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FARISEUS, SADUCEUS e ESSÊNIOS

Postado por Daniel Pena em sexta-feira, 21 de maio de 2010 | 18:52

Primeiramente vale ressaltar qual era a religião predominante em Jerusalém e quais eram as denominações existentes na época dos primeiros crentes. Sabemos que a Igreja de Yeshua (Jesus) teve seu inicio em Israel e a religião predominante era obviamente o judaísmo, porém dividido em 3 seitas: (vamos aproveitar a oportunidade para esclarecer o significado da palavra seita. Dicionário Priberam: Seita significa facção ou partido) consequentemente seria o mesmo que dizer que o judaísmo era dividido em 3 facções ou partidos:  Fariseus, Saduceus e Essênios.

FARISEUS – (hebraico: perushim)

Muitos dentre os "perushim" tinham a profissão de “sofer” (escriba), ou seja, a pessoa responsável pela transmissão escrita dos manuscritos e da interpretação dos mesmos. Duas escolas de interpretação religiosa se desenvolveram no seio dos perushim e se tornaram famosas: a escola de Hillel e a escola de Shammai. A escola de Hillel era considerada mais "liberal" na sua interpretação da Lei, enquanto a de Shamai era mais estrita.

Aceitavam a Torah escrita e as tradições da Torah oral, na unicidade do Criador, criam na ressurreição dos mortos, em anjos e demônios, no julgamento futuro e na vinda do rei Messias. Eram os principais mestres nas sinagogas, o que os favoreceu como elemento de influência dentro do judaísmo após a destruição do Templo. São precursores por suas filosofias e idéias do judaísmo rabínico que é o atual judaísmo.

SADUCEUS – (hebraico: bnê Sadôq)

Saduceus (grego: Saddoukaios; hebraico: bnê Sadôq, sadoquitas) é a designação da segunda escola filosófica dos Judeus, ao lado dos fariseus.

Diferiam dos fariseus por não aceitarem a tradição oral e por não crerem na ressurreição, tendo até tentado enlaçar Jesus com uma pergunta ardilosa sobre esse conceito.

ESSÊNIOS – (hebraico: Issi'im)

Os Essênios (Issi'im), constituíam um grupo ou seita judaica ascética que teve existência desde mais ou menos o ano 150 a.C. até o ano 70 d.C. Estavam relacionados com outros grupos religioso-políticos, como os saduceus.

História: O nome essênio provém do termo sírio asaya, e do aramaico essaya ou essenoí, todos com o significado de médico, passa por orum do grego (grego therapeutés), e, finalmente, por esseni do latim. Também se aceita a forma esseniano.

Durante o domínio da Dinastia Hasmonéa, os essênios foram perseguidos, retiraram-se por isso para o deserto, vivendo em comunidades e em estrito cumprimento da lei mosaica, bem como da dos Profetas. Na Bíblia não há menção sobre eles. Sabemos a seu respeito por Flávio Josefo (historiador oficial Judeu) e por Fílon de Alexandria (filósofo Judeu).

Após a ressurreição de Yeshua (Jesus) nasce uma quarta facção no judaísmo chamada Nazarenos, assim eram chamados os primeiros crentes em Yeshua (Jesus).

Segundo a Bíblia, o epíteto descritivo "Nazareno" foi aplicado a Yeshua (Jesus) e, mais tarde, também aos seus seguidores. Essa conclusão pode ser confirmada ao se verificar a acusação que o sumo-sacerdote Judeu Ananias, junto com alguns anciãos e um advogado e orador público de nome Tértulo, levantaram contra o apóstolo Paulo, perante o governador romano Félix, em Cesaréia:

Atos 24:5

“Temos achado que este homem é uma peste, e promotor de sedições entre todos os Judeus, por todo o mundo; e o principal defensor da seita dos nazarenos”.

Os nazarenos eram crentes em Yeshua (Jesus), tanto Judeus como gentios, que praticavam o judaísmo.

Somente no ano 60DC os discípulos são identificados pela primeira vez como Cristãos. Uma conotação dada não pelos próprios discípulos, mas pelos gregos moradores de Antioquia. (At.11.26): “E sucedeu que durante todo um ano se reuniram naquela Igreja, e ensinaram muita gente; e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados Cristãos”.

O termo cristianismo, cujo sufixo “iani” em latim denotava um partido político tal qual havia na época os “cesariani” etc., mas não tinha uma conotação religiosa, que só veio a existir por Ignacius de Antioquia. Assim, veio como pejorativo de fora para dentro sem sentido religioso por parte dos romanos e habitantes locais, já que a cidade era província do Império. Conforme David Stern (1988. p. 28), “o uso do termo ‘Cristão’ estava reservado aos crentes gentios [...]”. Mesmo assim, vistos como um grupo “político”, não “religioso”. Nessa época o “Cristianismo” nem sonhava em existir (nem sequer Jesus ouviu as palavras “Cristianismo” e “Cristão”), o qual só passou a existir a partir do século II e.c., fundado pelos “pais Cristãos” e destaco aqui “Ignacius de Antioquia” que INVENTOU a palavra “KRISTIANISMOS” para fazer oposição ao Judaísmo (ler sua “Carta aos magnesianos cap. 10” ).

No primeiro século d.C. a Igreja estava bem ligada com suas raízes judaicas, e Jesus não tinha nenhuma outra intenção, Afinal, Jesus é Judeu e a base de Seus ensinamentos é consistente com as Escrituras Hebraicas. Em Mateus 5:17, 18 ele diz:
"Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas: não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da lei, até que tudo se cumpra".
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3 comentários:

mane disse...

nao há povo judeu pois no hebraico nao se tem a letra j e o nome do messias nunca foi jesus e sim yahushua e nao yoshua nome blasfemico e ele nunca disse uma palavra em aramaico tendo em vista que seu idioma era hebraico arcaico ninhagem de abrahão

Daniel Alves Pena disse...

Concordo que no hebraico não tenha a letra J, mas estamos no Brasil ou na Palestina?
Você anda de ônibus, carro, metro ou de camelo? Usa celular ou envia mensageiro?
Prega a circuncisão ou a graça?
Teríamos que excluir alguns nomes da bíblia tais como, Jerusalém, jerico, João, Judas, entre outros.
Sua bíblia é em hebraico, você fala e lê hebraico fluentemente.
Sua igreja toda lê e entende Hebraico?
O evangelho é para todos e logo precisa ser traduzido para que todos possam entender, não podemos ser sectaristas ou legalistas, assim ensinou Yeshua (Jesus).
A propósito, qual é o seu nome?
É hebraico?
Já imaginou o evangelho pregado somente para os Palestinos este blog não existiria e se eu escrevesse tudo em hebraico talvez você não estaria participando ou outros.
Entendo sua forma de analisar e agradeço sua participação.
Em amor, Daniel Alves Pena

Qsilva disse...

muito bem!

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