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Mishná

Postado por Daniel Pena em quinta-feira, 20 de setembro de 2012 | 11:05

A Mishná, também conhecida como Mixná ou Mixna1 (em hebraico משנה, "repetição", do verbo שנה, ''shanah, "estudar e revisar") é uma das principais obras do judaísmo rabínico, e a primeira grande redação na forma escrita da tradição oral judaica, chamada a Torá Oral. Provém de um debate entre os anos 70 e 200 da Era Comum por um grupo de sábios rabínicos conhecidos como 'Tanaim' e redigida por volta do ano 200 pelo Rabino Judá HaNasi.

A razão da sua transcrição deveu-se, de acordo com o Talmude, à perseguição dos judeus às mãos dos romanos e à passagem do tempo trouxeram a possibilidade que os detalhes das tradições orais fossem esquecidos. As tradições orais que são objecto da Mishná datam do tempo do judaísmo farisaico. A Mishná não reclama ser o desenvolvimento de novas leis, mas meramente a recolecção de tradições existentes.

A Mishná é considerada a primeira obra importante do judaísmo rabínico e é uma fonte central do pensamento judaico posterior. A lista dos dias de festa conhecida como Meguilat Taanit é mais antiga, mas de acordo com o Talmude já não está em vigor. Comentários rabínicos à Mishná nos três séculos seguintes à sua redação (guardados sobretudo em aramaico) foram redigidos como a Guemará.

Etimologia
O plural de tana que se refere aos sábios rabínicos judeus cujas opiniões são gravadas na Mishná. Na história judaica, o período dos 'Tanaim' é também referido como período mishnaico. Seguiu-se ao período dos Zugot ("pares") e foi precedido pelo período dos Amoraim. A raiz tana (תנא) é o equivalente aramaico para a raíz hebraica shaná (שנה) que é também a palavra raiz de "Mishná". O verbo shaná (שנה) significa literalmente "repetir [aquilo que se ensinou]" e é usado para indicar "aprender".

Estrutura

A Mishná está ordenada em seis ordens (em hebraico sedarim, plural de seder, סדר), cada uma contendo 7 a 12 tratados (masechtot, plural de masechet, מסכת, "rede"). Existem 63 tratados no total. Cada masechet é dividida em capítulos (perakim, plural de perek) e depois em parágrafos e versículos (mishnaiot, plural de mishná). A Mishná é também chamada de Shás, uma abreviatura de Shishá Sedarim – as "seis ordens"). O termo Shas é usado também para se referir a um Talmude completo, o qual segue a estrutura da Mishná.

A Mishná ordena o seu conteúdo por assuntos temáticos, em vez de contexto bíblico e discute temas individuais mais profundamente que o Midrash. Inclui uma seleção mais alargada de assuntos haláquicos (da Lei Judaica) do que o Midrash.

Lista de Ordens

As seis ordens são:

    Zeraim ("Sementes"), discute sobre rezas e bênçãos, dízimos e leis agrícolas (11 tratados).
    Moed ("Festival"), referente às leis do Shabat e das Festas Judaicas (12 tratados).
    Nashim ("Mulheres"), acerca do casamento e divórcio, algumas formas de juramentos e as leis do nazir (7 tratados).
    Nezikin ("Danos"), ocupa-se da lei civil e criminal, o funcionamento dos tribunais e juramentos (10 tratados).
    Kodashim ("Coisas Sagradas"), acerca dos rituais de sacrifícios, as actividades do Templo e as leis alimentares (11 tratados).
    Tahorot ("Purezas"), relativo às leis de pureza e impureza, incluindo a impureza do morto, as leis da pureza ritual dos sacerdotes ('Cohanim'), as leis da "pureza familiar" (as leis menstruais) e outras (12 tratados).

Em cada ordem (com a excepção de Zeraim), os tratados estão organizados do maior (em número de capítulos) para o menor.

A palavra 'Mishná' pode também indicar um único parágrafo ou verso do próprio trabalho, ou seja, a mais pequena unidade da estrutura da Mishná.

