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OITAVO PASSO (Visão Terapêutica)

Postado por Daniel Pena em segunda-feira, 2 de janeiro de 2012 | 19:10

 O Oitavo Passo diz: “Fizemos uma relação de todas as pessoas a quem tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados”.

     Esse passo trata de como descobrir, individualmente, a fórmula da recuperação. Dissemos, e repetimos, que apenas um processo contínuo de melhoria da qualidade das relações interpessoais e sociais do indivíduo poderia transformá-las na fonte causadora do combustível (prazer) necessário para substituir o efeito do álcool. Para isso, todos os passos anteriores trataram basicamente da principal de todas essas relações – a relação consigo próprio. Em função disso, é provável que algo significativo do autoconceito tenha sido resgatado e esteja mantendo o alcoolista motivado ao progresso. A partir do Oitavo Passo, tenta-se expandir esse universo de relações para as interpessoais, sugerindo-se um exame e uma reestruturação destas para que se possa reabilitá-las.
      
Afinal de contas, as características do alcoolismo crônico transformaram o paciente em verdadeiro ser anti-social e suas relações estão totalmente desestruturadas ou, quando pouco, deturpadas. Todas essas seqüelas são importantes barreiras ao processo de reformulação, pois de nada adianta uma consciência pessoal e uma motivação intrínseca se não é possível pô-las em prática em prol de uma melhor qualidade de vida, no sentido mais amplo do que vida quer dizer.
     
É preciso avaliar criteriosa e minuciosamente as verdadeiras falhas de suas relações para que se possa construí-las sadiamente, sem resquícios patológicos. É complicado e ansiogênico tentar reformular objetivamente uma relação quando esta é fonte e produto de ressentimentos, por exemplo. Rever tais ressentimentos, sua origem, a parcela de responsabilidade que lhe cabe, é partir para uma verdadeira reformulação.
    
Esse é, sem dúvida, assim como o nono, um passo difícil e doloroso, onde, mais do que nunca, a humildade, no sentido de aceitação de limites e deficiências e real disposição de modificá-los, se mostra indispensável. Uma coisa é admitir, para si, a existência de defeitos e dispor-se a modificá-los, outra é fazê-lo perante outrem. Evidentemente, essa admissão ultrapassa os confortáveis limites do grupo terapêutico, onde conta-se com aliviantes manifestações de carinho e compreensão. Neste momento, o alcoolista parte para um real contato com o mundo deturpado que a evolução de sua doença produziu e sabe, ou deve saber, que nem sempre poderá contar com o mesmo carinho e compreensão. Mas é exatamente aí onde o medo, o isolamento, o orgulho, tornam-se tão presentes, que deve estar mais presente ainda a premência da reformulação, em seu mais amplo sentido.
    
É indispensável construir relações sadias para que se possa obter prazer destas, mesmo que, durante muito tempo, o alcoolista tenha que conviver com os reflexos de sua doença, não em seu comportamento, mas no dos outros e mesmo que a única parte sadia dessas relações seja, neste momento, o próprio paciente. É preciso não esquecer que a tentativa honesta de reformular já é a própria reformulação.
   
Além disso, em muitas ocasiões, a porção mais doentia da relação é o sentimento despertado pelo possível prejuízo causado. Portanto, por mais que possa parecer desnecessário concretamente mexer com ela, o desconforto gerado por tais sentimentos deve ser revisto.
    Em suma, o Oitavo Passo propõe um criterioso exame das relações do indivíduo, implícito na consciência de que o alcoolismo deturpou-as de tal maneira que o isolou, sendo, por conseguinte, imperioso tentar reconstruí-las.
   
  É importante, também, que isso seja feito de uma maneira concreta e prática. Alcoólicos Anônimos sugere que seja feita uma lista de pessoas às quais o alcoolista tenha prejudicado, concreta ou abstratamente.
    
O profissional pode ajudá-lo, ao conhecer sua história de vida, alertando-o ou confrontando-o em situações conflitivas. Uma ordem de prioridade pode ser aconselhável, preferindo-se sempre as relações geradoras de maior desconforto no momento.
     
Além disso, como já foi dito, o ambiente do grupo terapêutico tem seu papel intensificado por momentos como estes, quando a própria reformulação é confrontativa e ansiogênica.
  Em resumo, esse Quarto Passo das relações, como é dito em Alcoólicos Anônimos, significa o começo do fim do isolamento e, mais ainda, da marginalização social do alcoolista e é sumamente importante que isso esteja claro.
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