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A transição cerimonial: lava-pés

Postado por Daniel Pena em sábado, 24 de novembro de 2012 | 16:34


“A obra é santa, a Obra é pura é sem mistura é restauração”, desde que conheci a Obra ouço este cântico e confesso que às vezes reflito um pouco sobre o significado da palavra, sem mistura.



“Eu gostaria de tornar publico que eu não sou DA obra, eu faço parte DELA, a Obra é o que acontece em minha vida, eu não faço a Obra do Eterno, pois a Obra É do Eterno e eu não posso fazê-la, eu posso participar dela.
Eu estou em Obra de Restauração, logo não posso ser DA Obra.
A Obra não é uma organização, uma bandeira ou uma denominação.  Obra é o estado em que minha vida se encontra, uma Obra em Restauração, desmanchando o errado para fazer o certo segundo a palavra.” – Daniel Alves Pena
 

Restaurar é literalmente voltar à origem, retorno [ Teshuvá (em hebraico תשובה) ] as praticas puras e bíblicas.
Sem reconhecer a soberania da igreja local e acultura se torna difícil a convivência entre os participantes do ato de Restauração no Brasil, vários aspectos devem ser analisados, mas não usados como pretextos para separações.

Cada igreja local deve ser respeitada por sua cultura, paradigmas, maturidade e intenção.
As diferenças não podem servir para exclusão de alguns é sim para serem analisados no contexto com muita cautela e direção do Ruach HaKodesh (Espírito Santo).

Mas, uma coisa é entender outra coisa é não deixar exalar as verdades bíblicas.
Se nossa vida e nossas práticas restauradoras estão contidas na bíblia, logo ela precisa ser a regra de fé e de estudo.

Se uma prática foi concebida, mas, difere da escritura sagrada, então devemos sem demora retificar a prática e nos aproximarmos da única e eficaz fonte de verdade, a bíblia.

Conviver sim, mas sempre na medida do possível promover reuniões para por os pontos e vírgulas nos seus lugares, aceitar uma forma interpretativa é comum, o incomum é não procurar esclarecer aos demais.

Em minha pequena experiência falando de Obra, acho que seria necessário termos simpósios com pessoas desarmadas e humildes para analisar onde erramos, o que está sendo praticado corretamente segundo a palavra e o que foi mal compreendido por alguns.

Simpósio

(em grego: συμπόσιον, transl. sympósion) ] conferência acadêmica, ou um estilo de aula, ministrada em universidades, que segue um formato abertamente discursivo e não o formato tradicional de uma palestra ou perguntas e respostas.

Nestes simpósios os presentes teriam vez e voz para tratar de assuntos polêmicos e de difícil interpretação da parte de alguns.

Dia, hora e assunto de pauta seriam organizados e assim cresceríamos em entendimento.  Temos homens capazes para estarem nestes simpósios e que muito esclareceriam a todos nós.

Concílio de Jerusalém

Pareceu-nos bem, reunidos concordemente, eleger alguns homens e enviá-los com os nossos amados Barnabé e Paulo, Homens que já expuseram as suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo.
Enviamos, portanto, Judas e Silas, os quais por palavra vos anunciarão também as mesmas coisas.
Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: (Atos 15:25 a 28)

Acho que esta na hora de termos um concílio no Brasil.

Talvez alguns achem que traria problemas ou divisões, mas negar a existência de praticas diferentes na mesma obra é um tanto quanto que contraditório, se todos estamos em restauração porque não somos maduros o suficiente para conversarmos sobre o assunto?

Lembro-me de um pastor que certo dia teve que discordar de todo um colegiado e mesmo sendo desestimulado por alguns preferiu dar ouvidos a voz do Eterno e deu voz a sua forma interpretativa e mesmo sendo mal interpretado pelos demais seguiu seus princípios, este pastor foi Magno Guanaes Simões e o resultado de sua tenacidade foi a vivência da restauração que vivemos e pregamos em nossos púlpitos.
Não a Obra do Pr. Magno, mas a Obra de Elohim.

Já temos em nosso meio a questão do pão ázimo, com água e farinha, água farinha e azeite (sobre este assunto falarei em um próximo artigo).  Porque não começarmos um simpósio sobre este tema? Se nos acharmos imaturos para fazer valer os ditos bíblicos, como podemos nos dizer maduros em questões mais complicadas?
Como lermos e pregarmos em nossos púlpitos alguns textos como estes:

O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos."  (Oséias 3 : 6)

"Então Deus disse a Salomão: Porquanto houve isto no teu coração, e não pediste riquezas, bens, ou honra, nem a morte dos que te odeiam, nem tampouco pediste muitos dias de vida, mas pediste para ti sabedoria e conhecimento, para poderes julgar a meu povo, sobre o qual te constituí rei," (II Crônicas 1 : 11)

Falando sobre o lava-pés

É fato e inegável que a cerimônia do lava-pés foi realizada entre duas cerimônias distintas, a saber, a páscoa (libertação da escravidão do Egito) judaica e a santa ceia (apresentação do libertador da escravidão do pecado).
Duas cerimônias totalmente diferentes em suas práticas e tão iguais em significados margeando a esfera material e espiritual.

