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Seria realmente Júnias uma mulher no ministério Apostólico?

Postado por Daniel Pena em quinta-feira, 31 de janeiro de 2013 | 19:29


 Assim está traduzido na maioria das bíblias atuais:

"Saudai a Andrônico e a Júnias, meus parentes e meus companheiros na prisão, os quais se distinguiram entre os apóstolos e que foram antes de mim em Cristo." (Romanos 16.7)

"Segundo alguns estudiosos já é um consenso geral que Júnias é um nome feminino, o que qualificaria esta mulher como uma "apóstola". Diante de tudo isto, está mais do que claro que o ofício de ensinar e pregar pode sim ser desempenhado por mulheres, e a história da igreja possui vários exemplos destas irmãs."

Bom isso é o que a maioria pensa, mas vamos analisar alguns dados interessantes no original grego.

Será que o autor desta frase bíblica em  1 Timóteo 2.12 seria o mesmo escritor de Romanos 16.7? Se for, alguma coisa está errada ou na convicção dele ou no tradutor.
Tenho certeza que Paulo não seria tão incoerente a este ponto.

1 Timóteo 2
12 Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio.

Segue o original.


Romanos 16.7
ασπασαθε Ανδρονικον και Ιουνιαν τους συγγενεις μου και συναιχμαλωτους μου
οιτινες εισιν επισημοι εν τοις αποστολοις οι και.προ εμου γεγοναν εν Χριστω


“Saudai Andrônico e Júnias, meus parentes e meus co-prisioneiros, os quais foram notórios entre os apóstolos e que também estavam em Cristo antes de mim”.

Este texto bíblico é usado para argumentar que a mulher pode ocupar a função de liderança na igreja. Isso ocorre porque Júnias, no texto acima, tem sido confundido com uma mulher por ser um nome antecedido e terminado por “a”. Caso realmente seja uma mulher, os adeptos do ensino que a mulher pode ser pastor, encontrariam uma aparente prova nesse versículo, tendo em vista que o Apóstolo Paulo afirma que Júnias foi “bastante conceituado entre os Apóstolos” na maioria das traduções.
Mas vejamos se isso é confirmado num exame profundo do versículo em questão. Apresentarei cinco argumentos:

a) O verbo “saudar” em português, que traduz ασπασαθε apesar de ser um verbo transitivo direto, aquele que não pede uma preposição, pode às vezes ser preposicionado, como é o caso desse texto. Por isso, nas traduções o nome Júnias vem regido por um “a”, mas esse “a” não é o artigo feminino, como em “a gata”, “a menina”. Trata-se do “a” preposição, que não indica gênero, mas um aspecto verbal ligado ao verbo saudar, tanto é que Andrônico, que claramente é um nome masculino, vem também acompanhado da preposição “a”: “Saudai a Andrônico e a Júnias...”.

b) A palavra grega συγγενεις, traduzida por “parentes”, deve ser entendida como parentes de tribo. Ao que se percebe, Andrônico e Júnias eram da mesma tribo de Paulo, Benjamim (Fp 3.5), uma das mais conceituadas, juntamente com a tribo de Judá, depois da época do exílio babilônico, visto que as demais foram espalhadas depois do cativeiro da Assíria (2Reis 17.6-23), perdendo a língua hebraica e suas porções da terra santa, o que restou para elas foi apenas o consolo de visitar a cidade de Jerusalém nas festas judaicas (Jo 12.20; At 2.5). Com as conquistas de Alexandre, o Grande, juntamente com sua estratégia de difundir a cultura grega, o mundo do período de 300 antes de Cristo até 300 depois de Cristo viveu o período chamado helenístico, quando a língua grega passou a ser amplamente usada como língua comercial, desenvolvendo o dialeto chamado koiné (comum), que foi usado para se escrever o texto sagrado, tanto do Antigo (Septuaginta) como do Novo Testamento. Foi por conta dessa disseminação da cultura grega que as pessoas acabaram por adotar nomes gregos. Vejamos o caso do Apóstolo Pedro. Seu nome em hebraico é Simão, mas Jesus deu-lhe o apelido em grego de Pétros, que em aramaico é Cefas, e em latim é Pedro. Já o Apóstolo Paulo tem seu nome Saul em hebraico, em aramaico é Saulo, e em latim Paulo .
Andrônico e Júnias possuem nomes greco-romanos. O primeiro deriva da palavra grega “andros” que significa “homem”, e Júnias deriva do nome da deusa “Juno”, também conhecida por “Hera” na cultura grega. Ora, fica claro que tanto Andrônico como Júnias devem ter se convertido na festa de Pentecostes e influenciado na questão dos judeus de fala grega de Atos 6. Este texto mostra como foram escolhidos os diáconos. Todos, deve-se observar, com nomes gregos (At 6.5).
Em Jo 12.20-23, quando os judeus de fala grega procuraram Jesus, foram os Apóstolos que tinham nomes gregos que levaram a informação a Cristo (André, que significa “viril”, e Filipe, traduzido por “amigo de cavalos”), o que nos mostra tanto a forte influência da cultura grega na época de Jesus, como o preconceito que havia entre os judeus da tribo de Judá e Benjamim contra os seus irmãos de fala grega.
Andrônico e Júnias eram judeus como Paulo, da mesma tribo, provavelmente também nascidos em Tarso, e que tiveram o privilégio de se converterem em Jerusalém.