O Talmude Babilónico (no tratado Hagigá 14a) declara que havia seiscentas ou setecentas ordens da Mishná. Hillel, o Velho organizou-as em seis ordens para torná-la mais fácil de memorizar. Porém, é disputado o rigor histórico desta tradição. Existe também a tradição de que Ezra, o escriba, ditou de memória não apenas os 24 livros do Tanakh mas também 60 livros esotéricos. Não é absolutamente certo que isto seja uma referência à Mishná, mas existirá razão para o dizer, já que a Mishná é composta realmente por 60 livros. (O total actual é de 63, mas Makkot era originalmente parte de Sanhedrin, e Baba Kamma, Baba Metzia e Baba Batra podem ser vistos como subdivisões de um único tratado, Nezikin.)

Curiosamente, o rabino Reuvein Margolies defendeu que existiam originalmente sete ordens da Mishná.3 Ele cita uma tradição dos Gueonim (os maiores sábios judeus da Babilónia) sobre a existência de uma sétima ordem. A ordem em falta continha as leis de Sta'm (prática dos escribas) e Berachot ("bênçãos").


Primeira Ordem: Zeraim

Primeira Ordem: Zeraim (זרעים, "Sementes"), sobre rezas, bênçãos, dízimos e leis agrícolas:

    Brachot (ברכות, "Bênçãos"). Discute principalmente as leis de Shemá, da Amidá, do Birkat Hamazon ("Bênção depois das Refeições"), Kidush ("Santificação"), Havdalá ("Separação") e outras bênçãos e rezas.

    Peah (פאה, "Esquina"). Decreta sobre a margem que se deve deixar após a colheita dos campos, assim como as espigas caídas, os fardos esquecidos, as uvas caídas e os cachos de uva pequenos, que devem ser deixados recolher pelos pobres.

    Demai (דמאי, "Produto Duvidoso"). Sobre os alimentos sobre os quais existe dúvida se deles foi retirado o dízimo.

    Kilaim (כלאיים, "Dois Tipos"). Analisa as leis dos vegetais que é proibido semear juntos, o trabalho conjunto de animais de espécies diferentes e a mistura de linho e lã num mesmo tecido, chamada ‘shaatnez’.

    Sheviit (שביעית, "Sétimo Ano"). Sobre o ano sabático da terra e as leis dos frutos e vegetais crescidos nesse ano.

    Terumot (תרומות, "Doações"). Discute os dízimos que devem ser dados ao cohen e ao levita.

    Maasserot (מעשרות, "Dízimos"). Sobre os diferentes tipos de dízimos.

    Maasser Sheni (שני מעשר, "Segundo dízimo"). Sobre os dízimos a dar aos pobres e a parte da produção que deve ser comida em Jerusalém.

    Chalá (חלה, "Pedaço de Massa"). A parte da massa dos pães ou bolos que deve ser separada e oferecida a um cohen.

    Orlá (ערלה, "Enxerto"). Sobre os frutos das árvores nos três primeiros anos de produção e sobre a lei especial dos frutos no quarto ano da produção.

    Bikurim (ביכורים, "Primeiros Frutos"). Acerca da obrigação de levar os primeiros frutos de uma árvore ao Templo de Jerusalém.


Segunda Ordem: Moed

Moed (מועד, "Festas"): sobre as leis do Shabat (ou Sabá) e das Festas Judaicas.

    Shabat (שבת, "Sábado"). Refere-se às leis do dia santo do Shabat, o sábado.

    Eruvin (עירובין, "Misturas"). Discute sobre o eruv ou limite de Shabat, uma categoria de construções ou demarcações que alteram os domínios do Shabat, quanto à proibição de carregar e caminhar.

    Pessachim (פסחים, "festa de Pessach"). Acerca de Pessach, a Páscoa Judaica, com as leis da proibição de comer alimentos levedados, o sacrifício da Páscoa e Pessach Sheni, a “Segunda Páscoa”.