Para alguns é difícil entender o que Jesus queria dizer, mas se analisarmos os fatos cuidadosamente com base nas escrituras poderemos com olhos gentílicos entender o contexto dos significados dentro da esfera judaica.


Aquela páscoa para Yeshua (Jesus) era especial, representava uma transição sacrificial e profética, o que era conhecido em parte seria conhecido em sua excelência de propósito.

O evangelista Lucas relata que Jesus desejava ansiosamente comer a Última Páscoa com os Seus discípulos. «E disse-lhes: tenho desejado ansiosamente comer convosco está Páscoa, antes do meu sofrimento» (Luc 22.15).

Após lavar os pés dos discípulos eles voltam à mesa para continuar a cerimônia da páscoa, mas Jesus iniciou outra, a santa ceia - Mateus relata: «Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. E, tomando o cálice e dando graças deu-lho dizendo; bebei dele todos. Porque isto é o meu sangue do Novo Pacto, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados. E digo-vos que, desde agora, não bebereis deste fruto da vide até àquele dia em que beba de novo convosco no reino de meu Pai. E tendo cantado um hino, saíram para o Monte das Oliveiras» (Mateus 26.26-30).

Enquanto comiam - Comiam o que, se Jesus ainda não havia repartido o pão?
Está é a prova de que eles ainda estavam em uma cerimônia pascal e não na santa ceia do Senhor.

O que será que tinha na mesa para ser comido?

Bom, para entendermos teremos que ler um pouco mais, espero que você deseje realmente fazer o que Elohim (Deus) quer de fato do contrário será desestimulado pelo inimigo de nossas almas a parar de ler por aqui.


Um cordeiro, com pães ázimos; com ervas amargosas  comerão.


CAPÍTULO 12 de ÊXODO
A instituição da primeira páscoa

1  E FALOU o SENHOR a Moisés e a Arão na terra do Egito, dizendo:
2  Este mesmo mês vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano.
3  Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família.
4  Mas se a família for pequena para um cordeiro, então tome um só com seu vizinho perto de sua casa, conforme o número das almas; cada um conforme ao seu comer, fareis a conta conforme ao cordeiro.
5  O cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras.
6  E o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde.
7  E tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambas as ombreiras, e na verga da porta, nas casas em que o comerem.
8  E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães ázimos; com ervas amargosas a comerão.
9  Não comereis dele cru, nem cozido em água, senão assado no fogo, a sua cabeça com os seus pés e com a sua fressura.

 Com base no texto de Êxodo 12 podemos afirmar sem medo de errar que todos esses itens estavam à mesa:

- Um cordeiro, com pães ázimos; com ervas amargosas, as ervas eram para ser comida junto com o pão e com o cordeiro.

Poderíamos então transcrever o texto em Mateus 26.26 da seguinte forma:

Enquanto comiam, o cordeiro, com pães ázimos; com ervas amargosas, Jesus tomou o pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo.

Caso você discorde, lembre-se Jesus foi o cordeiro pascoal e precisava estar à mesa (literal e figuradamente), mas havia um cordeiro literal que foi morto para a páscoa segundo o cerimonial judaico que é realizado até os dias de hoje.

Páscoa sem o cordeiro, com pães ázimos; com ervas amargosas não é páscoa. (Coelho e ovo de chocolate, nem pensar, apesar de alguns cristãos efetivarem esta prática mitológica ainda no ceio de algumas igrejas)

A celebração da páscoa tinha dois propósitos:

Memorial
Êxodo 12: 14 – “E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.”
Êxodo 12: 26 e 27 – “E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este? Então direis: Este é o sacrifício da páscoa ao SENHOR, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se, e adorou.”

Profético
Elohim (Deus), poderia ter determinado a morte dos primogênitos dos egípcios e, poupado os primogênitos dos filhos de Israel, sem que houvesse a necessidade de ordenar que cada família escolhesse um cordeiro (ou cabrito), de um ano de idade, sem defeito, e fosse sacrificado e seu sangue aspergido nos lugares indicados (na verga e nas ombreiras da porta). 
Deus poderia ter agido de outro modo, punindo Faraó, e libertando o Seu povo da escravidão, sem que fosse necessário sacrificar um inocente cordeirinho. Mas, é Ele, quem controla todas as circunstâncias e, sabe perfeitamente o que faz e o que deve ser feito.
Com todos estes acontecimentos, Elohim (Deus), teve como propósito primordial, prenunciar a morte de Jesus Cristo; o alvo era ensinar Israel e, colocar em suas mentes, a salvação pelo «sangue», preparando-os para o advento de Yeshua (Jesus), o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (João 1.29). 