c) Como já foi dito acima, o nome Júnias deriva do nome da deusa “Juno”, que, apesar de ter a letra “o” no final, era um nome feminino. Isso deixa claro que o nome Júnias era masculino, tendo sido dado para homenagear a deusa greco-romana. Caso Júnias tivesse nascido mulher, seu nome seria simplesmente “Juno”, que para nós daria a impressão de ser um nome masculino. Todo o capítulo de 16 da carta aos Romanos está repleto de nomes de divindades e personalidades gregas. Temos Febe, que deriva do pré-nome do deus Apolo; Apeles; Herodião; Narciso, a divindade do amor-próprio ou da egolatria; Hermes, também conhecido por Mercúrio; Hermas, cidade que homenageava a Hermes; Júlia, derivado do nome do imperador romano Júlio; Olimpas que homenagea o monte Olimpo, lugar dos deuses gregos. Em alguns casos, como o de Febe, Hemas e Júlia, fica claro que o final da palavra alterava o gênero. É o caso de Júnias, que recebe um “a” para masculinizar.
Os nomes gregos não tinham dois gêneros comuns (andróginos), como ocorre hoje com alguns nomes, como Juraci (um nome indígena), que tanto pode ser de homem como de mulher. O único caso que conheço de um nome próprio que era diferenciado pelo artigo é o da vó de Timóteo, seu nome é Luís (a). As traduções têm vertido a forma grega Λωιδι (Louide) equivocadamente por Lóide, mas a forma que encontramos no texto sagrado é o adjunto adnominal de Λωις. Literalmente Λωιδι significa “de Luís (a)”, mas os tradutores apenas transliteraram (substituíram as letras gregas pelas portuguesas) nas traduções, tendo entrado para a história o nome Loíde, e, na pior das hipóteses, “Lóide”.

d) A palavra grega συναιχμαλωτους, traduzida por “co-prisioneiros”, é formada da junção da preposição grega συν (com) com o substantivo αιχμαλωσια (cativeiro, Ef 4.8; Ap 13.10). Isso pode nos levar a concluir que Paulo, Andrônico e Júnias estavam na mesma cela. Daí a dedução óbvia de que Júnias não poderia ser uma mulher, pois a justiça romana, que inspira a atual, não iria pôr numa mesma cela homens e mulheres. Em Atos 9.2, lemos que Paulo levava presos (verbo grego δε,ω que quer dizer amarrados, atados) tanto homens como mulheres para Jerusalém, mas isto não quer dizer que iriam serem lançados na mesma prisão os homens e as mulheres. Se, na lei de Moisés, era proibido o homem se vestir com roupas de mulher e vice-versa para não haver confusão, quanto mais colocar homens e mulheres numa mesma prisão. Além do mais, pôr homens e mulheres juntos numa mesma cela poderia aliviar os prisioneiros da abstinência sexual, o que, de forma alguma, se deseja para criminosos.

e) A palavra grega επισημοι, traduzida por “notórios”, ocorre apenas duas vezes no Novo Testamento, na referência de Rm 16.7 e em Mt 27.16, onde lemos: “Nesse tempo tinham um preso notório, chamado Barrabás”. Fica claro, comparando as duas passagens, que o sentido que Paulo queria dizer com εvπι,σημοι não era que Andrônico e Júnias pertenciam ao colégio apostólico, mas que apenas eram conhecidos pelos apóstolos.

Mas o que fez acontecer essa confusão com o nome de Júnias, se é de um homem ou de uma mulher?
Isso aconteceu por causa de uma variante textual do Novo Testamento grego, o Papiro 46, onde se encontra no lugar do nome masculino “Júnias”, o nome feminino “Júlias”.
Mas uma análise do Papiro é elucidativa. Primeiro precisa ser dito que o grego bíblico, o koiné, foi escrito inicialmente em caracteres maiúsculos, a chamada escrita “uncial”. Sabendo disso, fica simples descobrir o problema que houve. Em uncial o nome “Júnias” ficaria ΙΥΝΙΑΣ e facilitaria o sumiço do último traço da letra Ν grega, dando a impressão de se tratar do “L” grego maiúsculo que tem a forma da nossa letra “v” de cabeça para baixo: Λ.
Apagando o último traço da letra Ν do nome masculino ΙΥΝΙΑΣ, obteve-se: ΙΥΛΙΑΣ, um nome feminino. 