    Shekalim (שקלים, "siclos"). Refere-se ao pagamento anual dos shekalim (plural de shekel, siclo, a antiga moeda judaica) para a compra dos animais para os sacrifícios no Templo.

    Yomá (יומא, "Dia"). Também chamado Kipurim ou Yom HaKipurim ("Dia do Perdão") Trata das leis de Yom Kipur, o Dia do Perdão, sobre os rituais desse dia no Templo e o ritual de confissão.

    Sucá (סוכה, "Cabana"). Ocupa-se das tradições da festividade de Succot, desde a construção da ‘sucá’ (cabana), às leis referentes às "Quatro espécies".

    Beitzá ou Yom Tov (ביצה, "Ovo" ou יום טוב, "Dia Festivo"). Sobre as leis gerais das festividades judaicas.

    Rosh Hashaná (ראש השנה, "Ano Novo"). Acerca das leis de determinação do Rosh Hodesh (começo do mês) e do Ano Novo Judaico.

    Taanit (תענית, "jejum"). Leis dos dias de jejum.

    Meguilá (מגילה, "rolo de Ester"). Sobre a festa de Purim, a leitura pública da Meguilat Ester, o Livro de Ester, nessa festa; leis da leitura da Torá e regras gerais das sinagogas.

    Moed Katan (מועד קטן, "Pequena Festa"). Leis referentes aos dias intermédios da Páscoa e Succot.

    Chagigá (חגיגה, "Oferenda festiva"). Discute os Três Festivais de Peregrinação (Pessach, Shavuot e Sucot) e a oferenda que os homens eram supostos levar ao Templo nessas ocasiões.


Terceira Ordem: Nashim

Nashim (נשים, "Mulheres"): Leis das mulheres e da vida familiar.

    Yevamot (יבמות, "Casamento de levirato"). Sobre a lei do levirato (o casamento de um homem com a viúva do seu irmão).

    Ketubot (כתובות, "Acordo nupcial"). Leis contratuais de casamento e obrigações do casal.

    Nedarim (נדרים, "Votos"). Trata das leis de votos e juramentos e as suas consequências legais.

    Nazir (נזיר, "Abstinente"). Define as regras da prática do nazir, uma espécie de asceta.

    Sotá (סוטה, "Mulher suspeita de adultério"). Sobre o ritual da Sotá, a mulher que era suspeita de adultério, assim como outros rituais que envolvem uma fórmula falada (como o ritual de quebrar a nuca do bezerro).

    Guittin (גיטין, "Atestado de divórcio"). Debate os conceitos de divórcio, o documento legal e o uso de agentes no processo de divórcio.

    Kiddushin (קידושין, "Noivados"). Lida com o estágio inicial do casamento, o compromisso de noivado, assim como as leis das linhagens judaicas.


Quarta Ordem: Nezikin

Nezikin (נזיקין, "Danos"). Lida sobretudo com a lei criminal e civil judaica e o funcionamento do Bet Din, o tribunal judaico.

    Baba Kamma (בבא קמא, "Primeiro Portão"), sobre matérias civis, em especial prejuízos e compensação.

    Baba Metzia (בבא מציעא, "Portão do Meio"), sobre matérias civis, sobretudo delitos e leis de propriedade.

    Baba Batra (בבא בתרא, "Último Portão"), sobre matérias civis, na maior parte propriedade de terras.

    Sanhedrin (סנהדרין, "Sinédrio"), lida com as regras de procedimentos de tribunal no Sanhedrin, a pena de morte e outros assuntos criminais.

    Makkot (מכות, "Açoites"), sobre os tipos de testemunho falso e suas penas, cidades de refúgio e a aplicação de acoites como punição.

    Shevuot (שבועות, "Juramentos"), sobre os vários tipos de juramentos e suas consequências.

    Eduyoth (עדויות, "Testimunhos"), apresenta casos de estudo de disputas legais nos tempos da Mishná e os variados testemunhos que ilustram vários Sábios e princípios da Halachá.

    Avodá Zará (עבודה זרה, "Culto estranho"), determina as leis de interação entre judeus e gentios e/ou os que são considerado idólatras.