É importante sabermos, que o cordeiro morto por cada família israelita, tornou-se o substituto de seu primogênito, uma vez que a morte não teve poder sobre as casas que estavam marcadas com sangue. Nisto, os israelitas, então, deveriam aprender sobre a substituição, isto é, substituir os inocentes pelos culpados.
Foi na noite que precedeu a Sua morte, que Yeshua (Jesus) e os Seus discípulos comeram a Última Páscoa, substituiu pela Sua Ceia e depois foi morto como o Cordeiro Pascal (Mateus 26.17-29; Marcos 14.12-26; Lucas 22.7-20; João 13 e 14).
Portanto, houve duas cerimônias; a Ceia da Páscoa e a Ceia do Senhor Jesus. Esta foi instituída no final daquela.

Lucas menciona dois cálices (Lucas 22.17-20);

“17  E, tomando o cálice (primeiro cálice), e havendo dado graças, disse: Tomai-o, e reparti-o entre vós; (não houve menção sobre este é o meu sangue)
18  Porque vos digo que já não beberei do fruto da vide, até que venha o reino de Deus.
19  E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim. (aqui começa a santa ceia)
20  Semelhantemente, tomou o cálice (segundo cálice),, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós.”          

Mateus, Marcos e Lucas mencionam ambas as ceias,
João somente cita a Páscoa.

A possível ordem dos acontecimentos

    Segue abaixo; a ordem provável dos acontecimentos entre a «quinta-feira» (13 de Nisã) e a «sexta-feira» (14 de Nisã) da Semana da Paixão:

1 - No quinto dia semana (13 de Nisã), Jesus enviou dois de Seus discípulos (Pedro e João) para que fizessem os preparativos para a Páscoa, num cenáculo que Ele mesmo indicara (Mateus  26.14-19). 

2 - Ao declinar do dia Jesus seguiu com os Seus discípulos para esse lugar (Marcos 14.17). 

3 - Depois do pôr-do-sol (início da sexta-feira, 14 de Nisã) assentaram-se juntos (ou melhor, se inclinaram conforme o costume romano) Jesus e os seus discípulos para participarem da Última Páscoa. 

4 - No decurso da refeição pascal, Jesus levantou-se e lavou os pés dos discípulos (João 13.4-20). 

5 - Em seguida com grande tristeza, Jesus predisse que um dos doze havia de traí-lo; antes de comer o cordeiro e após comer um pedaço de pão molhado (na sopa de frutas) que Jesus lhe dera, Judas Iscariótes se retirou para não mais voltar à presença do Mestre, senão na hora da traição, no Jardim (João 13.26,27). 

6 - Depois da celebração da Ceia Pascal (rito característico do A.T.) pela última vez; então Jesus instituiu simbolicamente o pão dizendo: «Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim» (Luc 22.19). «Semelhantemente, depois de cear tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da Nova Aliança no meu sangue, derramado em favor de vós» (Luc 22.20). 

7 - Depois de celebrar a Santa Ceia, Jesus instruiu os Seus discípulos e consolou-os dizendo: «Não se turbe o vosso coração...» (João 14.1). Jesus Intercedeu por Si mesmo e pelos Seus discípulos, com uma oração sacerdotal (isto é, oração feita de joelhos – João 17.1-26), cantou um hino e saíram para o Getsêmani, onde foi para orar, durante o tempo em que precedia a sua traição e prisão. 

   Portanto, fica esclarecido que Jesus e Seus discípulos não celebraram a Última Páscoa no dia oficial (que seria na noite do dia 15), mas com «um dia de antecedência», ou seja, cerca de 24 horas antes. E, que isto ocorreu, na noite da sexta-feira do dia 14 de Nisã (que começou às 18h da quinta-feira, 13 de Nisã).

Além de deixar claro que a cerimônia do lava-pés aconteceu antes e não depois da santa ceia.

 Eu poderia discorrer ainda sobre o significado do O Cordeiro Pascal, Os Pães ázmos, Ervas Amargas, A Sopa de Frutas, Quatro Cálices, mas acho que fui claro em minhas colocações e fugiria muito da proposta deste artigo.

NOTA: Gostaria de deixar claro que não compete a mim um mero evangelista ou a qualquer outro membro de igreja querer realizar o lava-pés antes da ceia, afinal existem hierarquias em nosso meio e estamos debaixo da autoridade eclesiástica de nossos pastores e por isso temos que ser obedientes aos mesmos, minha intenção não é de forma alguma levantar mais uma bandeira, apenas demonstrar a forma como penso segundo a palavra do Eterno.
Humildemente em amor, Evangelista Daniel Alves Pena
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