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As três fases da igreja

Postado por Daniel Pena em sexta-feira, 21 de maio de 2010 | 18:48

Primeira fase chamada: “Igreja do primeiro século”, onde viviam os apóstolos e os discípulos que eram os primeiros crentes em Jesus que conviveram com Jesus e receberam os ensinamentos diretamente de Jesus e os passaram aos novos discípulos que começavam a crer no Messias Jesus. O livro de Atos nos descreve como eles viviam: Atos dos apóstolos capítulo 2:42 ao 47:

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor, e muitos prodígios e sinais eram feitos pelos apóstolos. Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum.

E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um.  E, perseverando unânimes todos os dias no “templo”, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos.”.

Segunda fase chamada: “a Igreja universal” (Católica) fundada a partir do século IV por Constantino I.

Flavius Valerius Constantinus, um imperador romano, era sacerdote de uma seita que adorava o sol. Durante todo o seu regime, não abriu mão de sua condição de sumo-sacerdote do culto pagão ao "Sol Invictus". Tinha um conhecimento rudimentar da doutrina cristã e suas intervenções em matéria religiosa visavam, a princípio, fortalecer a monarquia do seu governo.
Constantino legalizou e apoiou fortemente a cristandade por volta do tempo em que se tornou imperador, com o Édito de Milão, mas também não tornou o paganismo ilegal ou fez do cristianismo a religião estatal única; na sua posição de Sumo Pontífice - cargo tradicionalmente ocupado por todos os imperadores romanos, e que tinha a ver com a regulação de toda e qualquer prática religiosa - estabeleceu as condições do seu exercício público e interferiu na organização da sua hierarquia e da sua teologia, seguindo uma prática, no que diz respeito aos cristãos, que já havia sido inaugurada por um imperador pagão, Aureliano, que, chamado a arbitrar uma querela entre dois grupos cristãos que disputavam o bispado de Antióquia, havia estabelecido que as igrejas cristãs locais, no que diz respeito a sua organização administrativa - inclusive quanto a eleição dos bispos - deveriam reportar-se à igreja de Roma, a capital

Mas apesar de seu batismo, há dúvidas se realmente ele se tornou Cristão. Ele nunca abandonou sua adoração com relação ao deus Sol (Deus Sol Invicto), tanto que em suas moedas Constantino manteve como símbolo principal o sol. A Enciclopédia Católica diz: "Constantino favoreceu de modo igual ambas as religiões. Como sumo pontífice ele velou pela adoração pagã e protegeu seus direitos." E a Enciclopédia Hídria observa: "Constantino nunca se tornou cristão". Eusébio de Cesaréia, que escreveu a biografia dele, diz que ele se tornou cristão nos últimos momentos da vida. No entanto, no dia anterior, Constantino fizera um sacrifício a Zeus, e até o dia da sua morte, em 337, usou o título pagão de Sumo Pontífice. “Fonte Wikipedia”

Constantino convocou um concílio que marcou o início da separação e desligamento definitivo da Igreja com Israel: o concílio de Nicéia, onde foi discutido a divindade de Jesus e para marcar uma nova data para a celebração da páscoa para que não fosse celebrada juntamente com os Judeus. Uma vez que a páscoa é a celebração da morte e ressurreição de Jesus que aconteceu na mesma época em que os Judeus celebravam a sua páscoa (pass over) é obvio que uma outra data não poderia ser escolhida, pois passaríamos a celebrar um acontecimento numa data em que ele não aconteceu, porém a mudança foi feita e um grauzinho foi alterado no curso.

Após a morte de Constantino I, Seu filho, Constantino II assume o império e convoca outro concílio, o de Laodicéia, “canôn 29” . Neste concílio, os crentes foram proibidos, por pena de severa punição de trabalharem no domingo, somente os trabalhadores do campo poderiam trabalhar neste dia. Foram proibidos também de fazerem orações em hebraico e de comemorarem as festas bíblicas junto com os Judeus, se o fizessem seriam considerados cúmplices na morte de Jesus e condenados. Inicia-se então o período chamado idade média onde a inquisição forçava a conversão em massa ao catolicismo onde todos os que se opunham a Igreja universal eram condenados à morte, e ao invés da Igreja usar a oportunidade para espalhar a mensagem de amor do evangelho, ela na verdade se transformou na Igreja triunfante, pronta para vencer a todos que se opunham a ela. A partir do ano 312, os escritos dos patriarcas da Igreja, passaram a ter outro caráter: não mais defensivos e apologéticos, mas agressivos e dirigindo seu veneno para todos que estavam fora do seu rebanho, em especial ao povo Judeu.

Terceira fase: De todas as alterações imposta por Constantino e todos os outros que o sucederam, Martin Lutero levanta “ 95” teses contra o catolicismo e nasce a terceira fase: “a Igreja da reforma”, a partir do século XVI, tendo como tema principal da reforma, a indulgência, que representava a salvação através de uma oferta em dinheiro, e não uma salvação pela fé.

Lutero viu este tráfico de indulgências como um abuso que poderia confudir as pessoas e levá-las a confiar apenas nas indulgências, deixando de lado a confissão e o arrependimento verdadeiro. Portanto, ao lançar suas “95 Teses”, Lutero tornava públicas as suas idéias, com a finalidade de expor questões que o incomodavam a respeito das “vendas de perdão/indulgências”, cujas contradições práticas e doutrinais, somadas à corrupção de determinados setores do clero, eram vistas por ele como uma ameaça à credibilidade em relação à fé cristã e à Igreja de Roma.
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