As Testemunhas de Jeová Refutadas Versículo por Versículo - Novo Testamento - Daniel Alves Pena

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As Testemunhas de Jeová Refutadas Versículo por Versículo - Novo Testamento

Postado por Daniel Pena em domingo, 6 de fevereiro de 2011 | 20:17

Mateus
 Mateus 3:11
 [João Batista disse:] "Ele vos batizará no Espírito Santo, e em fogo".
 Segundo o livro da Sociedade Torre de Vigia de 1982, You Can Live Forever in Paradise on Earth, (Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra), (p.40), "João, o Batista, disse que Jesus iria batizar no espírito santo, assim como João havia batizado em água. Assim, da mesma maneira que a água não é uma pessoa, o espírito santo também não é uma pessoa" (Mat. 3:11).
 Qual a validade do arrazoado das testemunhas de Jeová contra a personalidade do Espírito Santo? Não é válido de forma alguma!   porque o mesmo "argumento do batismo" poderia ser usado contra a personalidade de Jesus Cristo, que obviamente andou na terra como uma pessoa. Por exemplo, Romanos 6:3 diz: " Ou, porventura, ignorais que todos quantos fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? (grifo acrescentado). "Da mesma forma que a morte não é uma pessoa, Jesus Cristo também não é uma pessoa"   este argumento poderia também ser usado. Gálatas 3:27 diz que:"Porque todos quantos fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo". Aqui, o raciocínio poderia ser: "Já que as pessoas podem ser batizadas em Cristo e revestidas de Cristo, ele não pode ser uma pessoa". Estas comparações contestam a personalidade de Cristo? Não! Então o "argumento do batismo" também não contesta a personalidade do Espírito Santo.
(Veja também as considerações sobre o "derramamento" e o "enchimento" com o Espírito Santo em Atos 2:4. Para mais evidências da personalidade e divindade do Espírito Santo, veja também João 16:13; Atos 5:3, 4; Romanos 8.26,27; e I Coríntios 6:19.)
Mateus 6:9
Portanto, orai vós deste modo: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome.
 As testemunhas de Jeová argumentam que o nome de Deus deve ser santificado, assim elas "provam" que nós devemos usar o nome Jeová, para que as nossas orações sejam ouvidas por Deus. Mas foi isto o que Jesus nos ensinou? Ele começou suas próprias orações com a expressão "Deus Jeová", como fazem as testemunhas de Jeová?
 Absolutamente não! Ao mesmo tempo que se mostrava zeloso na oração para que o nome de Deus fosse santificado ou consagrado (reverenciado como sagrado ou santo), Jesus ensinou os seus discípulos a orar ao "nosso Pai" não a "Deus Jeová". Ele disse: "Portanto, orai vós deste modo: Pai nosso..."
 Muitas das orações pessoais de Jesus são registradas na Bíblia, e nestas orações ele deu o mesmo exemplo:
Pai, eu te agradeço... (João 11:41, Tradução do Novo Mundo).
  Aba, Pai, todas as coisas são possíveis... (Mar. 14:36, Tradução do Novo Mundo).
  Pai, veio a bom... (João 17:1, Tradução do Novo Mundo).
 As testemunhas de Jeová podem objetar dizendo, "Jesus tinha uma relação íntima e especial com o Pai. É por isso que ele não se dirigia a Deus como 'Jeová'". Nós podemos reconhecer que  há  alguma verdade nisto,  mas o propósito de Jesus era levar todos os seus discípulos a uma relação íntima e especial com Deus. "Ninguém vem ao Pai senão por mim", Jesus ensinou (João 14:6, Tradução do Novo Mundo). A respeito dos cristãos que chegaram ao Pai através de Cristo, a Bíblia diz "...mas recebestes o espírito de adoção, como filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai! O próprio espírito dá testemunho com o nosso espírito de que somos filhos de Deus" (Rom.8:15,16,Tradução do Novo Mundo).
É óbvio que as palavras de Jesus em Mateus 6:9 definitivamente não ensinam que haja necessidade de se usar o nome Jeová na oração.
 Mateus 14:6 10
 Festejando se, porém, o dia natalício de Herodes... e mandou degolar a João no cárcere.
 Este versículo é freqüentemente citado pelas testemunhas de Jeová em conexão com a proibição de sua organização à celebração de aniversários de nascimento. (Veja as considerações sobre Gênesis 40:20 22).
 Mateus 24:3,4
 E estando ele sentado no Monte das Oliveiras, chegaram se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Declara nos quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo. Respondeu lhes Jesus: Acautelai vos, que ninguém vos engane.
Infelizmente, as testemunhas de Jeová já foram enganadas por alguém, e nós devemos cuidar para que elas não nos enganem. A Sociedade Torre de Vigia também usa a palavra "vinda" em sua Tradução do Novo Mundo, usando esta passagem como base para ensinar seus seguidores que Jesus retornou invisivelmente no ano de 1914, e que ele tem estado presente desde então. Fazendo o quê? Dirigindo a Sociedade Torre de Vigia, naturalmente!
No mesmo contexto, Jesus advertiu contra tal engano: "...hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos; ...Se, pois, alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! ou: Ei-lo aí! não acrediteis; porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas,  e  farão  grandes  sinais  e  prodígios;  de  modo que,  se   possível   fora, enganariam até os    escolhidos. Eis que de antemão vo-lo tenho dito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto; não saiais; ou: Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis" (v. 11, 23-26).
Na verdade, os líderes da Sociedade Torre de Vigia afirmam que Cristo está nas "dependências internas" de sua organização. Você deve vir às Testemunhas de Jeová para receber instruções dele. Felizmente, no entanto, há um número de evidências que ajudam uma testemunha de Jeová a perceber que isto não passa de um grande engano.
Primeiramente, há a questão da profecia. A Sociedade Torre de Vigia tem tamanha história de profecias fracassadas que se qualifica para o rótulo de "falso profeta" muitas vezes. (Veja nossas considerações sobre Deut. 18:20-22 para exemplos específicos do que a organização profetizou para os anos de 1914, 1925 e 1975.)
 Há também o fato de que a história delas continua se modificando. Uma coisa é alegar que Cristo retornou invisivelmente em 1914, mas outra é fazer esta alegação depois de passar cinqüenta anos dizendo às pessoas que ele retornou invisivelmente em 1874 - e então mudar de idéia. Ainda assim, a Sociedade Torre de Vigia fez exatamente isso. Quando a revista A Sentinela começou a ser publicada em 1879, seu título original era Zion's Watch Tower and Herald of Christ's Presence (A Sentinela de Sião e Arauto da Presença de Cristo). E, 50 anos depois, no livro Prophecy (A Profecia) de J. F. Rutherford, esta "presença" de Cristo desde 1874 estava sendo proclamada: "A prova escritural [bíblica] é que a segunda presença do Senhor começou em 1874". (p. 65). Agora a Sociedade Torre de Vigia diz que ele retornou em 1914. Assim, elas próprias admitem que agiram como falsos profetas, anunciando a presença de Cristo que não estava aqui, desde 1874 até 1914.
Alegando que Jesus está invisivelmente presente e governando a terra através dos líderes da Sociedade Torre de Vigia, as testemunhas ensinam a seus seguidores que: "No primeiro século, Jerusalém foi lugar de onde foi dada instrução à organização cristã (At. 15:1,2). Mas hoje a orientação vem de Brooklyn, Nova York" (A Sentinela, 01/12/82, p. 23, edição norte-americana). Em vista de tal evidência, no entanto, uma  testemunha  de  Jeová  deveria,  individualmente,  continuar  com  a obediência a esses homens que lhe é imposta pelo medo? Ouçamos a resposta das Escrituras: "Quando o profeta falar em nome do Senhor e tal palavra não se cumprir, nem suceder assim, esta é a palavra que o Senhor não falou; com presunção a falou o profeta; não o temerás" (Deut.18:22).
(Veja também as considerações sobre Êxodo 3:15; Deuteronômio 18:20 22; Isaías 43:10; Mateus 24:14, 24:45.)
 Mateus 24:14
 E estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, e m testemunho a todas as nações; e então virá o fim (Tradução do Novo Mundo).
Este versículo é um dos favoritos das testemunhas de Jeová em qualquer situação. Mas elas lêem nele um número de idéias que vão além daquilo que realmente diz. Acreditam que Jesus voltou invisivelmente no ano 1914 e "estabeleceu" o reino de Deus no céu naquela época, com a Sociedade Torre de Vigia como sua organização visível na terra. Assim, para que recebam vida eterna, as pessoas precisam "vir à organização de Jeová para salvação" (A Sentinela, 15/11/81, p.21, edição norte americana).
Quando as testemunhas de Jeová pregam seu "evangelho" ou "boas novas" do reino, estão, na verdade, pregando a doutrina do retorno invisível de Cristo em 1914. Reconhecem livremente que "as boas novas" que pregam não são o mesmo que o evangelho ou boas novas, pregadas pelos cristãos através dos séculos. Mas pensam que é maravilhoso que tenham boas novas diferentes.
 ... o testemunho do reino das testemunhas de Jeová desde 1914 tem sido algo muito diferente daquilo que os missionários da cristandade têm publicado tanto antes quanto desde 1914. "Diferente"   como assim? ... O que as testemunhas de Jeová têm pregado ao mundo desde 1918 é algo único... a pregação dessas boas novas do reino messiânico como tendo sido estabelecido nos céus em 1914... (A Sentinela, 01/10/80, p. 28 29, edição norte americana).
Mas a Bíblia adverte claramente sobre a pregação de outro evangelho:
 No entanto, mesmo que nós ou um anjo do céu vos declarássemos como boas novas algo além daquilo que vos declaramos como boas novas, seja amaldiçoado. Como já dissemos, também digo agora novamente: Quem quer que vos esteja declarando conto boas novas algo além daquilo que aceitastes, seja amaldiçoado (Gál.1:8,9, Tradução do Novo Mundo).
 Pergunte à testemunha de Jeová, "o apóstolo Paulo ensinou a seus discípulos na Galácia que Cristo retornaria em 1914 e que estabeleceria uma organização visível com sede em Brooklyn, Nova York?" Se não, então, as boas novas dos líderes da Torre de Vigia são "algo além" daquilo que os gálatas aceitaram   o que os coloca debaixo da maldição de Deus por ensinar outro evangelho.
(Veja também as considerações sobre Deuteronômio 18:20-22; Mateus 24:3,24:34.)
 Mateus 24:34
 Ern verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas essas coisas se cumpram.
 Que geração? Este assunto é um ponto de debate entre os leitores cristãos da Bíblia, mas não entre as testemunhas de Jeová, porque sua organização disse especificamente que "a evidência aponta para a geração de 1914 como a geração sobre a qual Jesus falou. Assim, `esta geração não passará, de forma alguma, até que estas coisas (incluindo o Apocalipse) ocorram' " (A Sentinela, 15/02/86,p.5,edição norte americana).
Por muitos anos, cada edição da revista Despertai! tem apresentado sua declaração de intenções na página 2: "Mais importante, esta revista edifica a fé na promessa do Criador de uma nova ordem pacífica e serena antes que a geração que viu os eventos de 1914 pereça." A edição de Despertai!, de 8 de outubro de 1968, definiu essa geração ainda mais precisamente dizendo: "Jesus estava obviamente falando sobre aqueles que eram velhos o bastante para testemunhar com entendimento sobre o que aconteceu ",sugerindo que esses seriam "jovens de 15 anos de idade" (p. 13). Eles disseram com toda segurança que "a `geração' logicamente não se aplicaria a bebês nascidos durante a I Guerra Mundial" (A Sentinela,01/10/78,p.31,edição norte americana).
É preciso apenas calcular que alguém que tivesse 15 anos em 1914 estaria com 25 anos em 1924,35 em 1934   e 85 em 1984    para perceber que a geração da Torre de Vigia "que não passará" estaria quase extinta em meados dos anos 80. A profecia estava quase fracassando. Mas eles não mudaram a profecia, antes os lideres das Testemunhas de Jeová simplesmente estenderam a geração. Ao invés de 15 anos de idade, de quem poderia testemunhar "com entendimento" o que aconteceu em 1914, eles começaram a indicar que a geração seria formada daqueles que "nasceram por aquele tempo" (os mesmos bebês que haviam excluído anteriormente!), dizendo: "Se Jesus usou 'geração' neste sentido e nós a aplicarmos para 1914, então os bebês daquela geração têm hoje 70 anos de idade ou mais" (A Sentinela, 15/05/84, p.5, edição norte americana).
OBS do Irmão Brasileiro: Atualmente eles estenderam mais ainda "esta geração" (já é a 2 esticada) dizendo que pode ser qualquer pessoa desta época que esteja vivendo "durante a presença de Cristo" - Eu chamo isso de "saída pela tangente" - uma tirada de corpo da STV - afinal, a "geração" de 1914 - e até os bebês - já estão todos morrendo, e isto seria mais uma profecia falhada (e na verdade É MAIS UMA  PROFECIA FALHADA).
 Cristãos genuínos oram ansiosamente pelo retorno do Senhor. E nós esperamos e espreitamos a sua vinda. Mas aqueles que fazem falsas profecias se encaixam na categoria daqueles acerca dos quais o Senhor nos preveniu dizendo: "porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodigios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos" (Mat. 24:24).
(Para obter maiores informações sobre a história centenária da Sociedade Torre de Vigia como falso profeta, veja nossas considerações sobre Deuteronômio 18:20 22.)
 Mateus 24:45 4 7
 Quem é realmente o escravo fiel e discreto a quem eu, o seu anjo, designou sobre os seus domésticos para dar lhes o alimento no tempo apropriado? Feliz aquele escravo, se o seu amo, ao chegar, o achar fazendo assim. Deveras eu vos digo: Ele o designará sobre todos os seus bens (Tradução do Novo Mundo).
 Este é um texto chave para as testemunhas de Jeová. Elas aplicam uma única interpretação a esta parábola. Ao invés de a entenderem como uma exortação a cada cristão, desafiando o a ser um "escravo" fiel e diligente para Cristo, acreditam que a sua organização representa o escravo fiel e discreto, ungido por Deus para prover "alimento espiritual" para os domésticos da fé. Esta interpretação dá à sede da Torre de Vigia uma tremenda autoridade e poder aos olhos das testemunhas de Jeová.  Por exemplo, note como A Sentinela, de l° de dezembro de 1981, eleva a organização acima da Biblia e cria um contingente daqueles que ganham a vida eterna seguindo a Sociedade Torre de Vigia:
O Deus Jeová também nos deu sua organização visível, seu "escravo fiel e discreto", formado por aqueles que são ungidos pelo espírito para ajudar cristãos em todas as nações a compreender e aplicar a Bíblia de maneira apropriada em suas vidas. A menos que estejamos em contato com este canal de comunicação que Deus está usando, nós não alcançaremos progresso na estra-da para a vida, não importa o quanto leiamos a Bíblia (p.27).
 Bem aventurados, na verdade, são aqueles que servem lealmente ao lado desta organização que é o "Escravo fiel e discreto", o agente visível de comunicação usado por Deus! Sua escolha é sábia, porque o seu caminho leva ao objetivo precioso da vida eterna... (p. 31).
Talvez eu deva mencionar aqui, como um comentário pessoal, que a declaração acima, especialmente a da página 27, que eleva a organização acima da Biblia, se tornou a "última gota"   a gota que fez transbordar o copo   no meu relacionamento com a Sociedade Torre de Vigia. Foi depois de ler esta declaração que eu levantei a minha voz, questionando os argumentos da organização, publicamente, em encontros nos Salões do Reino e secretamente publicando meu boletim, Comments from the Friends (Comentários dos Amigos), cuja primeira edição trata do texto mencionado acima. (Veja o capitulo 7, "O Testemunho do Autor", para mais detalhes.) Infelizmente, a vasta maioria das testemunhas de Jeová continua condicionada a tal ponto que aplaude este tipo de declaração e, cegamente, segue a Sociedade para onde quer que a conduza.
Originalmente, foi Charles Russell, o fundador e primeiro presidente da Sociedade Torre de Vigia, quem foi visto pessoal e individualmente como "o servo sábio e fiel" de Mateus 24:45. Depois de sua morte houve uma grande divisão dentro da organização, com adeptos do novo presidente, Joseph F. Rutherford, assumindo controle completo, e os membros fiéis ao Pastor Russell saindo para formar outras seitas,  algumas  das  quais  existem  até hoje. Esses grupos russelitas modernos continuam a imprimir os livros do pastor, respeitando o como o mensageiro especial de Deus para a igreja. Os seguidores de Rutherford insistem que Russell nunca alegou ser o "servo sábio e fiel", mas que a Sociedade Torre de Vigia como um todo era o instrumento escolhido de Deus.

