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Lava-pés, antes ou depois da ceia

Postado por Daniel Pena em quinta-feira, 8 de novembro de 2012 | 19:17

LAVADOS PELA PALAVRA DE DEUS

A salvação ocorre quando ouvimos a Palavra de Deus (Rm 10.17), confessamos a Jesus como Senhor, e cremos de coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos (Rm 10.9).Vós já estais limpos, pela Palavra que vos tenho falado. (Jo 15.3)

               LAVADOS PELO BATISMO
Pr. Gênesis Costa
Simbolicamente, o batismo nos lava para a salvação: “Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida. Porque se fomos unidos com Ele na semelhança da sua morte, certamente o seremos também na semelhança da sua ressurreição; sabendo isto, que foi crucificado com Ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos. Porquanto quem morreu, justificado está do pecado”. (Rm 6.4-7).


  LAVADOS NO LAVA-PÉS

Jesus ao lavar os pés dos discípulos explicou a Pedro que aqueles que já tinham sido banhados (no batismo), precisavam lavar somente os pés: “...Quem já se banhou não  necessita de lavar senão os pés; quanto ao mais está todo limpo. Ora, vós estais limpos, mas não todos. Pois Ele sabia quem era o traidor. Foi por isso que disse: nem todos estais limpos”. (Jo 13. 10,11).
A Palavra nos lava para a fé, conversão, e libertação. O batismo nas águas, simbolicamente para salvação. O Lava-pés, para a manutenção dessa nova vida, purificando simbolicamente do contato com o mundo pecaminoso.


A prática do “Lava-pés” recebeu destaque especial da parte de Jesus quando o mesmo lavou os pés dos discípulos (Jo 13.1-20). Sua declaração de que os discípulos deviam “lavar os pés uns dos outros” (V.14), atribuiu importância adicional ao ato, instituindo-o como mandamento.
Embora reconheçam que o ato de Jesus refletisse o costume comum, a maioria dos intérpretes entendem que a explicação dada a Pedro: “O que faço não o sabes agora” (V.7), refletia mais do que uma cortesia esquecida. O lava-pés praticado por Jesus é geralmente explicado no sentido de se ensinar a necessidade da humildade diante da falta óbvia de auto-humilhação por parte dos discípulos no cenáculo (Lc 22.24-30). Mesmo assim a essência, ou, o ponto central do acontecimento, era outro. Porque Jesus disse que se Pedro não se deixasse lavar, ele e não Jesus estaria em dificuldade (V.8).
A Enciclopédia Histórico-Teológica do Editor Walter A  Elwell - registra o seguinte sobre o lava-pés na página 414: “Ato religioso de alguns segmentos da igreja Cristã, baseado na realização e no mandamento de Jesus na santa ceia”.
“O uso de sandálias abertas, o clima seco e as estradas poeirentas tornaram o lava-pés, quando a visita entrava num lar, uma prática comum na hospitalidade oriental. O costume remonta aos tempos de Abraão (Gn 18.4;19.2), e continuou na nação de Israel (Jz 19.21)”.

“A  realização do lava-pés pelo próprio hospedeiro era um favor incomum. (1 Sm 25.41). Em geral ficava a cargo de um servo ou empregado. O não oferecimento de tal amenidade (agradável, aprazível), era uma descortesia (Lc 7.44)”. 

O VERDADEIRO MOTIVO DO LAVA-PÉS

“No tocante ao ato,. A falta de purificação foi declarada no tocante a Judas (Jo 13.10,11). Todos, menos Judas, já haviam se “banhado”, mas ainda era necessário que seus pés fossem lavados. 
O banho completo, simbolizado pelo batismo, representava a salvação, (Rm 6.1-14). Tal experiência já havia sido vivenciada pelos discípulos, com exceção de Judas, tendo em vista que, no seu caso, o ato não foi motivado por fé.

 Considerando que o batismo era, em si, uma experiência notória e única, pois encerrava a questão da salvação definitivamente, Jesus institui o mandamento do “lava-pés” como complemento, a título de manutenção periódica - deveria haver uma certa frequência de tal prática. De forma que, a purificação espiritual era a ênfase principal do mesmo, não que o ato em si tenha poder purificador; trata-se de um simbolismo da necessidade que os crentes têm de se limparem repetidas vezes da poluição sofrida no contato com o mundo pecaminoso. (1.Co 11.28)
Aconselhamos que no momento do lava-pés, haja uma profunda reflexão em cada participante, em um exame introspectivo e retrospectivo, entendendo que está simbolicamente se purificando da contaminação com este mundo poluído, e se preparando para sentar-se a mesa com o Filho de Deus, em memória de sua morte pelos nossos pecados”.

