; nessa avaliação global da realidade individual, estão embutidas as perspectivas de auxílio objetivo. Apresentá-las de forma concreta e organizada representa uma medida extremamente útil. Que recursos estão disponíveis, no momento, para ajudar essa pessoa? De que forma concretizar-se-á essa ajuda? O profissional deverá neste momento ter a medida exata de oportunismo e envolvimento necessários a um aconselhamento objetivo e prático.

É claro que essa ajuda deverá sempre adaptar-se ao tipo de alcoolista, ou melhor, às características do indivíduo em questão. Encaminhar um materialista a grupos místicos é desperdiçar oportunidades, talvez irresgatáveis. Ao profissional interessa estar a par de todos os recursos disponíveis de tratamento, além de que tipo de tratamento indicar-se-á para cada caso.

O tratamento do alcoolista consiste, em termos genéricos, em fornecer suporte psicossocial á abstinência, ou seja, oferecer a essa pessoa, além de tratamento médico, espaço para sentir, sofrer e crescer sem que para isso seja necessário beber. Compreensão e identidade são fundamentais, objetividade e envolvimento são importantes. Qualquer ação terapêutica que ofereça esses elementos pode ser utilizada paralelamente ao programa dos doze passos. Grupos religiosos, grupos sociais, grupos psicoterapêuticos ou grupos de ajuda mútua incluem-se como recursos cabíveis e úteis.

Conhecer a realidade do paciente: seus medos; suas angústias; suas dúvidas; seus anseios e suas crenças é uma maneira segura de evidenciar características do caso para um encaminhamento objetivo do tratamento.

Para que tudo isso tenha um mínimo de efetividade, uma coisa deve estar totalmente clara para o alcoolista: a impossibilidade absoluta de progresso sem que alguma forma de auxílio lhe seja prestada. Portanto, em qualquer ação profissional relacionada ao Segundo Passo de Alcoólicos Anônimos devem estar sempre evidentes os motivos de tal afirmativa, ou seja, é impossível ajudá-lo no Segundo Passo sem que o primeiro tenha sido vivenciado de forma satisfatória.
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