É muito difícil dissuadir as testemunhas de Jeová de sua crença. Aceitam qualquer coisa que a Sociedade diga porque a Sociedade é o canal de comunicação de Deus, que, por sua vez, elas acreditam ser a única organização religiosa em toda a terra que ensina a verdade   uma conclusão que defendem porque acreditam em qualquer coisa dita pela Sociedade. Embora este seja um argumento circular, ele descreve a maneira de pensar das testemunhas -de Jeová. Em algum momento depois do chamado "estudo da Biblia", ou programa doutrinário, que originalmente traz o indivíduo para a organização, seus argumentos são torcidos e conectados de ponta a ponta, de modo que a testemunha de Jeová pensa em círculos, não numa seqüência linear. Esta é a razão pela qual você pode ir e vir com uma testemunha de Jeová e não chegar a lugar algum. Também poderíamos chamar este processo de lavagem cerebral.
A chave para se quebrar este circulo vicioso é dar ao individuo alguma informação que abale seus pensamentos o suficiente para tirar da sua cabeça as marcas que o fazem andar e pensar desta maneira. Este processo pode ser lento e demorado. Mas pode ser feito.
(Para auxiliá lo, veja também o capitulo 6 sobre as técnicas para compartilhar o evangelho).
 Mateus 26:27
 E tornando um cálice, rendeu graças e deu lho, dizendo: Bebei dele todos.
 A Sociedade Torre de Vigia tem ensinado aos seus seguidores a não cumprir esta instrução claramente dada por Jesus Cristo. Quando as testemunhas de Jeová promovem a sua celebração de comunhão, que é feita anualmente, o pão e o cálice passam de mão em mão e muito poucos tomam parte deles. (Estatísticas relatadas em A Sentinela, 01/10/86, revelaram que de 7.792.109 pessoas  presentes à celebração em 1985, apenas 9.051 participaram. Desta forma, da maior parte das 49.716 congregações das testemunhas de Jeová espalhadas pelo mundo, não houve um único participante.)
Ao não cumprirem as instruções de Jesus "Bebei dele todos", as testemunhas de Jeová estão obedecendo a instruções dadas por seus líderes, que os têm ensinado que os novos crentes desde o ano de 1935 não podem compartilhar da Nova Aliança mediada por Jesus Cristo (Heb. 12:24); "Aqueles que pertencem à classe das 'outras ovelhas' não pertencem à nova aliança e dela não tomam parte" (A Sentinela, 15/02/86, p.15, edição norte americana).

 Mas, falando a respeito da aliança redentora representada na comunhão, Jesus disse: "A menos que comais a carne do Filho do homem e bebais o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos" (João 6:53, Tradução do Novo Mundo). Se as testemunhas se excluem da Nova Aliança, elas se excluem da vida eterna.
Peça à testemunha de Jeová para lhe mostrar um verso bíblico no qual Jesus estabelece o ano de 1935 como a data na qual deveria se inspirar suas instruções a respeito da comunhão. Não existe tal verso. Ao invés disso, Jesus disse: "Persisti em fazer isto em memória de mim" (Luc. 22:19, Tradução do Novo Mundo).
 (Veja também as considerações sobre Apocalipse 7:9 para mais informação sobre "a doutrina de 1935", e João 10:16 a respeito das "outras ovelhas").

 Marcos
 Marcos 1:8
 Eu vos batizei em água; ele, porém, vos batizará no Espírito Santo.
 (Veja as considerações sobre esta mesma citação em Mateus 3:11.)
 Marcos 6:21,25
 ...Herodes no seu aniversário natalício ofereceu um banquete... E tornando logo com pressa à presença do rei, pediu, dizendo: Quero que imediatamente me dês num prato a cabeça de João, o Batista.
Esta é uma das passagens usadas pelas testemunhas de Jeová para argumentar contra a celebração de aniversários de nascimento. Veja as nossas considerações sobre Gênesis 40:20 22.
Marcos 12:29
Respondeu Jesus: O primeiro é: Ouve, Israel o Senhor nosso Deus é o único Senhor.
 Este é um texto usado pelas testemunhas de Jeová quando apresentam seus argumentos contra a doutrina da Trindade. Enfatizam a declaração que Deus é um. Mas o que não compreendem é que o Novo Testamento revela uma unidade composta por Deus, Jesus e o Espírito Santo.
 Existe uma boa razão pela qual os judeus pré cristãos não compreendiam a unidade composta de Deus: porque ela ainda não havia sido revelada. Mas, no caso das testemunhas de Jeová, a verdade revelada nas Escrituras tem sido escondida de seus olhos por seus líderes.
 Faça com que a testemunha saiba que você concorda com ela no fato de que Deus é um. Diga à testemunha de Jeová que você não acredita em três Deuses. Então faça algumas perguntas para estimular a argumentação da testemunha de Jeová sobre este assunto: Pode o único Deus verdadeiro ouvir a diferentes pessoas, que oram ao mesmo tempo? Ele pode falar a mais de uma pessoa ao mesmo tempo, se ele quiser? Ele pode realizar coisas em mais de um lugar ao mesmo tempo?
 Diga à testemunha que você gostaria que ela considerasse uma pergunta hipotética: "Suponha que Deus resolva visitar a terra pessoalmente. Ele teria que deixar os céus para fazer isto? Ou será que ele poderia visitar a terra, permanecendo ainda nos céus para governar o universo?" (A testemunha não desejará responder.) Prossiga dizendo: "Eu não estou pedindo a você que concorde que Deus fez tal coisa. Mas você acredita que ele poderia fazer isto, se ele quisesse?" Sem tentar fazer uma descrição ou definição precisa da Trindade, ajude a testemunha a abrir a sua mente para a possibilidade de que a unidade de Deus pode ser composta.
  Então prossiga, procurando e lendo as seguintes passagens com a testemunha de Jeová: Gênesis 18:1,2; 1 Coríntios 6:19; Colossenses 2:9; e Apocalipse 1:7,8. (Veja as considerações sobre estes versículos.)