Deveis Lavar os pés uns aos outros

“Com esta frase, Jesus mostrou a necessidade de nossa comunhão e que o ato, não pode ser realizado sem a participação de outro irmão.
Orlando Boyer em seu livro “Espada Cortante”, página 455 registra: “Moody escreveu ao lado deste versículo, na margem de sua Bíblia: A ciência divina não é como a luz da lua, mas como a luz do dia; dorme-se à luz da lua, mas trabalha-se à luz do dia.
Onde há um grupo lavando os pés uns aos outros, espiritualmente, ali há um grande avivamento. Não somos bem-aventurados só pelo compreender (V12), mas, pelo praticar. Não somente ensinemos que esta é uma lição para inculcar ao próximo, mas, vamos praticá-la em nossas vidas.

Muitos cristãos entendem que Jesus pretendia que este ato fosse perpetuado, com base em João 13. 14,15. A prática do lava-pés pode ser visto na igreja primitiva, em 1. Timóteo 5. 10: “Seja recomendada pelo testemunho de boas obras, tenha criado filhos, exercitado hospitalidade, lavado os pés aos SANTOS,...” (Obs. Aos santos, refere-se a membros da igreja de Cristo e não a todos, como o costume mencionado do lava-pés do Oriente). 

Continuando o registro da Enciclopédia: “E nas alusões patrísticas em Tertuliano (De Corona 8) e Atanásio (Cânon 66). O sínodo (694) o recomendou. Ele tem sido observado pelas igrejas Gregas e Romanas e em grupos protestantes como os Irmãos, os Menonitas, os Valdenses e alguns Batistas”.

A prática deva preceder a distribuição do pão e do cálice

 Entendemos que essa prática deva preceder a distribuição do pão e do cálice. Como prescreve Mateus 26.21 e João 13.21. 

A ceia “memorial” como instituição, de fato acontece com a colocação: “...Tomai, comei, isto é o meu corpo...” (Mt 26.26; Mc 14.22), porque nos momentos precedentes trata-se apenas da “Ceia Pascoal” e não da “santa Ceia Memorial” propriamente dita. 

Uma vez que Jesus assim o fez. quando comentou (Jo 13.10,11). Tudo deixa crer que Judas participou do lava-pés, mas, não do pão e do cálice. 

Vejamos: o verso 2 “Durante a ceia, tendo já o diabo posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão que  traísse a Jesus...”, dos versos 4 a 12 Jesus impacta os discípulos levantando-se da Ceia Pascoal e passando a lavar os pés deles. 

Todos à mesa tinham os olhares fitos em Jesus que explicava detalhadamente a importância do ato. A seguir, Jesus se angustia e declara: “Em verdade vos digo que um de vós me trairá” (v.21 b), (comparando com Mateus 26.21, esclarecemos que esta frase foi dita após o  lava-pés e antes da ceia memorial). “Então os discípulos olharam uns para os outros, sem saber a quem ele se referia” (v.22). 

Como João estava ao lado de Jesus, Simão Pedro lhe pede que pergunte a quem Ele se refere.Respondeu Jesus: “É aquele a quem eu der o pedaço de pão molhado. Tomou, pois, um pedaço de pão e, tendo-o molhado, deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes. E, após o bocado, imediatamente entrou nele Satanás. Então disse Jesus: o que pretendes fazer, faze-o depressa”  (vs. 26,27). O verso 30 registra: “Ele, tendo recebido o bocado, saiu logo.  E era noite”.  

 Confirmando  que o “lava-pés” aconteceu entre a “Ceia Pascoal e a Ceia Memorial”. Segundo Mateus 26, a Ceia Memorial começa após o verso 26 “...Jesus tomou o pão, e, abençoando-o, partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo”. Os capítulos de João 13-17, registram os ensinamentos de Jesus naquela noite. Só no capítulo 18, ele se retira para o Jardim do Getsêmani, (Mt 26.36; Mc 14.26; Lc 22.39). onde fora preso. (18.1-12).

Recomendamos que todos devam se preparar para essa cerimônia, com calçados que não dificultem a sua participação. Assim também todos, sem exceção, devem estar valorizando essa prática e usufruindo a mesma bênção. A não ser que alguma enfermidade o impeça, bem como entender que estão tendo uma oportunidade singular de simbolicamente se purificarem da poluição deste mundo.

Do Vosso conservo,
 Gênesis Silva Costa – pastor
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