Fonte / luizsousagregobiblico.blogspot.com.br 

Hera (p/ gregos), Juno (p/ romanos)
Acréscimos de Daniel Alves Pena
Hera (para os gregos), Juno (para os romanos).
Na mitologia romana, Juno é a esposa de Júpiter e rainha dos deuses. É representada pelo pavão, sua ave favorita. Íris era sua servente e mensageira. Sua equivalente na mitologia grega é Hera. O sexto mês do ano, junho tem esse nome em sua homenagem.

Juno e Júpiter tinham 4 filhos, Lucina (Ilítia), deusa dos partos e gestantes, Juventa (Hebe), deusa da juventude, Marte (Ares), deus da guerra e Vulcano (Hefesto), o artista celestial, que era coxo. Juno sentia-se tão aborrecida ao vê-lo que atirou-o para fora do céu. Outra versão diz que Júpiter o jogou para fora, por este ter participado de uma briga do rei do Olimpo com Juno, deixando-o coxo com a queda.

Juno possuía muitas rivais, entre elas, a bela Calisto, que Juno, por inveja da imensa beleza que conquistara seu marido, transformou numa ursa. Calisto passou a viver sozinha com medo dos caçadores e das outras feras da floresta, esquecendo-se de que agora ela própria era uma.

Apolo musagetes (líder das Musas).
Apolo (em grego: Ἀπόλλων, transl. Apóllōn, ou Ἀπέλλων, transl. Apellōn) foi uma das divindades principais da mitologia greco-romana, um dos deuses olímpicos. Filho de Zeus e Leto, e irmão gêmeo de Ártemis, possuía muitos atributos e funções, e possivelmente depois de Zeus foi o deus mais influente e venerado de todos os da Antiguidade clássica. As origens de seu mito são obscuras, mas no tempo de Homero já era de grande importância, sendo um dos mais citados na Ilíada. Era descrito como o deus da divina distância, que ameaçava ou protegia deste o alto dos céus, sendo identificado com o sol e a luz da verdade. Fazia os homens conscientes de seus pecados e era o agente de sua purificação; presidia sobre as leis da Religião e sobre as constituições das cidades, era o símbolo da inspiração profética e artística, sendo o patrono do mais famoso oráculo da Antiguidade, o Oráculo de Delfos, e líder das Musas. Era temido pelos outros deuses e somente seu pai e sua mãe podiam contê-lo. Era o deus da morte súbita, das pragas e doenças, mas também o deus da cura e da proteção contra as forças malignas. Além disso era o deus da Beleza, da Perfeição, da Harmonia, do Equilíbrio e da Razão, o iniciador dos jovens no mundo dos adultos, estava ligado à Natureza, às ervas e aos rebanhos, e era protetor dos pastores, marinheiros e arqueiros. Embora tenha tido inúmeros amores, foi infeliz nesse terreno, mas teve vários filhos.

Seu nome quer dizer "brilhante", nome
que foi emprestado ao seu neto Apolo
Febe ou Foibe (grego Φοίβη, transliteração "Phoibê", tradução "brilhante, profética") era conhecida como "a mais bela entre as Titânides". Seu nome está ligado aos vocábulos gregos phoibos ("brilhante" ou "radiante""), phoibaô ("purificar") e phoibazô ("profetizar").Ela era um dos doze titãs, filhos de Urano e Gaia: Oceano, Céos, Crio, Hiperião, Jápeto, Téia, Reia, Têmis, Mnemosine, a coroada de ouro Febe e a amada Tétis e Cronos.[1]

Talvez a primeira deusa da Lua que os gregos conheceram, Febe é confundida com sua sobrinha Selene (filha de Hipérion e Téia), e também com suas netas Ártemis e Hécate. Febe é a deusa da lua, relacionada com as noites de lua cheia. Seu nome quer dizer "brilhante", nome que foi emprestado ao seu neto Apolo, chamado de Febo. Febe se uniu à Céos e tiveram as deusas Leto (mãe de Ártemis e Apolo) e Astéria (mãe de Hécate), que simbolizam respectivamente os oráculos da luz e da escuridão [2]. Higino ainda acrescenta entre suas filhas o nome de Afirafes[carece de fontes].

Febe era uma antiga deusa da profecia e a terceira a presidir o oráculo de Delfos, após Gaia (sua mãe) e Têmis (sua irmã). Mais tarde deu o oráculo a seu neto Apolo como presente de aniversário[3]. Por tudo isso Febe, apesar de brilhante, era considerada uma deusa de mistérios e segredos.

Era representada como uma bela mulher com os seios nus, voando pelo céu e levando numa das mãos um cântaro de prata.
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