Lucas
 Lucas 3:1 6
 Respondeu João a todos dizendo: Eu, na verdade, vos batizo em água... ele vos batizará no Espírito Santo e em fogo.
(Veja as considerações a respeito desta mesma declaração em Mateus 3:11.)
 Lucas 16:22 24, 27 e 28
 Ora, no decorrer do tempo, morreu o mendigo e foi carregado pelos anjos para [a posição] junto ao seio de Abraão. Também, o rico morreu e foi enterrado. E no hades ele ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu Abraão de longe, e Lázaro com ele (na posição junto). Por isso clamou e disse: "Pai Abraão, tem misericórdia de mim e manda que Lázaro mergulhe a ponta do seu dedo em água e refresque a minha língua, porque estou em angústia neste fogo intenso... peço te, pai, que o envies à casa de meu pai, pois, tenho cinco irmãos, a fim de que lhes dê um testemunho cabal, para que não cheguem a entrar neste lugar de tormento (Tradução do Novo Mundo).
As testemunhas de Jeová acreditam no ensinamento de sua organização de que o hades é simplesmente a sepultura e que não há existência consciente depois da morte até a futura ressurreição. Mas, já que as palavras de Jesus nos versículos acima real-mente falam de tal existência consciente, a Sociedade Torre de Vigia tem que fazer alguma coisa para negar tais palavras. Assim, elas ponderam que esta narrativa é uma parábola, ou ilustração, e aplicam um significado simbólico para tudo o que acontece nesta história.
Segundo a Torre de Vigia, Lázaro representa os discípulos de Jesus, e o homem rico os líderes religiosos judeus, a morte de cada um representa uma mudança nas condições de cada um destes grupos aqui na terra, e os tormentos do homem rico representam a maneira pela qual os líderes religiosos judeus ficaram expostos devido aos ensinamentos dos apóstolos. Assim, Jesus não estava falando sobre a condição dos mortos em Lucas 16, segundo a Sociedade Torre de Vigia.
Os cristãos, de maneira geral também, concordaram que a história de Lázaro e o homem rico é mais uma das muitas parábolas de Jesus. Mas se examinarmos as outras parábolas de Jesus concluiremos que todas eram ilustrações baseadas em situações da vida real. Por exemplo, o filho pródigo retornou ao lar depois de esbanjar o seu dinheiro; um homem encontrou um tesouro enterrado num campo, o escondeu, e vendeu tudo o que possuía para comprar aquele campo; o rei que deu uma festa de casamento para seu filho; um senhor de escravos que viajou para o exterior e então voltou para sua casa e seus escravos; o homem que plantou uma vinha, arrendou a, mas depois teve dificuldades em receber o que lhe era devido; e assim por diante.
Aquele jovem realmente deixou a sua casa e esbanjou o dinheiro de sua herança, e Jesus usou a familiaridade que sua audiência tinha com tais circunstâncias para fazer ilustrações relacionadas ao reino. As pessoas realmente encontravam tesouros perdidos, davam festas de casamento, deixavam seus escravos encarregados de suas posses, enquanto viajavam, arrendavam vinhas, e assim por diante, e Jesus usou a familiaridade de seus ouvintes com estas coisas para ilustrar coisas espirituais. Assim, se a parábola de Lázaro e o homem rico é como as outras parábolas de Jesus, ele também deve ter usado uma circunstância real para ilustrar coisas espirituais. As pessoas devem realmente ter uma existência consciente depois da morte e algumas delas devem realmente estar "em tormentos", profundamente arrependidas de sua vida pregressa. A despeito do que a parábola ilustra, a história básica, como as outras histórias que Jesus contou, deve ter sido tirada da vida real.
Lembrando o que a Bíblia nos revela a respeito da misericórdia, do amor e da compaixão de Jesus, nós sabemos que Deus não é nenhum monstro cruel e sem sentimentos que tem prazer em atormentar as pessoas. Se nós realmente o conhecemos, compreendemos que ele é mais bondoso e amoroso que nós mesmos. Assim, se nós somos incapazes de conciliar a bondade de Deus com os ensinamentos de Jesus a respeito da condição dos mortos, o problema deve estarem nós mesmos, e na nossa compreensão limitada de Deus. Abraão enfrentou um problema similar quando soube que Deus ia fazer chover fogo e enxofre sobre Sodoma e Gomorra. Ele questionou até mesmo perguntando: "Não fará justiça o juiz de toda a terra?" (Gên. 18:25). Assim, uma pessoa que se irrita com os ensinamentos de Jesus deveria seguir o exemplo de Abraão levando a questão a Deus em oração e pedindo sua ajuda para confiar nele completamente, mesmo em questões que estão além do entendimento humano.
Mas a solução não está em negar o que a Bíblia diz. Embora Jesus Cristo tenha sido a pessoa mais bondosa e amorosa que já andou na terra, ele também era quem mais tinha a dizer a respeito das coisas desagradáveis que as pessoas poderiam encontrar depois da morte. Disse, por exemplo:
 Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles ajuntarão do seu reino todos os que servem de tropeço, e os que praticam a iniqüidade, e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes (M at. 13:41,42).
 E ele vos responderá: Não sei donde sois; apartai vos de mim, vós todos os que praticais a iniqüidade. Ali haverá choro e ranger de dentes quando virdes Abraão, Isaque, Jacó e todos os profetas no reino de Deus, e vós lançados fora (Luc. 13:27,28).
 Assim será no fim do mundo: sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos, e lançá los ão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes (Mat. 13:49,50).
 Ordenou então o rei aos servos: Amarrai o de pés e mãos, e lançai o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes (Mat. 22:13).
 Virá o senhor daquele servo, num dia em que não o espera, e numa hora de que não sabe, e cortá lo á pelo meio, e lhe dará a sua parte com os hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes (Mat. 24:50,51).
 Virá o senhor desse servo num dia em que não o espera, e numa hora de que não sabe, e cortá-lo-á pelo meio, e lhe dará a sua parte com os infiéis. O servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites; mas o que não a soube, e fez coisas que mereciam castigo, com poucos açoites... (Luc. 12:46 48).
E lançai o escravo imprestável na escuridão lá fora. Ali é onde haverá [seu] choro e ranger de [seus] dentes (Mat. 25:30, Tradução do Novo Mundo) .
... mas ai daquele por quem o Filho do homem é traído! bom seria para esse homem se não houvera nascido. [Nota do autor: Se ele não tivesse nascido, o traidor não existiria. Mas a não existência era melhor que a punição que agora está reservada para ele. Desta forma, a Torre de Vigia deve estar errada no seu ensinamento de que a morte de Judas o precipitou na não existência eterna.] (Mat. 26:24).
...melhor te é entrares com um olho no reino de Deus, do que seres com os dois olhos lançado no Geena, onde o seu gusano não morre e o fogo não se extingue (Mar.9:47,48, Tradução do Novo Mundo).
Alegrai vos naquele dia e pulai, pois eis que a vossa recompensa é grande nos céus... Mas ai de vós ricos, porque já tendes plenamente a vossa consola-ção. Ai de vós os que agora estais saciados, porque passareis fome. Ai de vós os que agora rides, porque pranteareis e chorareis (Luc.6:23 25, Tradução do Novo Mundo).
Além disso, eu vos digo, meus amigos: Não temais os que matam o corpo e depois disso não podem fazer mais nada. Mas eu vos indicarei quem é para temer, temei aquele que, depois de matar, tem autoridade para lançar no Geena. Sim, eu vos digo, temei a Este (Luc. 12:4,5, Tradução do Novo Mundo).
 E na revelação que Jesus fez ao apóstolo João na sua velhice, a mensagem angélica do Senhor diz:
 Se alguém adorar a fera e a sua imagem e receber uma marca na sua testa ou na sua mão, beberá também do vinho da ira de Deus, derramado, não diluído, no copo do seu furor, e será atormentado com fogo e enxofre, à vista dos santos anjos e à vista do cordeiro. E a fumaça do tormento deles acende para todo o sempre, e não tem descanso, dia e noite... (Apoc. [ Revelação] 14:9 11, Tradução do Novo Mundo).
 Conclua perguntando à testemunha de Jeová: "Se alguém nunca ler uma publicação da Torre de Vigia, mas ler apenas as palavras de Jesus, no que ela acreditaria com respeito a este assunto? Em que os leitores da Bíblia acreditaram por muitos séculos antes que o fundador da Torre de Vigia, 'Pastor' Russell, apresentasse no final dos anos 1800 a sua doutrina da não existência do inferno"?
O Senhor usou linguagem figurativa   escuridão, fogo, tormento, exclusão   mas transmitiu  claramente  a  idéia  de  que aqueles que são desobedientes vão encarar algum tipo de desprazer depois da morte, e que Jesus veio como Salvador para resgatar nos de tal destino.
 Lucas 22:19
 Tomou também o pão, deu graças, partiu o e deu lho, dizendo: Isto significa meu corpo que há de ser dado em vosso beneficio. Persiste em fazer isso em memória de mim (Tradução do Novo Mundo).
A Sociedade Torre de Vigia ensina que os novos convertidos desde 1935 não se tornam parte da congregação cristã, o corpo de Cristo, e portanto esses indivíduos "não compartilham dos símbolos" da comunhão (The Truth that Leads to Eternal Life [A Verdade Que Conduz à Vida Eterna], Sociedade Torre de Vigia, 1968, p. 80). Desta forma, mesmo que sua própria Bíblia diga: "persiste em fazer isto", a vasta maioria das testemunhas de Jeová não o faz.
(Para maiores detalhes, veja as considerações sobre Mateus 26:27 e Apocalipse 7:9.)
 Lucas 23:43
 Respondeu lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.
 Compare o versículo acima com o mesmo versículo na Tradução do Novo Mundo das Testemunhas de Jeová: "E Ele disse: 'Deveras te digo hoje: Estarás comigo no paraíso'".
Você percebe a diferença? Foi uma pequena mudança, mas muito significativa. Os tradutores da Torre de Vigia colocaram dois pontos logo após a palavra "hoje". O que faz com que o advérbio "hoje" passe da segunda parte da sentença para a primeira. Assim, ao invés do advérbio "hoje" identificar o tempo quando o malfeitor arrependido estaria com o Senhor "no paraíso", o texto é simples-mente o tempo quando Jesus estava falando.
Este é mais um caso onde os líderes da Torre de Vigia alteram a Bíblia para que ela se encaixe em suas doutrinas. Ensinam que o homem que se voltou para Jesus na cruz e disse:  "Lembra te de mim,  quando entrares  no teu reino" (v. 42), não foi estar com o Senhor no paraíso naquele dia. Ao invés disso, afirmam que ele foi aniquilado na morte, e não tem existido em lugar algum pelos últimos dois mil anos, e irá finalmente estar com o Senhor no paraíso durante o milênio. Era muito difícil para as testemunhas -de Jeová ensinar tal doutrina em vista das palavras de Jesus àquele homem agonizante. Assim, quando produziram sua própria Bíblia, elas mudaram estas palavras   ou pelo menos a pontuação, que muda o sentido das palavras.
Se você desafiar uma testemunha a este respeito, ela provavelmente defenderá a mudança lendo a nota de rodapé correspondente ao versículo 43, na edição de 1984 de sua Tradução do Novo Mundo: "Embora o texto grego de Westcott e Hort coloque a vírgula no texto grego antes da palavra hoje, as vírgulas não eram usadas no original grego. Mas para manter a idéia do contexto, nós omitimos a vírgula antes da palavra 'hoje'". No entanto, o que os tradutores da Torre de Vigia deveriam dizer realmente é que "para manter a idéia de sua doutrina" eles alteraram a pontuação.
   No entanto, já que mencionaram o contexto, pode nos ser útil olharmos o que as demais passagens do livro de Lucas e dos outros três Evangelhos dizem. Jesus usou a expressão "Em verdade vos digo" e "Em verdade te digo", em muitas ocasiões diferentes. De que forma a Comissão de Tradução da Bíblia Novo Mundo traduz esta mesma expressão nos outros lugares em que ela aparece? Para onde foram as vírgulas?
Existe uma maneira muito simples de descobrir isto. Peça à testemunha de Jeová com quem você está conversando para lhe mostrar um exemplar da Concordância Compreensiva que a Sociedade Torre de Vigia publicou em 1973 para a Tradução do Novo Mundo. Já que a concordância é editada em ordem alfabética, peça à testemunha que procure a expressão "em verdade". Ali você encontrará uma conveniente relação de seis versículos onde o Senhor usou esta mesma expressão no Evangelho de Lucas, assim como uma relação das 71 passagens nas quais ele usa esta expressão nos quatro Evangelhos. Além de citar as referências de capítulo e versículo, a concordância também mostra as palavras que aparecem imediatamente antes e depois da expressão "em verdade" em cada texto. Dê uma olhada na relação: todas as vírgulas estão alinhadas, com exceção de Lucas 23:43. Este é o único versículo que eles pontuaram de maneira diferente, para que possam assim incluir o elemento tempo na primeira metade do versículo   uma prova óbvia de que os tradutores da Torre de Vigia alteraram este versículo para que se encaixe nas doutrinas de sua seita.
(Para mais considerações sobre o que acontece com as pessoas quando morrem, veja o Salmo 146:3,4 e Lucas 16:22 28. Para exemplos adicionais das distorções na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, veja o nosso capítulo 2, "A Bíblia Que as testemunhas de Jeová Usam", e também as considerações sobre Romanos 14:7 9;e Hebreus 1:6.)
 Lucas 24:36 39
 Enquanto ainda falavam destas coisas, ele mesmo estava de pé no meio deles... Mas visto que estavam apavorados, e tinham ficado amedrontados, imaginavam ver um espírito. De modo que lhes disse: Por que estais aflitos, e por que é que se levantam dúvidas nos vossos corações? Vede minhas mãos e meus pés, que sou eu mesmo, apalpai me e vede porque um espírito não tem carne e osso assim como observais que eu tenho (Tradução do Novo Mundo).
Em contraste com as palavras acima, extraídas de sua própria Bíblia, os líderes das Testemunhas de Jeová ensinam que o Cristo ressurreto é um espírito e que: "O corpo humano, ao qual Jesus renunciou para sempre como um sacrifício redentor, foi despojado pelo poder de Deus, mas não pelo fogo do altar do templo de Jerusalém. A carne de um sacrifício é sempre despojada e tirada da existência, e assim não se corrompe" (Livro da Torre de Vigia Things in Which It Is Impossible for God to Lie [Coisas em Que É Impossível Que Deus Minta,], 1965, p. 354). Também dizem que: "Logo após a sua ressurreição, Jesus nem sempre apareceu no mesmo corpo [talvez para reforçar em suas mentes a idéia de que ele era um espírito]" (Livro da Torre de Vigia Reasoning from the Scriptures [Raciocínios a Base das Escrituras] ,1985, p. 335).
   Obviamente, a organização das testemunhas de Jeová usando estes argumentos poderia fazer com que acreditássemos o contrário do que dizem as Escrituras a esse respeito. Insiste que o corpo de Cristo não foi ressuscitado, mas destituído, e que ele se tornou um espírito. Se isto fosse verdade, então suas declarações em Lucas 24:36-39 teriam sido mentirosas; e quando ele mostrou aos discípulos as marcas dos pregos em suas mãos e pés, convidando--os a sentir a carne e ossos, teria sido um truque esperto para os enganar.
Além de discutir os pontos acima, você pode também pedir à testemunha de Jeová que leia os versículos onde Jesus tinha predito o que aconteceria com seu corpo: "Em resposta, Jesus disse lhes: 'Demoli este templo e em três dias o levantarei'. Os judeus disseram portanto: 'Este templo foi construído em quarenta e seis anos, e tu o levantarás em três dias?' Mas ele estava falando do templo do seu corpo" (João 2:19 21, Tradução do Novo Mundo).
A testemunha tem uma escolha a fazer   acreditar no que Jesus disse a respeito de sua ressurreição corpórea, ou acreditar no que a Torre de Vigia diz.

