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George Berkeley

Postado por Daniel Pena em quarta-feira, 26 de maio de 2010 | 10:35


George Berkeley
– (1685-1753) nasceu em Kilkenny, Irlanda do Sul. Foi o primogênito de seis filhos. Estudou em Dysert Castle. Aos onze anos estudou no colégio da cidade natal, onde há poucos anos fora aluno Jonathan Swift, autor do célebre livro As viagens de Gulliver. Aos quinze anos entrou no Trinity College de Dublin. Ali estudou matemática, filosofia e autores clássicos. Tornou-se fellow do trinity College em 1707, e passou a lecionar hebraico, grego e teologia. Nessa época escreveu anotações de observações que receberam o título de Comentários Filosóficos, uma obra já importante, pois estava delineado seu estilo. Berkeley é dono de um estilo engenhoso, com grandes argumentações e coerente.

Em 1709 publicou em Dublin o Ensaio por uma nova teoria da visão, e no ano seguinte Tratado sobre os princípios do conhecimento. Ele começou a teorizar sua visão espiritualista do mundo cedo.

Em 1710, virou pastor anglicano. Em 1713 chega o livro Três diálogos entre Hylas e Philonous. Trata-se de diálogos entre um imaterialista e um materialista.

Conheceu Jonathan Swift em Londres. Em 1714 foi à Paris e depois Itália. Realiza outras viagens pela Europa. Publica uma obra contra Newton.

Como achava a Europa já um tanto decadente, viajou para a América tentando realizar um projeto seu: o de criar uma escola para evangelizar os povos selvagens. Fica três anos à espera de recursos e volta para a Inglaterra.

O Alcifrone é publicado em 1732. Em 1734 foi nomeado bispo. em 1752 , vai para Oxford, onde morre no ano seguinte.

Berkeley se encontrava insatisfeito com o rumo que a filosofia moderna tomara. Tratava-se de uma visão racionalista e materialista demais. Então ele fez a crítica aos modernos e aos livre pensadores, defendendo o imaterial da realidade. Ele partiu da filosofia de Locke, que comenta e critica. É um empirista. Achava que não podemos conceber uma coisa do nada.

Ser é ser percebido, diz Berkeley. As únicas coisas com existência efetiva são Deus e os espíritos humanos. Ele dizia que não devemos discutir coisas das quais não temos idéias. As idéias são palavras com significado. O conhecimento gira em torno das idéias. “Todas as idéias vem de fora ou de dentro, as de dentro são pensamentos” . A percepção é uma recepção passiva.

Berkeley no livro Sobre os princípios do conhecimento humano, argumenta contra a existência das idéias abstratas (conceito de Locke). Para ele, todas as idéias são simples, podemos compára-las e pegar o que há de comum. Por exemplo, temos na mente a idéia de um determinado triângulo, que pode se adequar a qualquer triângulo. Todas as idéias derivam da percepção. Berkeley identifica a linguagem e o uso das palavras como fonte desse erro, as idéias abstratas. A comunicação de idéias não é o objetivo principal das idéias, mas as sensações o são, como “exaltar uma paixão, dar ao espírito uma disposição particular.”

A linguagem é fonte de muitas controvérsias. A comunicação sempre foi um problema, para transpor impressões e pensamentos cuja fonte é a percepção subjetiva do mundo objetivo, precisamos saltar sobre o abismo que separa cada consciência.

Um espírito é um ser simples e ativo que percebe idéias, criando o entendimento e operando com elas através da vontade. Berkeley fala de uma questão crucial da existência. As coisas estão em repouso, ou como ele diz, excitadas. Podemos animar idéias no espírito e variá-las conforme a vontade.

Mas, independente da vontade, percebemos coisas. Elas dependem de um espírito com força maior. Os dados dos sentidos tem mais força que os dados da imaginação. “As regras segundo as quais o espírito excita idéias em nós são as leis da natureza.”

O Autor da natureza produziu nelas objetos. O homem pode fazer representações , ter idéias. O homem nunca pode estar certo de ser seu conhecimento real, pois como saber que é como ele percebe, fora do espírito?

