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Os Princípios de Filosofia ditos A Monadologia de Leibniz de G.W Leibniz

Postado por Daniel Pena em quarta-feira, 26 de maio de 2010 | 11:34

Comentários acerca de ” Os Princípios de Filosofia ditos A Monadologia” de G.W Leibniz
Alexandre Costa Leite

A) Introdução

O presente texto tem como objetivo expor os principais conceitos( ou idéias) e princípios que circulam no livro ” A Monadologia” de Leibniz. Para realizar esse intento começarei com o objeto mais simples até chegar, gradativamente, ao mais complexo. Assim, a estratégia de observação consiste em partir da idéia de mônada e atingir a idéia de deus; a mesma estratégia leibniziana. No intervalo que se localiza entre essas duas noções mostrarei os princípios da razão que coordenam o labor lebniziano.

B) Desenvolvimento

1.1. A mônada é uma substância simples, visto que não possui partes. É uma unidade simples, logo não-composta e indivisível;

1.2. Quanto à formação e à extinção das mônadas só pode ser dito que elas se formam e se extinguem instantaneamente, como mostrado pelo fato de elas não terem partes. Assim, só o que é composto se forma pela composição de partes e se dissolve pela decomposição de partes. Então, as mônadas só começam por criação e acabam por aniquilamento;

1.3. As mônadas são entes porque têm qualidades. Isenta de qualidade uma mônada seria indistinguível de outra, pois não diferem em quantidade. A diversidade de qualidade nas mônadas implica a multiplicidade de formas das coisas que compõem o mundo e faz a mônada ser uma estrutura que pode ser compreendida como uma multiplicidade contida na unidade;

1.4. A mônada é uma espécie de ser passível de mudança contínua. Ora, ” as mônadas não tem janelas por onde qualquer coisa possa entrar e sair”, por conseguinte, a variação das mônadas só pode se dar por um princípio intrínseco a ela, nada influindo do exterior. A ação desse princípio interno é o antecedente que induz a mudança e ao fluxo de uma percepção a outra; o nome de tal princípio é apetição. Percepção é o nome utilizado para caracterizar o estado passageiro que envolve uma multiplicidade na unidade ou substância simples. A mudança tem uma particularidade que produz a variedade na substância simples.

1.5. Cada mônada é ” um espelho vivo e perpétuo do universo”, e este  é regulado em uma ordem perfeita; é o espelho porque cada mônada é uma multiplicidade, com inúmeros compartimentos e a realizar em referência as outras mônadas relações que exprimem todo o universo.

2.1 O que distingue os homens dos animais é o fato daqueles terem o conhecimento das verdades necessárias e eternas, ou seja, terem alma racional. Duas são as espécies de verdade: as de razão e as de fato. Aquelas ” são necessárias, e o seu oposto, impossível; as de fato são contingentes, e o seu oposto, possível.” Por exemplo: ” Se o homem é azul, então o homem é azul ou amarelo.” É uma verdade necessária, eterna e de razão, pois é uma tautologia,  logo é uma necessidade lógica que se refere ao verdadeiro p->(p v q). As verdades de razão são verdades lógicas e não-empíricas, porisso pode-se até dizer que são a priori. A necessidade pode ser compreendida como aquilo que é impossível que seja de outra forma. Ao contrário, “está chovendo” é uma verdade contingente e de fato, pois não é sempre o caso que tal expressão assume o valor de verdade “o verdadeiro”, mas sim só quando chove, ou seja, se e somente se estiver chovendo. É uma verdade que precisa de conteúdo, assim é uma verdade material, ou seja, empírica. Contingente, no dito de Russell, significa que é logicamente possível que não existisse. É possível que seja de outra forma. Depois do ganho teórico que Hume nos deu fica fácil compreender o porquê da conexão não-necessária entre os fatos.

2.2  Dois são os princípios de nossos raciocínios: o da contradição e o da razão suficiente. ” o da contradição, pelo qual consideramos falso o que ele implica, e verdadeiro o que é  oposto ao falso que lhe é contraditório”, ” e o da razão suficiente, pelo qual entendemos não poder algum fato ser tomado como verdadeiro ou existente, nem algum enunciado ser considerado verídico, sem que haja uma razão suficiente para ser assim e não de outro modo, embora freqüentemente tais razões não possam se conhecidas por nós”; o argumento da contradição diz que algo não pode ser verdadeiro e falso simultaneamente quando refere-se ao mesmo sujeito, por exemplo: ( tabela dos valores verdade mostra em que casos uma contradição é falsa; a lógica formal clássica tem como uma regra de inferência a contradição que diz que podemos inferir de uma fórmula bem formada da forma “p. ~p -> q” qualquer coisa) o argumento da razão suficiente diz que tudo tem uma razão, ou seja, uma causa.

3.1 “Deus” é o nome dado por Leibniz para caracterizar a substância necessária que é a razão última das coisas( prova da existência de deus pela razão suficiente). Há somente um deus, e esse é suficiente, único, universal , necessário, absolutamente perfeito e que está fora do universo. deus é o fundamento que possibilita as existências, pois ” sem ele nada haveria de real nas possibilidades, e não somente nada haveria existente, como ainda nada seria possível”; e o seu entendimento é o habitat das verdades eternas. Assim, deus é a substância originária que cria todas as mônadas.

3.2 Deus, de acordo com Leibniz, criou o melhor dos muitos mundos possíveis. “Ora, como há uma infinidade de idéias de Deus e apenas um único pode existir, tem de haver razão suficiente da escolha de deus, que o determine a preferir um e não o outro.” Russell diz que um mundo é possível quando não contradiz as leis da lógica. Segue-se que se Deus é bom, então  criou o melhor dos mundos possíveis, ou seja, aquele que tem um maior excesso de bem sobre o mal( princípio do melhor).


C) Conclusão

O sistema filosófico de Leibniz pode ser caracterizado de esquema  conceitual intelectualista devido ao fato de ter construído um “sistema intelectual do mundo”, isto é, “creu conhecer a natureza íntima das coisas, enquanto comparou todos os objetos apenas com o entendimento e com os outros conceitos abstratos e formais de seu pensamento”, afirma Kant em sua Crítica da Razão Pura. Leibniz parecia pensar estar conhecendo a coisa em si através do entendimento que se realiza antes da verificação empírica.

O complexo conceitual lebniziano é a clássica metafísica que busca dar uma fundamentação última ao conhecimento; Leibniz, como Descartes e Espinosa, se depara com o conceito de Deus nessa tentativa de atingir uma base segura e não-contraditória para o conhecer. Sem o conceito de Deus a máquina de conceitos de Leibniz não funcionaria, seria apenas como um carro sem combustível. O conceito de Deus é muito importante para a constituição da moral que é gerada pelo sistema metafísico. Em uma extensa quantidade de mundos logicamente possíveis, Deus escolheu justamente o nosso mundo por ser este o melhor de todos( Se Deus é bom, então escolhe o melhor). Assim, cada um deve se contentar e afirmar sua alegria independente da situação em que se encontra, pois este é “o melhor dos mundos possíveis”.

D) Bibliografia

1- Leibniz, Gottfried Wilhelm. Princípios de Filosofia ditos A Monadologia, coleção Os Pensadores.
2- Russell, Bertrand. História da Filosofia Ocidental. Tradução de Brenno Silveira. Editora UnB. 4 ed.
3- Chatelêt, François. História da Filosofia- idéias, doutrinas. Texto de Rafaël Pividal ” Leibniz ou o Racionalismo levado ao paradoxo”

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