João
 João 1:1
No principio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
 Até por volta de 1950, as testemunhas de Jeová levavam consigo uma cópia da versão mais tradicional da Bíblia (porque ela enfatiza o nome Jeová por todo o Antigo Testamento). Mas enfrentavam o embaraçoso problema de tentar negar a divindade de Cristo, enquanto a Bíblia que tinham em mãos dizia claramente que "o Verbo era Deus". Este problema foi resolvido quando a Sociedade Torre de Vigia publicou sua própria Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas.
 Agora, quando os cristãos mencionam João 1:1 para as testemunhas de Jeová, elas podem responder, "isto não está na minha Biblia!" Pois podem se dirigir a João 1:1, na sua própria tradução, e ler "...A Palavra era [um] deus".
Reduzindo Jesus Cristo a "um deus", as testemunhas o colocam entre os "muitos deuses" e muitos "senhores" de 1 Coríntios 8:5   no mesmo nível de Satanás, "o deus deste sistema de coisas" (II Cor.4:4, Tradução do Novo Mundo).
   A Sociedade Torre de Vigia apresenta a Tradução do Novo Mundo como o trabalho anônimo da Comissão de Tradução da Bíblia Novo Mundo   e resiste a todos os esforços para identificar os membros da comissão. Dizem que fazem isto para que todo o crédito do trabalho vá para Deus. Mas um observador imparcial logo notará que tal anonimato também protege o tradutor de qualquer culpa pelos erros ou distorções em suas traduções. E evita que os eruditos verifiquem suas credenciais. De fato, aqueles que deixaram a sede administrativa da Sociedade Torre de Vigia nos últimos anos identificaram os supostos membros da comissão, revelando que nenhum deles era perito em hebraico, grego ou aramaico   os idiomas originais dos quais a Bíblia deve ser traduzida.
   Por muitos anos, as Testemunhas de Jeová se basearam na tra-dução de O Novo Testamento (1937) de Johannes Greber, uma vez que Greber também traduziu "...a Palavra era um deus". As publicações da Sociedade Torre de Vigia mencionavam ou citavam Greber para apoiar estas e outras traduções, como se segue:
Aid to Bible Understanding (Ajuda Para a Compreensão da Bíblia) (1969), p. 1.134 e 1.669.
Mke Sure of All Things   Hold Fast to What Is Fine (Certi-ficai vos de Todas as Coisas   Apegai vos ao Bem) (1965), p.489, edição norte americana.
A Sentinela, 15/09/62, página 554 (edição norte americana)
A Sentinela, 15/10/75, página 640 (edição norte americana)
A Sentinela, 15/04/76, página 231 (edição norte americana)
"The Word"   Who Is He? According To John (1962) (O Verbo   Quem É Ele? Segundo João (1962) página 5.
Entretanto, depois que as ex testemunhas deram considerável publicidade ao fato de que Greber era espírita e que declarava que os espíritos lhe mostravam que palavras usar em suas traduções, A Sentinela (01/04/83)   edição norte americana   declarou na página 31:
Esta tradução foi usada ocasionalmente em apoio à interpretação de Mateus 27: 52,53 e João 1:1, como apresentada na Tradução do Novo Mundo e outras versões bem fundamentadas da Bíblia. Mas como indicado em um prefácio da edição de 1980 de O Novo Testamento por Johannes Greber, este tradutor recorria ao "Mundo Espiritual de Deus" para o esclarecer sobre como deveria traduzir as passagens difíceis. É enunciado que: "Sua esposa, uma médium do Mundo Espiritual de Deus, era freqüentemente o instrumento usado para trazer as respostas corretas dos mensageiros de Deus ao Pastor Greber". A Sentinela considerou impróprio fazer uso de uma tradução que tenha uma descrição tão similar ao espiritismo (Deut.18:10 22). A sabedoria que forma a base para a explicação do texto acima mencionado na Tradução do Novo Mundo é sólida e por esta razão não depende absolutamente da tradução de Greber para sua consolidação. Nada se perde, portanto, ao parar de usar seu Novo Testamento.
Desta forma, parecia que a Sociedade só então havia descoberto as conexões espíritas de Greber e imediatamente se arrependia de tê-lo usado como base. Entretanto, isto também foi um engodo   porque a Sociedade Torre de Vigia já sabia das práticas espíritas de Greber desde 1956. A Sentinela, (edição norte americana) de 15/02/1956, contém quase uma página inteira escrita para alertar os leitores contra Johannes Greber e sua tradução. Esta se refere ao seu livro intitulado Communication with the Spirit - World: Its Laws and Its Purpose (Comunicação com o Mundo Espiritual: Suas Leis e Seus Propósitos) e declara: "Obviamente os espíritos nos quais o ex pastor Greber acredita o ajudaram em suas traduções" (A Sentinela, edição norte americana, 15/02/56, p.111). Com exceção do Novo Testamento de Greber e a tradução distorcida da Sociedade Torre de Vigia, outras traduções da Bíblia são quase unânimes em traduzir João 1:1 como "...a Palavra era Deus". E isto condiz com a declaração feita pelo apóstolo Tomé, também encontrada no Evangelho de João, chamando Jesus de "Senhor meu, e Deus meu!" (João 20:28). A Tradução do Novo Mundo das Testemunhas de Jeová ainda chama Jesus de "Deus" em João 20:28 e Isaías9:6.
De fato, sua Tradução Interlinear do Reino revela que no original grego é dito literalmente que Jesus é "o Deus" (HO THEOS) em João 20:28.
Qualquer um que acredita que o Pai é Deus, enquanto o Filho é "um deus" deveria ler Isaías 43 e 44, onde a palavra inspirada rejeita tal noção: "...antes de mim Deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. Eu, eu sou o SENHOR, e fora de mim não há salvador ... ...Acaso há outro Deus além de mim? Não, não há Rocha; não conheço nenhuma" (Is. 43:10,11, 44:8, destaques acrescentados)
 (Para informações adicionais sobre a divindade de Cristo e os esforços dos tradutores da Torre de Vigia em esconder isto em sua Bíblia, veja as considerações sobre Gênesis 18 1,2; Êxodo 3:14; Salmo 110 1; Isaias 9:6; Daniel 10:13 21; João 8:57,58; 20:28; e Hebreus 1:6.)
 João 3:3 7
 Em resposta Jesus disse lhe: Digo te em toda a verdade: A menos que alguém nasça de novo, não pode ver o reino de Deus. ...Vós tendes de nascer de novo (Tradução do Novo Mundo).
Mesmo que estas palavras apareçam em sua própria Bíblia, as testemunhas de Jeová não acreditam que devam nascer de novo. "Isto não se aplica a mim. Diz respeito aos 144 mil ungidos. Eu pertenço à 'grande multidão' que viverá na terra sob o domínio do Reino". Esta é a resposta típica que uma testemunha de- Jeová dará quando alguém lhe perguntar se é nascida de novo. (Veja as considerações sobre João 10:16 e Apocalipse 7:4 e 7:9, para informações a respeito de suas opiniões sobre os 144 mil e a "grande multidão" de "outras ovelhas".) A organização lhes tem especificamente ensinado que "as 'outras ovelhas' não necessitam de tal renascimento, porque sua meta é a vida eterna no paraíso terrestre restaurado, como súditos do Reino" (A Sentinela, edição norte americana, 15/02/86, p.14).
O primeiro passo é pedir à testemunha para ler com você na própria versão da Torre de Vigia o que a Bíblia realmente diz a respeito de nascer de novo em João 3:3 15. Destaque que Jesus não permitiu exceções quando diz: "a menos que alguém nasça de novo, não pode ver o reino de Deus" (v.3).
Então focalize 1 João 5: 1, onde a Tradução do Novo Mundo diz: "Todo o que crê que Jesus é o Cristo nasceu de Deus". Pergunte à testemunha de Jeová se a expressão "todo o que crê" deixa alguém de fora.
A seguir, conduza a testemunha para Gálatas 4:5,6, onde a Bíblia explica que "Cristo veio para que nós, em nossa parte, recebêssemos a adoção como filhos. Ora, visto que sois filhos, Deus enviou o espírito de Seu filho aos nossos corações e ele clama: 'Aba, Pai!"' (Tradução do Novo Mundo). Pergunte lhe se foi adotada como um filho de Deus, recebendo pessoalmente o Espírito do Filho de Deus, Jesus Cristo, em seu coração, como é descrito aqui. Em harmonia com a doutrina da Torre de Vigia, ela responderá: "não!".
Finalmente, volte se para Romanos 8. Primeiro, dirija a testemunha aos versículos 14 16, mostrando lhe que o capítulo está discutindo o mesmo assunto: receber o "espírito de adoção" e clamar: "Aba, Pai!"   que a testemunha diz não se aplicar a ela. Em seguida recorra a Romanos, início do capítulo 8, e leia com ela os versículos 1 7, comentando o contraste entre andar na carne e "andar no espírito". Assim você está preparado para chegar ao ponto crucial nos versículos 8 9:
De modo que os que estão em harmonia com a carne não podem agradar a Deus. No entanto, vós estais em harmonia, não com a carne, mas com o espírito. Se o espírito de Deus verdadeiramente morar em vós. Mas se alguém não tiver o espírito de Cristo, este não pertence a ele (Tradução do Novo Mundo, grifo acrescentado).
Lembre à testemunha que ela admitiu que não recebeu o espírito de Cristo para habitar em seu coração nascendo de novo pela adoção como filho  de Deus.  À luz dos versículos 8 e 9, portanto, poderá chegara qualquer conclusão a não ser a de que não pode agradara Deus, e que não pertence a Cristo?
Neste ponto você provavelmente deverá reler com ela Romanos 8. Uma vez que a passagem é raramente discutida nos estudos bíblicos em classes no Salão do Reino, a maioria das testemunhas- de Jeová não tem consciência do que a passagem diz. Mas, quando uma testemunha finalmente compreende o seu significado, isso pode ter um efeito devastador. Eu sei muito bem disto   porque, quando finalmente encontrei tais versículos, depois de treze anos na organização Torre de Vigia, eles me abalaram muito. Em pouco tempo eu estava confessando minha necessidade ao Salvador e orando para receber o Espírito de Cristo em meu coração. E   glória a Deus!   ele respondeu à minha oração.
Não fique, porém, desapontado se a testemunha de Jeová com a qual você está conversando responder com um argumento ao invés de uma oração. No meu próprio caso, eu li Romanos 8 em um período em que várias semanas de exame de alma e intensa leitura da Bíblia já tinham me levado a deixar a organização. Normalmente isso leva um período considerável de tempo   talvez mesmo meses ou anos   para que a informação necessária penetre e produza mudanças na testemunha de Jeová. Plante cuidadosa-mente e regue pacientemente   dessa forma Deus fará crescer! (I Cor. 3:6).
João 4:23
Não obstante, vem a hora, e agora é, quando os verdadeiros adoradores adorarão o Pai com espírito e verdade, pois, deveras, o Pai está procurando a tais para o adorarem (Tradução do Novo Mundo).
As testemunhas de Jeová geralmente usam este versículo em seu trabalho de pregação de porta em porta. Após cumprimentar o chefe da família, elas perguntam: "Quem você adora como Deus? Qual é o nome dele?" Se a resposta dada é "o Senhor", ou "Deus", as testemunhas respondem: "isto é um título. Qual é o nome de Deus?" Muitas pessoas, então, responderão: "Jesus!" Depois do que as testemunhas lerão João 4:23 e então comentarão:
"Vocês não são adoradores reais, porque vocês estão adorando o Filho. A Bíblia diz aqui que os verdadeiros adoradores adoram o Pai. Você sabe o nome do Pai?" Dessa forma as testemunhas de Jeová procedem à apresentação de seus argumentos padronizados sobre o nome Jeová.
Muitas das atividades de pregação das testemunhas seguem este mesmo tema: negação à divindade de Cristo, enquanto ensinam que apenas o Pai (Jeová) deve ser adorado. Para estabelecer esta doutrina, elas conduzem seus novos estudantes em um estudo dirigido pela Bíblia, cautelosamente evitando passagens como: Isaías 9:6; Mateus 28:9; João 1:1, 8:58,59, 20:28; Colossenses 2:9; Hebreus 1:6;e assim por diante   tudo o que revele a divindade de Cristo e o acerto de prestar adoração a ele.
De fato, os tradutores da Torre de Vigia, ao prepararem A Tradução do Novo Mundo, foram cautelosos em traduzirem proskuneo (adoração, obediência, reverência) de uma maneira muito seletiva. Onde quer que a palavra seja usada como referência ao Pai, elas traduzem como "adoração", mas onde quer que se refira ao Filho, traduzem como "reverência". (Veja as considerações sobre Hebreus 1:6 para maiores detalhes.)
Após concordarem que o Pai deve ser adorado, pergunte à testemunha de Jeová se ela respeita os desejos do Pai em outras questões também. Naturalmente, sua resposta será "Sim!". Então, dirija a em sua própria Bíblia para João 5:23, onde é dito que o Pai pede "que todos honrem o Filho, assim como honram o Pai..." Se a testemunha não dá venerável honra ao Filho, então sua adoração do Pai é vã, porque o mesmo versículo continua dizendo: "Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou."
(Veja também Gênesis 18:1,2; Êxodo 3:14; Salmo 110:1; Isaías 9:6 Daniel 10:13 21;e Hebreus 1:6.)
João 6:53
Da mesma forma, Jesus declarou: Digo vos em toda a verdade: a menos que comais a carne do Filho do homem e bebais o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos (Tradução do Novo Mundo).
Este é um versículo importante para trazer à tona uma discussão com as testemunhas de Jeová. Elas foram instruídas a recusar não apenas a comunhão mas também rejeitar a vida nova que vem para todos os que crêem no sangue derramado e no corpo crucificado de nosso Senhor. Se excluem da nova aliança ratificada pelo sangue de Cristo.
(Para sugestões de como discutir com elas esta questão, veja Mateus 26:27 e Apocalipse 7:9.)
João 8:58
Respondeu-lhes Jesus: E m verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou.
Para evitar a implicação óbvia referente à divindade de Cristo, os tradutores da Torre de Vigia mudaram as palavras de Jesus em sua tradução onde se lê: "antes de Abraão vir à existência, eu tenho sido".
(Veja as considerações sobre Êxodo 3:14, onde Deus revelou-se para Moisés como o "EU SOU".)
João 10:16
Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco; a essas também me  importa conduzir, e elas ouvirão a minha voz; e haverá um rebanho e um pastor.
Se Jesus estava aqui chamando os crentes gentios do futuro de suas "outras ovelhas", como é comumente compreendido, então ele estava sugerindo para seus discípulos judeus que haveria um tempo quando seu rebanho abrangeria um corpo mundial de crentes de todas as nacionalidades. Mas a Sociedade Torre de Vigia atribui um significado diferente a este texto. Ela contrasta as "outras ovelhas" com o "pequeno rebanho" mencionado em Lucas 12:32, onde o Senhor diz: "Não temas, ó pequeno rebanho! porque a vosso Pai agradou dar-vos o reino"; o "pequeno rebanho", dizem as testemunhas de Jeová, são 144 mil crentes ungidos com o espírito que compõem o corpo de Cristo e irão para o céu, enquanto as "outras ovelhas" incluem todos os outros crentes - aqueles que receberam vida eterna na terra. A oportunidade de se tornar parte do "pequeno rebanho" terminou no ano de 1935, como conta sua história; desta forma, hoje mais de 99% das testemunhas de Jeová se consideram parte da classe das "outras ovelhas".
Este problema poderia parecer quase acadêmico, exceto pelo fato de que aqueles que se vêem como as "outras ovelhas" se excluem assim não apenas do paraíso, mas também da nova aliança mediada por Cristo e de tudo o que a Bíblia promete aos membros do corpo de Cristo.
(Para refutar a doutrina de que os cristãos estão divididos nas classes celeste e terrestre, veja as considerações sobre Apocalipse 7:4 [a respeito do "pequeno rebanho" de 144 mil] e Apocalipse 7:9 [a respeito da "grande multidão" das "outras ovelhas"]).
Além da vasta maioria de testemunhas de Jeová, a Sociedade Torre de Vigia também lança todos os crentes pré cristãos na classe das "outras ovelhas" com uma esperança terrestre. Desse modo, as testemunhas acreditam que Abraão, Isaque, Jacó, os profetas, e assim por diante, não vão para o paraíso. A melhor resposta a isto é ler o capítulo 11 de Hebreus, o qual se refere a vários crentes pré cristãos, homens e mulheres (incluindo os patriarcas e os profetas), e então diz deles que: "eram estrangeiros e peregrinos na terra... Mas agora desejam uma pátria melhor, isto é, a celestial. Pelo que também Deus... lhes preparou uma cidade" (Heb. 11:13 16). Que cidade na pátria celestial? Evidentemente, a "cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial" (Heb. 12:22).
(Veja também as considerações sobre Salmos 37:9,11,29,115:16; Mateus 23:43; e Apocalipse 7:9).
João 14:28
Se me amásseis, alegrar vos íeis de que eu vá para o Pai; porque o Pai é maior do que eu.
Este é o versículo favorito das testemunhas de Jeová ao argumentarem contra a divindade de Cristo. Elas começam citando "o credo atanasiano" : "Nesta trindade ninguém está antes, ou depois do outro; ninguém é maior ou menor que o outro. Mas todas as três pessoas são co eternas e co iguais." Então elas lerão as palavras de Jesus que dizem que o Pai é maior do que o Filho, ao contrário de "igual", como diz aquele credo.
Não deixe que as testemunhas de Jeová o atraiam para esta armadilha. Lembre lhes que Jesus estava falando em uma época em que tinha feito como é mencionado em Filipenses 2:6,7: "O qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando se em semelhante aos homens." Naturalmente, então, Cristo poderia falar do Pai como sendo "maior que eu". O Filho tinha até mesmo se tornado "menor que os anjos", em função de agir como Salvador dos homens (Heb. 2:9).
(Veja também as considerações sobre Isaías 9:6; João 1:1, 20:28; e Apocalipse 1:7,8.)
João 16:13
Quando vier, porém, aquele, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas vindouras.
A série completa dos versículos de João 16:7 15 é uma excelente passagem à qual se pode recorrer quando estivermos discutindo sobre o Espírito Santo com as testemunhas de Jeová. As testemunhas de Jeová negam tanto a divindade quanto a personalidade do Espírito Santo, afirmando ao invés disso que "ele" é simplesmente uma "força ativa" impessoal. Mas aqui, Jesus claramente referiu se ao Espírito Santo como "Ele" (um pronome pessoal) e descreveu o Espírito como conversando, ouvindo, falando, e assim por diante   atividades de natureza pessoal.
(Veja também Gênesis 1:1,2; Mateus 3:11; Atos 2:4, 5:3,4 e I Coríntios 6:19.)
João 17:3
Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo (Tradução do Novo Mundo).
Um dos versículos citados mais freqüentemente pelas testemunhas de Jeová que batem à porta é João 17:3. Elas o usam de duas maneiras diferentes:
Primeira, apesar da maioria das traduções apresentarem o grego como "conhecer" a Deus, a versão da Torre de Vigia diz "tomando conhecimento". Isto habilita as testemunhas a usarem este versículo ao oferecerem aos ouvintes "um estudo grátis da Bíblia" para receberem "o conhecimento de Deus". Aqueles que aceitam a oferta são rapidamente desviados da Bíblia para um dos muitos livros publicados pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados.
Depois disso, as pessoas que estudam com as testemunhas estão "sempre aprendendo, mas nunca podendo chegar ao pleno conhecimento da verdade" (II Tim.3:7). O próprio Jesus Cristo revelou que ele é: "o caminho, e a verdade, e a vida", e que "ninguém vem ao Pai, senão por mim (João 14:6). Os "fatos" que continuam enchendo as mentes das testemunhas nunca suprem a falta de um verdadeiro conhecimento de Jesus, a verdade viva.
Isto se assemelha à situação de um jovem admirador de um famoso astro do cinema que tenha visto todos os seus filmes, lido todos os volumes de seu material biográfico, e decorado suas paredes com retratos de seu astro. Todavia, todo esse conhecimento nunca poderá chegar ao tipo de relacionamento desfrutado pelo filho adotivo desse astro, que vive em relação íntima com ele. O cristianismo real envolve a adoção por Deus como seu filho, e realmente o vir a conhecê lo (veja Gál. 4:5 9; Rom. 8:14 39). O "conhecimento" fornecido pela Torre de Vigia nunca pode se igualar a este.
A segunda forma em que as testemunhas de Jeová usam João 17:3 é para negar a divindade de Cristo. Elas mostram que Jesus chamou o Pai de "o único Deus verdadeiro" e fazem distinção entre "tu, o único Deus verdadeiro" e "aquele que enviaste, Jesus Cristo". É claro, a relação do Pai, Filho e Espírito Santo dentro da trindade é uma questão que até mesmo os cristãos mais ortodoxos podem ver no máximo "como através de um espelho, obscura-mente", enquanto nós desejamos ansiosamente estar com Deus e, só então, vê lo "face a face" (I Cor. 13:12).
Mas agora podemos ver claro o suficiente para saber que a Sociedade Torre de Vigia está distorcendo João 17:3.
Se a referência ao Pai como "o único verdadeiro Deus" significasse a exclusão do Filho da divindade, então o mesmo princípio de interpretação se aplicaria a Judas 4, onde Cristo é chamado "nosso único dono e senhor" (Tradução do Novo Mundo, grifo acrescentado). Isto excluiria o Pai do senhorio e da propriedade. As testemunhas falam ainda do Pai como "o Senhor Jeová", contudo Judas 4 chama Jesus de nosso "único" Senhor. E o Espírito Santo é chamado "Senhor" em II Coríntios 3:17. Obviamente, o uso da palavra único não é exclusiva com referência ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Jesus sendo chamado nosso "único" Senhor não exclui o senhorio do Pai e do Espírito Santo, e o Pai sendo chamado "o único" Deus verdadeiro não exclui o Filho e o Espírito Santo da divindade.
(Veja também as considerações sobre Gênesis 18:1,2; Êxodo 3:14; Salmo 110:1;Isaías 9:6; João 1:1, 20:28; e Apocalipse 1:7,8.)
João 20:25
Conseqüentemente, os outros discípulos diziam lhe: Temos visto o Senhor! Mas, ele lhes disse: A menos que eu veja nas suas mãos o sinal dos pregos e ponha o meu dedo no sinal dos pregos, e ponha minha mão no seu lado, certamente não acreditarei (Tradução do Novo Mundo).
Os cristãos fazem bem em discutir esta passagem com as testemunhas de Jeová que negam que Jesus morreu em uma cruz.
Negar que Jesus morreu na cruz é uma doutrina básica das testemunhas de Jeová. De fato, as testemunhas consideram qualquer um que acredita na cruz um "falso beato pagão". Ao invés disto, a Sociedade Torre de Vigia ensina que Jesus foi pregado em uma "estaca de tortura"   um poste vertical, como um mastro de bandeira, sem nenhuma trave horizontal. Em qualquer lugar onde a palavra cruz é mencionada, em outras Bíblias, a Tradução do Novo Mundo usa a expressão estaca de tortura.
A ilustração da morte do Senhor em seus livros mostram Jesus com seus braços colocados juntos, logo acima da cabeça, com um único cravo pregando ambas as mãos na estaca. Durante anos, todas as publicações da Sociedade Torre de Vigia descreveram a morte de Jesus desta forma   com um único cravo pregando suas mãos a uma "estaca de tortura". Mas, o que dizem as Escrituras? Era um cravo que pregava as mãos de Jesus acima de sua cabeça,  ou  eram dois cravos  que pregavam suas mãos nos finais opostos do travessão da cruz? Em João 20:25, a Bíblia nos diz que o após-tolo Tomé disse o que é relatado no versículo acima. Mesmo na Bíblia da Torre de Vigia, Tomé falou dos "pregos" (plural) nas mãos de Jesus   não um único prego, como nas ilustrações da Torre de Vigia.
Portanto, apesar de os líderes das Testemunhas de Jeová terem retirado a palavra cruz de suas Bíblias, eles se descuidaram em não retirar o segundo cravo das mãos de Jesus   retendo, portanto, a evidência de que ele morreu por crucificação, ao invés de por fixação em estaca de tortura como ensinam.
João 20:28
Em resposta Tomé disse lhe: Meu Senhor e meu Deus! (Tradução do Novo Mundo).
Sim, este versículo realmente aparece na Bíblia das Testemunhas de Jeová! Talvez mude nas edições futuras, mas, enquanto ainda estiver lá, nós podemos indicá-lo para as testemunhas de Jeová, em nossas conversas a respeito da divindade de Cristo. Tomé, apesar deter duvidado por mais tempo que os outros apóstolos, finalmente veio a aceitar Cristo como Senhor e Deus   não "um deus" como os líderes da Torre de Vigia têm traduzido de forma errônea em João 1:1, mas "Deus", como as palavras de Tomé demonstram.
As testemunhas de Jeová acham este versículo muito difícil de se discutir porque não admitem o simples fato de que ele declara a divindade de Cristo. Tipicamente, elas tentam discuti lo de duas maneiras:
Primeiro, a testemunha de Jeová menos instruída pode tentar refutar o versículo dizendo: "Tomé estava apenas exclamando sua surpresa. Se víssemos um amigo retornar da morte, nós, também, diríamos: 'oh! Meu Deus!' em total surpresa. Tomé não quis dizer nada com isso!"
Se uma testemunha usar esta abordagem, nós devemos perguntar-lhe: "Você está dizendo que Tomé estava usando o nome de Deus em vão? Isto seria blasfêmia! Tomé certamente não faria isso!" Então, mostre lhe que no próximo versículo Jesus comentou o que Tomé havia dito. Se Tomé tivesse dito "Deus" em vão, Jesus certamente o teria repreendido por isso, mas, ao invés, ele reconheceu que Tomé tinha finalmente "acreditado". Acreditado em quê? Que Jesus Cristo é Senhor e Deus!
Segundo, uma testemunha mais sofisticada seguirá a abordagem sugerida na página 213 do livro da Sociedade Torre de Vigia de 1985, Reasoning from the Scriptures [Raciocínios à Base das Escrituras]. Ela mencionará que o capítulo 20 de João termina dizendo: "estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus..." (v. 31). Para a testemunha de Jeová, o fato de que o Pai é Deus, e que Jesus é o Filho do Pai, automaticamente nega a divindade do Filho. Mas isto não é o que as Escrituras ensinam. (Veja os versículos relacionados abaixo.) A testemunha pode também citar João 20:17, onde Jesus refere se ao Pai como "meu Deus", como a tão falada prova de que Jesus não é Deus. Contudo, em Hebreus 1:10, o Pai chama o Filho "Senhor"   obviamente sem colocar em dúvida o fato de que o Pai, também , é "Senhor".
Visto que as testemunhas de Jeová referem se a Jesus como "um deus" em contraste com o Pai, o qual eles chamam "o Deus", você pode levar a testemunha de Jeová a procurar João 20:28 em sua própria Tradução Interlinear do Reino (1985). Palavra por palavra nos textos gregos mostram que Tomé literalmente chamou Jesus "o meu Senhor e o meu Deus!"
(Veja também Gênesis 18:1,2; Isaías 9:6; Daniel 10:13 21, 12:1; João 1:1; Apocalipse 1:7,8; e outros versículos pertinentes relacionados no Índice de Assuntos.)