Só podemos conhecer os outros espíritos pelas idéia que eles excitam em nós.

Deus é o mundo. Podemos sentir sua presença, a de um espírito que modela, regula e conserva o mundo e os seres. Conhece a todos , vendo o bem e o mal, lendo os pensamentos. O temor que se tem dele leva à virtude e afasta o vício.

O Livro Tratado sobre o conhecimento humano tem os seguintes pontos principais: crítica da idéia abstrata e de algumas coisas que vão contra o senso comum. Defesa da imaterialidade, contra substância. Análise da filosofia e matemática. existência de Deus. Porque certas ciências caíram no erro. Ele argumenta contra vários pontos que discorda, e ao mesmo tempo responde contra possíveis objeções à sua doutrina.

A percepção é um conjunto de sensações. Como só há idéias simples, devemos nos concentrar nas sensações. As idéias secundárias só existem na mente, bem como tempo e extensão. Não tem existência objetiva. Para o homem, não há nada fora da mente. as coisas são modos de existência das pessoas. O mundo está ligado ao pensamento. Nós temos idéias dentro das quais vemos as coisas. O homem não percebe a coisa em si, a essência, aquilo que ele percebe são apenas as idéias.

Berkeley nega o significado filosófico de substância, pois diz que ele não existe. Berkeley associa à substância a solidez e a massa. Portanto a essência não é a substância, como em outros autores modernos.

A matéria é uma ilusão, como as abstrações. Usamos as idéias, mas elas também não são a essência. Berkeley fala que percebemos de forma intuitiva. O mundo é uma representação, conteúdo da nossa consciência subjetiva. as pessoas existem, mas são imateriais e ativas. Portanto uma forma psíquica pode ser aplicada à substância. Berkeley não nega a existência do mundo objetivo, diz que as percepções não são produzidas por nós. Ele questiona o nosso conceito de realidade. Só podemos ter a percepção, como o mundo parece para nós percebido pelos sentidos. Portanto a percepção é para si, não em si.

É tudo uma questão de ponto de vista. Berkeley questiona a visão de distância da ótica geométrica e recorda que a distância não parece igual para todos. O que torna as coisas sólidas, fixas, materiais é o hábito, o exercício da percepção no mundo. E a percepção constrói as coisas, pois associa as sugestões dos dados do mundo. Berkeley fala que a noção de substância material (tão cara à física newtoniana) é contraditória, desprovida de sentido. Diz Berkeley que toda as impressões dos sentidos não podem existir sem uma mente que a perceba. Quando fecho o olho, a coisa desaparece, quando reabro ela se constróe de novo. A aparente falha desse argumento não leva em conta sua afirmação na dinâmica do mundo, que existe e é factual conforme cada um pode confirmar. Deus recria o mundo a cada instante, diz Berkeley, citando uma noção teológica comum à sua época, que Spinoza desenvolvera. E para ter criado as idéias que existem no mundo, Deus tem de ser benevolente. Pois a coerência do mundo garante a preservação do mundo, e para isso acontecer, a bondade tem que existir. Nós nos movemos e existimos em Deus.

A ciência natural deverá descrever somente os fenômenos intuitivos. As conclusões e concepções em que chegaram a ciência racionalista não devem levar a uma concepção unilateral do mundo e da cultura.

Giovanni Reale e Dario Antiseri dizem que Berkeley é nominalista e fenomenalista. No nominalismo, a concepção de idéias abstratas são miragens e as idéias gerais são apenas nomes. No fenomelogismo, os objetos físicos são feixes de qualidade fenomênicas. Ele também dizem que a filosofia de Berkeley é precursora das conclusões do físico Ernst Mach.

Karl Popper diz que Berkeley e instrumentalista. Isso quer dizer que ele considera as teorias científicas como hipóteses matemáticas que só devem ser vistas para especular sobre as aparências. Diz Popper sobre a filosofia de Berkeley : Não há nada de físico que esteja atrás dos corpos físicos. Tudo é superfície. O modo no qual aparecem é sua realidade.
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