    Avot (אבות, "Pais") ou Pirkei Avot é uma coleção das principais máximas éticas dos Sábios.

    Horayot (הוריות, "Decisões"), sobre a oferta de pecado (espécie de sacrifício) colectiva trazida ao Templo por erros importantes cometidos pelo Sinédrio.


Quinta Ordem: Kodashim

Kodashim (קדשים, "Coisas Sagradas"). A maior das Ordens da Mishná lida em particuçar com o serviço religioso no Templo de Jerusalém, os Korbanot (ofertas de sacrifícios) e outros assuntos considerados ou relacionados a essas "Coisas Sagradas".

    Zevachim (זבחים, "Sacrifícios"), sobre o procedimento das ofertas sacrificiais de animais e aves.

    Menachot (מנחות, "Ofertas de Alimentos"), acerca das várias ofertas de grãos no Templo.

    Chulin (חולין, "Coisas Comuns "), sobre as leis de abate dos animais e consumo de carne (isto é, animais usados na alimentação diária, em oposição aos animais dos sacrifícios do Templo).

    Bechorot (בכורות, "Primogénitos"), acerca da santificação e redenção dos primogénitos animais e humanos.

    Arachin (ערכין, "Dedicações"), em especial discute sobre uma pessoa que dedica os seus bens ou a dedicação de um campo a favor do Templo.

    Temurá (תמורה, "Substituição"), define as leis do que acontece se um animal é substituído por outro animal já dedicado para um sacrifício.

    Keritot (כריתות, "Extirpações"), sobre os mandamentos cuja penalidade é karet (excisão espiritual), assim como os sacrifícios associados com a sua transgressão (sobretudo involuntária).

    Meilá (מעילה, "Sacrilégio"), acerca das leis de restituição pela apropriação indevida de propriedade do Templo.

    Tamid (תמיד, "Sempre"), define o procedimento do Tamid (o sacrifício diário).

    Midot (מידות, "Medidas"), descreve as medidas do Segundo Templo de Jerusalém.

    Kinnim (קנים, "Ninhos"), lida com as complexas leis para as situações em que ocorreram misturas de ofertas de aves.


Sexta Ordem: Tahorot

Tahorot (טהורת, "Purezas"). Esta ordem lida com a distinção puro/impuro e sobre a pureza familiar. É a mais longa das ordens da Mishná, com 12 tratados.

    Kelim (כלים, "Utensílios"), discute sobre uma grande variedade de diversos utensílios e o seu estatuto em termos de pureza.

    Ohalot (אוהלות, "Tendas"), sobre a impureza de um cadáver e a sua propriedade peculiar de "encobrir" objectos, tal como se fosse uma tenda.

    Negaim (נגעים, ‘’Pragas’’), acerca das leis de tzaraat, uma espécie de lepra.

    Pará (פרה, "Vaca"), sobre as leis da Vaca Vermelha.

    Tahorot (טהורת, "Purezas"), discute sobre um grande conjunto de leis de pureza, especialmente a real mecânica de contrair impureza e as leis de impureza de comida.

    Mikvaot (מקואות, literalmente "piscinas de água"), sobre as leis de construção e manutenção de uma mikvá, tanque de imersão ritual.

    Nidá (נידה, "Separação"), lida com a "nidá", a mulher durante o seu período menstrual.

    Machshirin (מכשירין, "Actos preliminares de preparação"), sobre os líquidos que tornam a comida susceptível de contrair "tumá", ou impureza ritual).

    Zavim (זבים, "Emissões Seminais"), lida com as leis de uma pessoa que teve uma emissão seminal ou (idêntica).

    Tebul Yom (טבול יום, "Imersão do dia"), discute um tipo especial de impureza em que uma pessoa se imerge numa "mikvá", mas permanece impura pelo resto do dia.

    Yadaim (ידיים, "Mãos"), sobre a impuridade relacionada com as mãos.

    Uktzim (עוקצים, "Hastes"), sobre as várias formas de impureza da parte externa das frutas e vegetais, como as hastes e peles.

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