Atos
 Atos 1:5
Porque, na verdade, João batizou em água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias.
 (Veja as considerações sobre Mateus 3:11, que tratam do mesmo assunto.)
Atos 2:4
Todos eles ficaram cheios do espírito santo (Tradução do Novo Mundo).
O livro da Torre de Vigia de 1982, You Can Live Forever in Paradise on Earth (Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra), diz: "'Todos eles ficaram cheios do espírito santo'. (At.2:4). Eles ficaram 'cheios' de uma pessoa? Não, mas ficaram cheios da força ativa de Deus. Portanto, os fatos tornam claro que a trindade não é um ensinamento bíblico... Como o espírito santo poderia ser uma pessoa, sendo que encheu cerca de 120 discípulos ao mesmo tempo?" (p.40 41). E a nota de rodapé da página 41 pergunta: "Como o derramamento do espírito santo nos seguidores de Jesus prova que ele não é uma pessoa?"
Estes argumentos das testemunhas não provam nada disso. Se o derramamento do Espírito Santo (At. 2:33, 10:45; e assim por diante) fosse evidência contra sua personalidade, então o apóstolo Paulo também não seria uma pessoa, porque Paulo escreveu acerca de si mesmo: "eu esteja sendo derramado..." (Fil. 2:17, Tradução do Novo Mundo) e: "...já estou sendo derramado..." (11 Tim. 4:6, Tradução do Novo Mundo). Uma vez que o apóstolo Paulo, obvia-mente uma pessoa real, poderia ser mencionado na Bíblia como sendo "derramado", então a mesma expressão dizendo respeito ao Espírito Santo dificilmente poderia ser usada como uma prova contra a personalidade do Espírito.
Da mesma forma, a profecia do Antigo Testamento diz de Jesus Cristo, "fui derramado como água" (Sal. 22:14, Tradução do Novo Mundo). Por esta razão, aplicar os argumentos da Torre de Vigia fariam também dele uma simples força impessoal. Obvia-mente, este argumento é uma ilusão.
Mas, e a respeito do problema dos discípulos serem "cheios" com o Espírito Santo? Ao invés de sustentar o que as testemunhas -de Jeová acreditam, este versículo realmente prova o oposto: a saber, que o Espírito Santo é o próprio Senhor Deus.  Ele é  quem "a   tudo  enche  em  todas  as  coisas"  (Ef. 1:23),  "que cumpre tudo em todas as coisas" (Imprensa Bíblica Brasileira). Mesmo a Tradução do Novo Mundo das Testemunhas de Jeová se refere a ele "que em tudo preenche em todas as coisas" em Efésios 1:23. Pergunte à testemunha de Jeová se este "ele" que preenche todos os discípulos não é uma pessoa divina.
A seguir, mostre lhe que o Espírito Santo pode falar (At. 13:2), testemunhar (João 15:26), "dizer o que ele ouve" (João 16:13) e "sentir se magoado" (Is.63:10, Tradução do Novo Mundo).
Finalmente, peça lhe para ler II Coríntios 3:17. A maior parte das traduções deste versículo diz: "o Senhor é o Espírito." A Bíblia da Torre de Vigia diz: "Jeová é o Espírito." Obviamente as Escrituras ensinam que o Espírito Santo é uma pessoa divina   ninguém além do próprio Deus.
(Veja também as considerações sobre Mateus 3:11; João 16:3; Atos 5:3,4; e I Coríntios 6:19.)
Atos 5:3,4
 Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço do terreno? ...Não mentiste aos homens, mas a Deus.
  Convide uma testemunha de Jeová a ler esta passagem; então pergunte lhe para quem Ananias mentiu. Pedro menciona isto duas vezes: ele mentiu para o Espírito Santo; ele mentiu para Deus. Isto revela que o Espírito Santo é uma pessoa   (Como alguém poderia mentir para uma "força"?)   e que esta pessoa é Deus.
Você pode ter que ler esta passagem várias vezes com a testemunha antes que ela comece a compreender estes versículos. As testemunhas de Jeová estão tão acostumadas a pensar no Espírito Santo como "isto"   "força ativa de Jeová"   que suas mentes têm dificuldade até mesmo de cogitar o pensamento do Espírito Santo como uma pessoa.
Uma passagem não será suficiente para convencer a testemunha da personalidade e divindade do Espírito Santo. Veja também nossas considerações sobre João 16:13; Romanos 8:26,27; e I Coríntios 6:19. A testemunha pode ainda fazer objeção à personalidade do Espírito, dizendo que o Espírito Santo pode ser " derramado", e que as pessoas podem ser "cheias" e "batizadas" no Espírito Santo. Se tais argumentos forem usados, veja nossas considerações sobre Mateus 3:11 e Atos 2:4.
 Atos 7.59,60
 Apedrejavam, pois, a Estêvão que orando, dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito! E pondo se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. Tendo dito isto, adormeceu...
As testemunhas de Jeová nunca se dirigem a Jesus em oração. Elas foram instruídas que suas orações devem ser dirigidas apenas ao Pai e que devem chamá-lo "Jeová". Se uma testemunha fosse ouvida orando a Jesus, seria julgada por um Comitê Judicial e desassociada, a menos que se arrependesse de seu "pecado".
Mas a passagem das Escrituras mencionada acima mostra claramente Estêvão orando a Jesus Cristo, o Senhor ressurreto. (A Bíblia das Testemunhas de Jeová trocou a palavra "Senhor" no v.60 para "Jeová", mas o v.59 ainda diz "Jesus".)
Uma testemunha pode alegar que Estêvão não estava orando a Jesus; estava simplesmente falando com ele face a face, porque teve uma visão. Neste caso, peça à testemunha de Jeová para ler o contexto. A visão mencionada no versículo 56 tomou lugar quando Estêvão estava em Jerusalém, sendo julgado perante a corte do Sinédrio. Quando disse aos judeus que tivera uma visão de Cristo no céu à direita do Pai, eles se enfureceram. Terminado o julga-mento, arrastaram Estêvão para fora do recinto, conduziram-no pelas ruas da cidade, escoltaram-no por todo o caminho para fora da cidade (v. 57), e então o apedrejaram. Esses acontecimentos, naturalmente, tomaram um considerável espaço de tempo. Não existe indicação de que esta visão se repetiu novamente fora da cidade. No momento de seu apedrejamento, certamente como as Escrituras declaram, estava orando a Jesus.
Atos 15:28,29
 Porque pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo alem destas coisas necessárias:  Que  vos  abstenhais  das  coisas  sacrificadas  aos  ídolos,  e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição; e destas coisas fareis bem de vos guardar. Bem vos vá.
As testernunhas de Jeová usam este versículo, juntamente com regulamentos dietéticos do Antigo Testamento, para sustentar a proibição de sua organização contra transfusão de sangue.
Elas vêem a passagem acima como uma lei de Deus, estendendo a proibição dietética judaica sobre as congregações cristãs futuras. Mas a igreja primitiva tratava esta carta apostólica como uma determinação permanente? Obviamente, a idolatria é permanentemente proibida, mas e a respeito dos outros preceitos mencionados na carta? E a respeito de se oferecer carne aos ídolos? Paulo discutiu este assunto demoradamente em sua Primeira Carta aos Coríntios, indicando que "um ídolo nada é" e que "não somos piores se não comermos, nem melhores se comermos". Ele argumenta contra comer tal carne, quando isto se torne um obstáculo para os novos crentes que apenas recentemente abandonaram a adoração idólatra. (Veja 1 Cor. 8:1 13.) Mas, geralmente, os cristãos são livres para comer "de tudo quanto se vende no mercado, nada perguntando por causa da consciência" e para comer "de tudo o que puser diante de vós" na casa de incrédulos (I Cor. 10:25 27).
Desse modo, a parte da carta de Atos 15 que se refere a carnes oferecidas aos ídolos não deve ter sido vista como uma determinação permanente para a igreja. Não existem fundamentos, então, para se afirmar que a declaração acerca do sangue tem força hoje também.
Mas, mesmo que tenha, as Escrituras estão referindo-se a dieta alimentar, e não a transfusão de sangue. Tomar uma regulamentação dietética e estendê-la ao ponto de negar um processo médico para se salvar a vida de um homem à morte é fazer como os judeus fariseus que ficaram furiosos quando Jesus curou um homem no sábado (Luc.6:6 11).A carta publicada em 8 de dezembro de 1984 na edição do The Concord Monitor (New Hampshire) fala de anciãos das Testemunhas de Jeová interrogando um paciente terminal de câncer em um hospital e desassociando-o em seu leito de morte porque aceitara uma transfusão de sangue. Nós facilmente poderíamos imaginar os fariseus fazendo a mesma coisa   mas agiria Jesus dessa forma?
 (Veja também as considerações sobre Gênesis 9:4 e Levítico 7:26, 27.)

Romanos
Romanos 8:8,9
... os que estão na carne não podem agradar a Deus. Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.
Esta passagem é muito útil para demonstrar às testemunhas de Jeová sua necessidade de nascer de novo como filhos de Deus. Elas esperam agradar a Deus com o trabalho do qual se ocupam. Mas ainda estão na carne, e, portanto, "não podem agradar a Deus", não importando o quanto trabalhem.
(Iniciando com o versículo 1, leia com a testemunha de Jeová todo o capítulo de Romanos 8, especialmente e inclusive o versículo 17. Veja também nossas considerações sobre João 3:3.).
Romanos 8:26,27
Do mesmo modo também o Espírito nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo inter-cede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que esquadrinha os corações sabe qual é a intenção do Espírito: que ele, segundo a vontade de Deus, intercede pelos santos.
As testemunhas de Jeová raramente encontram esta passagem em seus "estudos bíblicos" pré organizados porque seus líderes preferem saltá-la ou ignorá-la. Ela simplesmente não se encaixa em suas concepções do Espírito Santo como uma "coisa"   uma "força ativa" impessoal.
Convide a testemunha de Jeová a ler estes versículos com você, e então faça algumas perguntas: Uma "força" pode fazer inter-cessão por nós? Uma "força" tem mente? A própria Tradução do Novo Mundo das Testemunhas diz que o Espírito "implora" por nós (v.26). Pode uma força impessoal implorar por pessoas?
(Para ajudar a testemunha a meditar mais profundamente sobre a personalidade e divindade do Espírito Santo, convide-a a considerar também João 16:13; Atos 5:3,4; e I Coríntios 6:19. [Veja os comentários sobre estes versículos.])
Romanos 14:7 9
Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si. Pois se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, quer vivamos quer morramos, somos do Senhor. Porque já foi para isto mesmo que Cristo morreu e tornou a viver, para ser Senhor tanto de mortos como de vivos.
Este é um excelente exemplo para se demonstrar que a Bíblia das Testemunhas de Jeová é uma tradução distorcida, contendo vários versículos que foram alterados para se encaixarem nas doutrinas da Torre de Vigia.
Como se lê na versão acima, e virtualmente em todas as outras traduções, esta passagem mostra nossa relação com Cristo tanto na vida quanto na morte. O versículo 9 é logicamente ligado ao que o precede nos versículos 7 e 8. Mas, agora, note o quanto os tradutores da Torre de Vigia mudaram o versículo em suas Bíblias:
Nenhum de nós, de fato, vive somente para si mesmo, e ninguém morre somente para si mesmo; quer vivamos, vivemos para Jeová, quer morramos, morremos para Jeová. Portanto, quer vivamos, quer morramos, pertencemos a Jeová. Pois, para este fim morreu Cristo e passou a viver novamente, para que fosse Senhor tanto sobre os mortos como [sobre] viventes (Rom. 14:7 9, Tradução do Novo Mundo).
Traduzindo a mesma raiz grega Kyrios como "Jeová" nos versículos 7 e 8,e como "Senhor" no 9, a Torre de Vigia faz com que o versículo 9 não dê seqüência lógica aos anteriores. Lembrando que os líderes das Testemunhas de Jeová ensinam que "Jeová" é o nome de Deus Pai apenas, e que Jesus Cristo é um mero ser criado (um anjo), podemos perceber que eles mudaram totalmente o sentido desta passagem. Em sua tradução, o objeto da discussão, no caso Deus, passa a ser uma de suas criaturas como se lê nos versículos 8 e 9, e portanto o versículo 9 não é mais ligado, logicamente, com o versículo anterior. Você não precisa ser um erudito em grego para ver que alguma coisa está errada com a tradução da Sociedade Torre de Vigia.
Na Bíblia das Testemunhas de Jeová, em Romanos 14:7 9, tem se a impressão de que se está falando de duas pessoas diferentes. Ainda, uma rápida consulta na própria Tradução Inter-linear do Reino demonstra que a mesma palavra raiz, Kyrios ("Senhor"), aparece em três versículos. Com o objetivo de ser consistente, a tradução deveria usar "Senhor" por toda a passagem.
Mas por que os tradutores da Sociedade Torre de Vigia não traduziram Kyrios como "Jeová" em todos os três versículos? Porque desta forma se leria: "Nenhum de nós, de fato, vive somente para si mesmo, e ninguém morre somente para si mesmo; quer vivamos, vivemos para Jeová, quer morramos, morremos para Jeová. Portanto, quer vivamos, quer morramos, pertencemos a Jeová. Pois para este fim morreu Cristo e passou a viver novamente, para que fosse Jeová tanto sobre os mortos como sobre os viventes"   um pensamento totalmente inaceitável na teologia da Torre de Vigia!
De muitas outras maneiras, a Tradução do Novo Mundo distorce versículos para se encaixarem na doutrina da organização. Ao invés de ser chamada a versão da Bíblia da Torre de Vigia, ela deveria ser chamada sua perversão da Bíblia.
(Veja também nosso capítulo 2, "A Bíblia Que as Testemunhas de Jeová Usam".) 

1 Coríntios
1 Coríntios 1:10
Rogo vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que sejais concordes no falar, e que não haja dissensões entre vós; antes unidos no mesmo pensamento e no mesmo parecer.
A Sociedade Torre de Vigia usa este versículo para impor sobre seus seguidores um grau de conformidade quase inacreditável para nós. Mas, ao invés de se irritar com isso, as testemunhas orgulham-se de sua total obediência à Sociedade, como evidência de que são os únicos cristãos verdadeiros, porque só entre elas "todos falam de acordo" e são "unidas na mesma mente e na mesma maneira de pensar" (I Cor. 1:10, Tradução do Novo Mundo).
São especialmente instruídas a "não aceitar ou ler a literatura religiosa das pessoas que encontram" (A Sentinela, edição norte--americana, 01/05/84, p.31), não dar ouvidos a "críticas contra a organização de Jeová" (A Sentinela, edição norte americana, 15/05/84, p. 17) e não proferir palavras "expressando críticas à maneira pela qual os anciãos designados estão lidando com os problemas" (A Sentinela, edição norte americana, 15/01/84, p. 16). As testemunhas devem até mesmo "evitar pensamentos independentes... questionando o conselho que é fornecido pela visível organização de Deus", e "lutar contra pensamentos independentes" (A Sentinela, edição norte americana, 15/01/83, p. 22, 27).
Mas, quis o apóstolo Paulo, ao escrever aos coríntios, dizer que deveriam não apenas terminar com suas divisões cismáticas, mas também submeter se totalmente a alguns líderes humanos, em inquestionável obediência   como robôs sem mente? Dificilmente! Outra carta de Paulo aos romanos revela que existia espaço suficiente para liberdade individual na igreja primitiva:
Um acha que pode comer de tudo, ao passo que o fraco só come verdura. Quem come não despreze aquele que não come; e aquele que não come não condene aquele que come; porque Deus o acolheu... H á quem faça diferença entre dia e dia e há quem ache todos os dias iguais: cada um siga sua própria convicção (Rom. 14:2 5, A Bíblia de Jerusalém).
Como cristãos, nós devemos certamente estar unidos no fundamento de nossa fé, todos unidos em seguir a Cristo como Senhor e tendo-o como nosso Salvador, mas existindo também espaço para diversidade. Poderíamos até mesmo discordar em questões a ponto de exigir uma reunião, sem a presença dos que têm opinião diferente. Por exemplo, seria difícil para aqueles que comem carne e para os vegetarianos compartilhar de um banquete, e aqueles que não observam um "dia santo", em particular, normalmente não participariam do culto com outros que o celebram. Mas tais discordâncias não deveriam permitir que se quebre o elo de amor que nos une como irmãos e irmãs em Cristo. Mesmo que nosso irmão pense de maneira diferente sobre certos assuntos, nós deveríamos acolher "o fraco sem discutir suas opiniões" (Rom. 14:1,  A Bíblia de Jerusalém).  Mostre à  testemunha  de Jeová que isso não é conformidade, mas amor, que é "o perfeito vínculo de união" (Col. 3:14, Tradução do Novo Mundo).
Ao discutir sobre este problema com a testemunha, você deve admitir livremente que os cristãos lamentam as divisões que infestam a igreja. Algumas dessas divisões são devidas a tradições que se desenvolveram através dos séculos em diferentes localidades devido à separação geográfica e barreiras idiomáticas. Outras são o resultado de diferenças sinceras de opinião entre homens que igual-mente respeitam a Bíblia e aceitam o senhorio de Cristo, mas que chegaram a diferentes conclusões nas áreas sobre o que a Escritura fala ambiguamente ou nada-fala. A solução, entretanto, não repousa sobre alguns líderes de organizações que se levantam e anunciam ao mundo: "Todos devem concordar conosco! Assim nós teremos todos 'uma mente' como verdadeiros cristãos." Esta abordagem foi tentada muitas vezes, e isto leva, apenas, a divisões ainda mais profundas. De fato, existem vários grupos religiosos exclusivistas que se declaram "os únicos cristãos verdadeiros"; a Sociedade Torre de Vigia é apenas uma entre muitas. Encontrar aqueles que concordam com você, e então excluir o resto do mundo, não é a fórmula para a verdadeira unidade cristã.
Sugira também à testemunha que observe uma área na qual a Sociedade Torre de Vigia viola especificamente a admoestação bíblica. A questão dos feriados ou dias santos. Como nós notamos acima, Romanos 14:5,6 dá margem para cristãos individualmente observarem dias especiais que outros cristãos talvez não observem. Ainda assim, as testemunhas de Jeová que ousarem celebrar Natal ou Páscoa ou Dia de Ação de Graças (ou mesmo Dia das Mães!) são imediatamente colocadas em julgamento perante um Comitê Judicial e desassociadas   totalmente separadas dos amigos e da família.
(Para maiores considerações sobre a conformidade das testemunhas de Jeová nas instruções da Sociedade Torre de Vigia, veja Mateus 24:45; e Apocalipse 19:1.)
1 Coríntios 6:19
Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuis da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?
Use a seguinte argumentação quando discutir com uma testemunha de Jeová, a respeito da divindade do Espírito Santo:
Ao lado do templo do verdadeiro Deus na antiga Jerusalém, as Escrituras mencionam muitos outros templos   por exemplo: o templo de Dagom (I Sam. 5:2), o templo de Júpiter (At. 14:13), o templo de Diana (At. 19:35), e assim por diante. Cada um era o templo de alguém, ou do Deus verdadeiro ou de um deus falso. Mas a Bíblia também mostra que o corpo físico de cada cristão individualmente se torna um templo. Templo de quem? Um "templo do Espírito Santo" (I Cor. 6:19).
Não reconhecendo o Espírito Santo como uma pessoa, a saber, o próprio Deus, os seguidores da Torre de Vigia acham impossível de se compreender estes ensinamentos das Escrituras: que Deus se torna personalidade presente dentro de cada crente. Ainda assim, sua própria Tradução Interlinear do Reino, traduzida do grego palavra por palavra, diz: "... o seu corpo habitação divina do espírito santo que está em vós em..." Obviamente, estas palavras indicam que o Espírito Santo é divino e que ele habita nos cristãos.
A promessa deste relacionamento íntimo com Deus foi dada por Jesus quando ele disse: "... Eu pedirei ao Pai e ele dará a vocês outro Consolador, e Este nunca deixará vocês. É o Espírito Santo, o Espírito que conduz a toda verdade" (João 14:16,17, O Novo Testamento Vivo). Ore para que as testemunhas de Jeová venham a conhecer a Deus desta forma íntima.
(Veja também as considerações sobre João 16:13; e Atos 5:3,4.)
1 Coríntios 8:6
Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual existem todas as coisas, e por ele nós também.
"Existe somente um Deus", diz a testemunha de Jeová usando este versículo, "e quem é ele? O Pai! Portanto, Jesus não é Deus". Entretanto, existe uma brecha em sua linha de pensamento. Não a deixe para lá; faça a aplicar a mesma linha de raciocínio ao resto do versículo. Desta forma ela terá que dizer "existe somente um Senhor, e quem é ele? Jesus Cristo! Então o Pai não é Senhor". É claro, a testemunha de Jeová não quer chegar a esta conclusão, porque sempre fala de Jeová como "Senhor". Mostre lhe que não pode haver um sem o outro. Ela não pode fazer com que a primeira metade do versículo exclua Jesus como Deus, sem fazer com que a segunda metade exclua o Pai de ser Senhor.
O fato é que as Escrituras usam os termos Deus e Senhor virtual-mente de modo intercambiável. Os vários falsos deuses são chamados de "deus" e "senhor". O Pai é chamado de "Deus e Senhor" e ao Filho também se aplicam ambos os termos. O apóstolo Tomé se dirigiu a Jesus como "meu Senhor e meu Deus" (João 20:28). Os líderes da Torre de Vigia têm ensinado seus discípulos a verem em 1 Coríntios 8:6 um contraste que não existe.
(Veja também as considerações sobre Isaías 9:6; João 1:1, 17:3, 20:28; e Apocalipse 1:7,8.)
1 Coríntios 11:3
Quero, porém, que saibais que Cristo é a cabeça de todo homem, o homem a cabeça da mulher, e Deus a cabeça de Cristo.
As testemunhas de Jeová também usam estes versículos em suas tentativas de negar a divindade de Jesus Cristo. Mas esta passagem não sustenta a doutrina da Torre de Vigia de que Cristo era um anjo criado por Deus. Ela simplesmente mostra a aplicação do princípio da liderança.
Dentro da família humana, a cabeça da mulher é o homem. Isto significa que as mulheres são uma forma de vida inferior ao homem? As mulheres são de alguma forma inferiores aos homens? De maneira alguma! Este é apenas um arranjo de Deus   que alguém aja como cabeça, e ele designou este papel ao homem. Desta forma, dentro da divindade o Pai age como cabeça sem diminuir a total divindade do Filho.
(Veja também nossas considerações sobre Isaías 9:6; João 1:1, 20:28; C olossenses 2:9; e Apocalipse 1:7,8.) 

Colossenses
Colossenses 1:15
O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação.
 As testemunhas de Jeová citam também este versículo para "provar" que Jesus Cristo não é Deus, mas sim o primeiro anjo que Deus criou. Entretanto, a palavra primogênito na Bíblia quer dizer necessariamente o primeiro que nasceu ou que foi criado? Absolutamente não! O termo é freqüentemente usado nas Escrituras para significar prioridade em importância ou posição, mais que uma ordem de nascimento.
Por exemplo, peça à testemunha para se dirigir ao Salmo 89:27. Este versículo fala a respeito do rei Davi, que era o mais novo, ou o último nascido de Jessé   tão distante quanto poderia estar de ser literalmente primogênito. Mas note o que Deus diz sobre ele no Salmo: "Também, eu mesmo o colocarei como primogénito" (Tradução do Novo Mundo). Claramente, Deus não reverteu a ordem do nascimento de Davi; ele não estava falando a respeito de ordem de nascimento. O que o Salmo quis dizer era que o rei Davi seria elevado em posição, acima dos outros, à posição preeminente.
Para demonstrar que o termo é usado neste sentido quando falando sobre Cristo em Colossenses 1:15, peça à testemunha para olhar o contexto. Indique, particularmente, o versículo 18, o qual identifica Cristo como a "cabeça" e "o primogênito" para que ele tenha "primazia em todas as coisas".
Ainda em Colossenses, você pode comentar a respeito da divindade de Cristo lendo o capítulo 2, versículo 9: "Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade."
(Veja as considerações sobre Isaías 9:6; Daniel 10:13 21, 12:1; João 1:1, 20:28; Apocalipse 1:7,8; e outros versículos relacionados no Índice de Assuntos.)
Colossenses 2:9
Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade.
Este é um texto que deveria definitivamente ser usado quando compartilhar com uma testemunha de Jeová a respeito das evidências (na forma das Escrituras Sagradas) de que Jesus Cristo é Deus. Ler este versículo em várias traduções pode ser proveitoso: "Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade" (Imprensa Bíblica Brasileira). "Porque em Cristo reside tudo de Deus em um corpo humano" (Bíblia Viva).  "Nele toda  a  plenitude da  divindade é residente em forma corpórea" (The Bible in Living English [ A Bíblia em Inglês Vivo], traduzida por Steven T.Byington, publicada pela Sociedade Torre de Vigia, 1972).
A Tradução do Novo Mundo da Torre de Vigia tenta diluir a mensagem deste versículo traduzindo da seguinte forma: "Porque é nele que mora corporalmente toda a plenitude da qualidade divina". Mas a edição de referência (nota de rodapé) e a versão interlinear de sua Bíblia admitem que a palavra grega que traduziram como "qualidade divina" literalmente significa "divindade".
(Veja também as considerações sobre Isaías 9:6;João 1:1;20:28; Apocalipse 1:7,8; e outras referências relacionadas no Índice de Assuntos.)
II Timóteo 3:16,17
Toda Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas, para disciplinar em justiça. A fim de que o homem de Deus seja plenamente competente, completamente equipado para toda boa obra (Tradução do Novo Mundo).
As testemunhas de Jeová concordam enfaticamente com esta passagem. De fato, a citam muito freqüentemente. Mas, na prática, não acreditam realmente no segundo versículo porque não crêem que um homem de Deus seja plenamente competente e completamente equipado, a menos que tenha livros e revistas da organização. A Bíblia sozinha não é o bastante. Nós cristãos também temos revistas cristãs, livros, concordâncias, dicionários bíblicos, e assim por diante. Vemos esta literatura como proveitosa e instrutiva, mas não sentimos necessidade desses suplementos para entender a mensagem do evangelho, receber a graça de Deus, e ganhar a vida eterna. De fato, muitos têm testemunhado que apenas através da leitura da Bíblia encontraram uma relação salvadora com Jesus Cristo.
Por outro lado, as testemunhas acreditam que uma pessoa deve ter a literatura de sua organização para que possa ser salva. Comentando sobre os próprios livros de estudos das Escrituras, A Sentinela, edição norte americana (15/09/10, p.298), dizia:
Ademais, nós não apenas achamos que as pessoas não podem ver o plano divino estudando a Bíblia por si só,  mas  também  que  se alguém  coloca  os  Estudos  das  Escrituras  à parte... e se concentra apenas na Bíblia, ainda que tenha se inteirado da Bíblia por 10 anos, nossa experiência mostra que dentro de dois anos ela andará em trevas. Por outro lado, se tivesse lido simples-mente os Estudos das Escrituras com suas referências, e não tivesse lido nenhuma página da Bíblia, estaria na luz ao final dos dois anos.
As testemunhas de Jeová de hoje abandonaram essa opinião, traduzida das palavras do seu fundador Charles Taze Russell, em 1910? Compare aquela citação com este enunciado mais recente publicado por A Sentinela, edição norte americana, (01/12/81, p. 27):
O Deus Jeová também nos deu sua organização visível, seu "escravo fiel e discreto", formada por aqueles que são ungidos pelo espírito para ajudar cristãos em todas as nações a compreender e aplicar a Bíblia da maneira apropriada em suas vidas. A menos que estejamos em contato com este canal de comunicação que Deus está usando, nós não alcançaremos progresso na estrada para a vida, não importa o quanto leiamos a Bíblia.

A idéia é a mesma! As Escrituras inspiradas sozinhas não fazem uma pessoa "plenamente competente e completamente equipada" (II Tim. 3:17) aos olhos das testemunhas de Jeová.
   O que acontece se uma testemunha de Jeová lê somente a Bíblia, sem os livros e revistas da Sociedade Torre de Vigia? A organização fez uma surpreendente revelação acerca disto, quando declarou o seguinte sobre seus ex membros:
Eles dizem que é suficiente ler a Bíblia exclusivamente, sozinhos ou em pequenos grupos no lar. Mas estranhamente, através de tal "leitura bíblica", têm se voltado para doutrinas apóstatas que eram ensinadas nos comentários do clero cristão cem anos atrás... [A Sentinela, 15/08/81, p. 28 29, edição norte americana].
Então, a Sociedade Torre de Vigia, por si mesma, admite que as testemunhas de Jeová que começam a ler só a Bíblia param de acreditar nas doutrinas da Torre de Vigia e retornam às doutrinas ensinadas nas igrejas cristãs. Quem então ensina as doutrinas verdadeiramente fundamentadas na Bíblia? A resposta é óbvia, pela própria declaração da Sociedade. 

Hebreus 1:6
Mas ao trazer novamente o seu primogênito à terra habitada, ele diz: E todos os anjos de Deus o adorem (Tradução do Novo Mundo, edições de 1953, 1960, 1961 e 1970).
Quando as edições da Bíblia da Sociedade Torre de Vigia citadas acima foram impressas, de algum modo esta referência a Jesus Cristo conseguiu escapar ao corte do censor. Toda outra menção de adorá-lo foi removida da Tradução do Novo Mundo, exceto esta que permaneceu   mas não por muito! Começando com a revisão de 1971, todas as edições futuras foram mudadas para que se leia: "E todos os anjos de Deus o reverenciem".
O contexto deste versículo é muito significativo. E o capítulo inteiro de Hebreus é devotado a contrastar Jesus Cristo com os anjos   mostrando a superioridade do Filho de Deus sobre a criação angélica. Mas a Sociedade Torre de Vigia ensina que Jesus Cristo é um anjo. Não é de se admirar que eles mudassem o versículo 6 para eliminar a idéia de adorá-lo.
A raiz grega aqui é proskuneo, a qual pode propriamente ser traduzida por "adoração" ou "reverência", dependendo do contexto e, neste caso, da tendência do tradutor. Convide a testemunha de Jeová a ler em Apocalipse 22:8,9 na sua própria Tradução Interlinear do Reino, onde a mesma palavra proskuneo é usada no grego original. Lá o apóstolo João diz: "Prostrei me para adorar [raiz: proskuneo] diante dos pés do anjo... Mas ele me diz: Toma cuidado! Não faças isso! Adora [raiz:proskuneo] a Deus". Pondere com a testemunha de Jeová que a adoração que o anjo recusou, mas disse a João para dar a Deus, é a mesma proskuneo que o Pai ordena que seja dada ao seu Filho Jesus Cristo em Hebreus 1:6. Então, o Filho certamente não é um anjo.
Seria apropriado dar ao Filho a mesma honorável adoração que é dada ao Pai? Deixe João 5:23 responder a esta pergunta   "a fim de que todos honrem ao Filho assim como honram ao Pai.  Quem  não honrar  ao Filho,  não  honra  ao Pai que o enviou" (Tradução do Novo Mundo).
(Para maiores informações sobre a divindade de Cristo e a legitimidade de adorá-lo, veja as considerações sobre Isaías 9:6; Daniel 10:13 21, 12:1; João 1:1; 20:28; e outros versículos catalogados no Índice de Assuntos.) 

Apocalipse
Apocalipse 1:7,8
Eis que ele vem com as nuvens e todo olho o verá, e aqueles que o traspassaram; e todas as tribos da terra baterão em si mesmas de pesar por causa dele. Sim, amém. "Eu sou o Alfa e o Ômega", diz Jeová Deus, "aquele que é, e que era, e que vem, o Todo-poderoso" (Tradução do Novo Mundo).
Se Jesus Cristo é apresentado como "o Alfa e o Ômega" e "o primeiro e o último", enquanto a Tradução do Novo Mundo também diz que Deus Jeová é "o alfa e o ômega" e "o primeiro e o último", as testemunhas de Jeová devem admitir também que Jesus Cristo é o Todo Poderoso Deus   ou então ignorar as Escrituras.
Você pode discutir esses versículos com uma testemunha da seguinte maneira: usando sua própria Tradução do Novo Mundo:
O texto de Apocalipse 1:7,8 citado acima diz que alguém "está vindo". Quem? O versículo 7 diz que alguém que foi "traspassado". Quem foi traspassado quando foi pregado para morrer? Jesus! Mas o versículo 8 diz que o Deus Jeová é quem "está vindo". É possível que existam dois que estão vindo? Não! O versículo 8 refere se a "aquele que está vindo". Apocalipse 1:8 diz claramente que o Deus Jeová é o Alfa e o Ômega. Agora note o que ele diz em Apocalipse 22:12,13: "Eis que venho depressa... Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último..." Então, o Deus Jeová está vindo depressa. Mas note a resposta dada a ele quando diz isto novamente: "Sim, venho depressa". "Amém! Vem, Senhor Jesus" (22:20 Tradução do Novo Mundo).
Neste ponto você pode mencionar que Alfa é a primeira letra do alfabeto grego, enquanto ômega é a última. Por esta razão, "o Alfa e o Ômega" significam o mesmo que "o primeiro e o último".
Então, novamente referindo se à Tradução do Novo Mundo, continue desta forma:
Quem está falando em Apocalipse 2:8? "Estas coisas diz aquele, o primeiro e o último que estava morto e passou a viver [nova-mente]..." Obviamente, é Jesus. Quem Jesus declarou ser quando chamou a si mesmo "o primeiro e o último?" Foi desta maneira que o Deus Todo Poderoso se identificou no Antigo Testamento. Jesus sabia que o apóstolo João, autor de Apocalipse, e mais tarde todos os leitores da Bíblia se lembrariam destes versículos: "...eu sou o mesmo, eu o primeiro, eu também o último. Também a minha mão fundou a terra, e a minha destra estendeu os céus..." (Is.48:12,13). E "...eu sou o mesmo; antes de mim Deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há salvador" (Is.43:10,11)
Note também que a expressão o primeiro e o último é usada em referência a Deus Jeová em Apocalipse 22:13: "Eu sou o Alfa e o Ômega,o primeiro e o derradeiro, o princípio e o fim." Ainda João também recorda: "... e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último, e o que vive; fui morto, mas eis que estou vivo pelos séculos..." (Apoc. 1:17,18).
Lembre à testemunha de Jeová que ela leu em sua própria Bíblia que o Deus Jeová é aquele que está vindo, aquele que está vindo depressa, o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último, e o único salvador. Ela também leu que nosso Salvador Jesus Cristo é aquele que está vindo, aquele que está vindo depressa, o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último, e o único Salvador.
Se a testemunha tiver dificuldade em chegar à conclusão certa, a saber, que Jesus Cristo é o Deus Todo Poderoso, peça que leia Colossenses 2:9: "Porque é nele que mora corporalmente toda a plenitude da qualidade divina", ou, de acordo com a Imprensa Bíblica Brasileira, "porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade".
(Veja também as considerações sobre Gênesis 18:1,2; Êxodo 3:14;Isaías 9:6; e João 1:1.)
Apocalipse 3:14
Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus.
Este versículo é um dos favoritos das testemunhas de Jeová, em suas tentativas de "provar" que Jesus Cristo é um simples ser criado, o primeiro anjo que Deus fez. "Veja!", elas dizem. "Jesus é o princípio da criação". Mas deveriam ser cautelosas. Dirão que Deus, o Pai, é quem fala em Apocalipse 21:6 e 22:13, ainda que em ambos os versículos ele chame a si mesmo de "o principio". Portanto, "o princípio" deve significar algo mais que não seja a primeira coisa criada.
Realmente, em cada um destes casos, o texto grego diz arché, uma palavra catalogada no Expository Dictionary of New Testament Words [Dicionário Expositivo das Palavras do Novo Testa-mento] como tendo significados variados, tais como "o princípio", "poder", "magistrado" e "governador". A Bíblia das Testemunhas de Jeová traduz o plural da mesma palavra como "oficiais do governo" em Lucas 12:11. Esta é a raiz das nossas palavras arcebispo e arquiteto, e outras palavras referindo se a alguém que é chefe sobre outros. Assim, a Nova Versão Interlinear em Apocalipse 3:14 diz que Cristo é "governante da criação de Deus". Portanto, não existe fundamento algum para que se possa declarar que Apocalipse 3:14 faz de Jesus Cristo um ser criado.
(Veja também Isaías 9:6; João 1:1, 20:28; e outros versículos citados no Índice de Assuntos sobre Jesus Cristo.) 

Apocalipse 7:4
E ouvi o número dos selados: cento e quarenta e quatro mil, selados de toda tribo dos filhos de Israel (Tradução do Novo Mundo).
A Sociedade Torre de Vigia ensina que a igreja cristã, ou Corpo de Cristo, está limitada ao número literal de 144 mil indivíduos. A reunião dos 144 mil começou em Pentecostes no primeiro século e continuou até o ano de 1935   quando o número foi completado e a porta foi fechada. Os novos crentes desde 1935 não são parte da congregação dos 144 mil, mas formam uma classe secundária, chamada a "grande multidão" de "outras ovelhas". (Veja as considerações sobre Apoc. 7:9 para maiores informações sobre a "grande multidão" e a data de 1935.) Desde 1935, a maior parte dos restantes dos 144 mil morreu, havendo apenas cerca de nove mil vivos na terra hoje   todos os quais são testemunhas de Jeová.
Entre os milhões de testemunhas de Jeová, apenas o remanescente dos 144 mil tem a esperança do céu, e apenas eles podem partilhar da comunhão do pão e do cálice.
Como as muitas ilustrações simbólicas no livro de Apocalipse, existe algum debate, mesmo entre os cristãos verdadeiros, sobre quem os 144 mil podem ser. Nós podemos admitir livremente isto enquanto mostramos à testemunha que a interpretação da Sociedade Torre de Vigia é obviamente errada.
Apocalipse 7:4 diz que os 144 mil são "dos filhos de Israel", mas a Sociedade Torre de Vigia ensina que a congregação cristã está aqui simbolicamente retratada como "Israel espiritual", e que os 144 mil são, portanto, tirados dentre todas as nações. Nós necessitamos apenas de alguns versículos do texto para desacreditar a sua interpretação: "da tribo de Judá, doze mil selados; da tribo de Rúben, doze mil; da tribo de Gade, doze mil; da tribo de Aser, doze mil; da tribo de Naftali, doze mil; da tribo de Manassés, doze mil; da tribo de Simeão, doze mil; da tribo de Levi, doze mil; da tribo de Issacar, doze mil; da tribo de Zabulom, doze mil; da tribo de José, doze mil; da tribo de Benjamim, doze mil selados" (Rev.[Apocalipse] 7:5 8, Tradução do Novo Mundo). Poderia Israel ser nomeado mais especificamente do que através da enumeração das 12 tribos que formam aquela nação?
As testemunhas podem responder insistindo que a referência aos 12 mil de cada tribo é puramente simbólica. Mas, se isto é verdade, então os doze números simbólicos (12.000 + 12.000 + 12.000 + 12.000 + 12.000 + 12.000 + 12.000 + 12.000 + 12.000 + 12.000 + 12.000 + 12.000 = 144.000) devem perfazer um total que também é simbólico. Todavia, as testemunhas acreditam que 144 mil seja um número literal. Desta forma, a interpretação delas é mais uma vez contraditória.

Apocalipse 7:9
Depois destas coisas eu vi, e, eis uma grande multidão, que nenhum homem podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, em pé diante de trono e diante do cordeiro, trajados de compridas vestes brancas; e havia palmas nas suas mãos (Tradução do Novo Mundo).
A Sociedade Torre de Vigia ensina que no ano de 1935 Deus parou de chamar as pessoas para uma esperança celestial em união com Cristo. Dizem que naquele ano ele começou a reunir a segunda classe de crentes, fora do corpo de Cristo, aqueles cuja esperança seria viver para sempre sobre a terra, na carne. Essa classe de pessoas, afirmam, é a "grande multidão" de Apocalipse 7:9 17.
Esta é uma das doutrinas mais significativas ensinadas pela Sociedade Torre de Vigia. Ela forma a base da convicção de milhões de testemunhas de Jeová segundo a qual:
1. Não podem se tornar membros do corpo de Cristo (I Cor. 12:27).
2. Não podem "nascer de novo" (João 3:3).
3. Não podem compartilhar do reino celestial de Cristo (II Tim. 4:18).
4. Não podem receber o batismo do Espírito Santo (I Cor. 12:13).
5. Não são autorizadas a compartilhar da comunhão do pão e do cálice (1 Cor. 1 0:1 6,1 7).
6. Não fazem parte da Nova Aliança mediada por Cristo (Heb. 12:24).
7. Não podem ser completamente justificadas através da fé em Jesus Cristo (Rom. 3:26).

Desta forma, a Sociedade Torre de Vigia usa esta "doutrina de 1935" para privar seus seguidores da relação com Deus descrita no Novo Testamento para todos os crentes.
Onde a Bíblia ensina que a entrada para a congregação cristã seria fechada no ano de 1935, com uma "grande multidão" secundária sendo reunida depois disto? Em nenhum lugar! Os líderes da Torre de Vigia declaram que "esta luz brilhou"   que o presidente da Torre de Vigia, J. F. Rutherford, recebeu uma especial "revelação da verdade divina"   para introduzir esta mudança em 1935. Não podem produzir absolutamente nenhum suporte bíblico para a data de 1935. Ao invés de se voltarem para a Bíblia, eles dizem:
Estes lampejos da luz profética preparam o terreno para o discurso histórico sobre "A Grande Multidão", pronunciado em 31/05/1935 pelo presidente da Sociedade Torre de Vigia, J. F. Rutherford, na convenção das Testemunhas de Jeová realizada em Washington, Estados Unidos. Que revelação da graça divina foi esta! (A Sentinela, 01/03/85, p. 14, parágrafo 12, edição norte americana).
...a esperança celestial foi mantida, realçada e enfatizada até perto do ano de 1935. Então, "uma luz brilhou" para revelar claramente a identidade da "grande multidão" de Apocalipse 7:9, a ênfase então começou a ser dada na esperança terrena (A Sentinela, 01/02/82, p.28, parágrafo 16, edição norte--americana).
Não existem quaisquer bases bíblicas para este ensinamento. As Escrituras discutem em detalhes a velha promessa divina para os judeus e a nova promessa divina para os cristãos. Mas não faz menção de nenhum terceiro arranjo para reunir uma "grande multidão" com uma esperança terrena depois de 1935.
Além disso, os versículos citados pelas testemunhas em Apocalipse realmente colocam a "grande multidão" como "diante do trono e diante do cordeiro" (7:9, Tradução do Novo Mundo), e "em seu templo" (7:15, Tradução do Novo Mundo)   todos lugares celestiais, e não na terra, como a Sociedade Torre de Vigia ensina.
De fato, a referência a "uma grande multidão"... clamando em voz alta: devemos a salvação ao nosso Deus..." (7:9,10) é muito semelhante ao teor da outra única menção à "grande multidão" na Tradução do Novo Mundo do livro de Apocalipse. Está no capítulo 19, onde o convite para "dar louvores ao nosso Deus, todos vós os seus escravos, os que o temeis, os pequenos e os grandes" é respondido por "a voz de uma grande multidão" (19:5,6). Ainda as Escrituras dizem especificamente que "uma voz alta de uma grande multidão no céu" (v. 1, Tradução do Novo Mundo).
Uma vez que foi provado que a interpretação da Torre de Vigia estava errada, não é necessário (ou aconselhável) entrar em discussão com as testemunhas de Jeová sobre a verdadeira identidade da "grande multidão". Ao contrário, o fato que a Sociedade os tem ensinado erradamente neste importante ponto deveria ser usado para abrir seus ouvidos para uma apresentação do evangelho real de Cristo.
Comece lendo a oração de Jesus ao Pai em João 17:20 24 - "Faço solicitação não somente a respeito destes, mas também a respeito daqueles que depositam fé em mim, por intermédio da palavra deles... Pai, quanto ao que me tens dado, quero que onde eu estiver, elas também estejam comigo a fim de que observem minha glória..." (Tradução do Novo Mundo). A oração de Jesus é que todos os seus discípulos presentes e futuros terminem com ele, onde ele está, para contemplarem sua glória. Mostre à testemunha que a oração se aplica a todos os discípulos futuros que viriam a crer em Cristo através das Escrituras deixadas pelos antigos discípulos (v. 20). Diga a elas que, se crerem nele, Jesus desejará que terminem com ele no reino celestial   não importando se se tornaram crentes antes ou depois do ano de 1935.
(Veja também as considerações sobre céu versus terra nos Salmos 37:9, 115:16; e João 10:16; as considerações sobre Mateus 26:27; e um encontro real com as testemunhas de Jeová sobre este assunto em 
 Apocalipse 19:1.)
Apocalipse 19:1
Depois destas coisas ouvi o que era como a voz alta de uma grande multidão no céu. (Tradução do Novo Mundo).
A lavagem cerebral da Torre de Vigia é tão poderosa que aqueles que estão sob as palavras dela podem olhar para preto e ver branco   se a Sociedade diz que é branco. Isto não é exagero; foi demonstrado em um encontro que tive com uma senhora, testemunha de Jeová, que bateu à minha porta no verão de 1983. (Ela não fazia idéia de que eu já havia sido membro, senão não teria dito nem uma palavra comigo.) A discussão ocorreu desta, forma: 
David Reed: "Ouvi dizer que vocês acreditam que são parte de uma 'grande  multidão' que receberá vida eterna na terra, ao invés de irem para o céu. Isto é verdade ? Você pode me mostrar a 'grande multidão' na Bíblia" ?
Testemunha de Jeová: "Sim, isto é o que a Bíblia diz. Veja aqui em Apocalipse 7:9 [ Ela leu o versículo discutido acima, em Apocalipse 7:9]. Espero ser parte desta grande multidão que viverá na terra para sempre".                                                                       
David Reed: "Mas Apocalipse 7:15 coloca a 'grande multidão' diante do trono de Deus no céu, não coloca?"
Testemunha de Jeová: "Bem, o trono de Deus está no céu, mas a grande multidão está na terra. Todas as criaturas estão diante do trono de Deus".
David Reed: "Eu não creio que o versículo mencionaria a localização dela diante de Cristo se quisesse dizer isto em um sentido tão geral. Mas existe um outro local onde Apocalipse fala a respeito da 'grande multidão'. Você poderia ler Apocalipse 19:1 em sua própria Bíblia onde ele posiciona a 'grande multidão'?"
Testemunha de Jeová: Certamente! Ela diz: "Depois destas coisas ouvi o que era como a voz alta de uma grande multidão no céu.
David Reed: "Uma 'grande multidão' onde?"
Testemunha de Jeová: "A 'grande multidão' está na terra!"
David Reed: "É isto que o versículo diz? Leia o de novo."
Testemunha de Jeová: "Ele diz céu, mas a 'grande multidão' está sobre a terra."
David Reed: "Como você pode dizer que a 'grande multidão' está na terra quando a Bíblia diz claramente uma 'grande multidão' no céu?"
Testemunha de Jeová: "Você não compreende. Nós temos homens em nosso escritório central no Brooklyn, Nova York, que explicam a Bíblia para nós. E podem provar que a 'grande multidão' está sobre a terra; e só posso explicar isto assim. Espere apenas um momento".
Nesse ponto ela correu à rua e gritou a outra senhora das testemunhas que estava a poucas casas de distância, para vir ajudá la. Essa testemunha me reconheceu como sendo uma ex testemunha, e isso pôs fim à conversação. Mas o ponto já tinha sido ilustrado: uma testemunha de Jeová pode olhar a palavra céu na Bíblia mas vê terra em seu lugar, se a organização assim o diz.
À medida que as senhoras se afastavam de minha casa, minha mente relembrou a novela de George Orwell, Mil Novecentos e Oitenta e Quatro. Eu recordei a assustadora descrição de totalitarismo estabelecido onde todos sabem que "o Grande Irmão (Big Brother) está te observando!"    e  então,  "qualquer coisa que o partido considerar verdade, é verdade", e "dois mais dois é igual a cinco, ao invés de quatro, se o Partido assim o diz". Verdadeiramente, a Sociedade Torre de Vigia impõe a mesma sorte de "duplo pensamento" às testemunhas de Jeová.
Um número de outros paralelos entre as Testemunhas de Jeová e a sociedade imaginária de Mil Novecentos e Oitenta e Quatro são enfatizados no livro de Gary e Heather Botting, The Orwellian World of Jehovah’s Witnesses.(O Mundo Orwelliano das Testemunhas de Jeová), 1984, Imprensa da Universidade de Toronto.
(Para informações adicionais sobre a questão do céu versus terra, veja as considerações sobre João 10:16; e Apocalipse 7:9. Para outros exemplos de lavagem cerebral, veja as considerações sobre Mateus 24:45; 1 Coríntios 1:10; e "O Testemunho do Autor".)

1 -  Em Que Crêem as Testemunhas de Jeová
2 -  A Bíblia Que as Testemunhas de Jeová Usam
3 -  As Testemunhas de Jeová Refutadas Versículo Por Versículo Antigo Testamento
4 -  As Testemunhas de Jeová Refutadas Versículo Por Versículo  Novo Testamento
5 -  História Condensada das Testemunhas de Jeová
6 -  Técnicas Para Compartilhar o Evangelho com as Testemunhas de Jeová 


Fonte: AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ REFUTADAS VERSÍCULO POR VERSÍCULO
2ª Edição
Tradução de Marcelus Virgílius Oliveira e Valéria Oliveira
Adaptação para Web e revisão (sob permissão do autor)

Todos os direitos reservados. Copyright ® 1989 da Junta de Educação Religiosa e Publicações da Convenção Batista
Brasileira. Direitos cedidos, mediante contrato, pela Baker Book House, P.O. Box 6287, Crand Rapids, Michigan 49506, USA.
Referências Bíblicas: A Bíblia Vida Nova, A Bíblia de Jerusalém, Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, O Novo
Testamento Vivo, Bíblia Viva, Versão Revisada da imprensa Bíblica Brasileira.
Nota do Tradutor: A Bíblia Vida Nova foi adotada como base neste trabalho. As demais versões foram usadas sempre que
consideradas relevantes à exata compreensão do pensamento do autor (e aparecem especificadas no texto). O autor usa nove
diferentes versões em língua inglesa que nem sempre encontram correspondência em português.
Traduzido do original em Inglês: Jehovah's Witnesses Answered Verse by Verse
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